A “apoteose da dança” de Beethoven

Marcos Arakaki, regente
Alexandre Barros, oboé
Catherine Carignan, fagote

|    Presto

|    Veloce

BRAGA
RIPPER
BEETHOVEN
Paysage
Concertino para oboé, fagote e cordas
Sinfonia nº 7 em Lá maior, op. 92

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Alexandre iniciou seus estudos com o pai, Joaquim Inácio Barros, e foi aluno de Afrânio Lacerda, Gustavo Napoli, Carlos Ernest Dias e Arcádio Minczuk. Com o Quinteto de Sopros da UFMG venceu o V Concurso de Música da Câmara da universidade. Com o Trio Jovem de Palhetas foi menção honrosa nos concursos Jovens Solistas da Faculdade Santa Marcelina e da Osesp. Recebeu ainda o Prêmio Eleazar de Carvalho. Foi solista das sinfônicas de Minas Gerais, da UFMG, da Ufop, Orquestra Sesiminas, Filarmônica Nova, Sinfônica de Ribeirão Preto e Osesp. Integrou a Osesp e foi Primeiro Oboé da Sinfônica de Ribeirão Preto. Alexandre é Oboé Principal na Filarmônica desde 2008.

Natural do Canadá, Catherine iniciou seus estudos de fagote aos 12 anos. No Conservatório de Música do Québec, sua cidade natal, foi aluna de Michel Bettez e concluiu o Bacharelado em 2007, sob orientação de Mathieu Harel, da Sinfônica de Montreal. Estudou também com a solista Nadina Mackie Jackson na Glenn Gould School of the Royal Academy of Music, em Toronto, e participou de várias masterclasses na América do Norte, na Alemanha e no Brasil. Foi segunda fagotista da Victoria Symphony Orchestra durante um ano, e, pouco depois, tornou-se Fagote Principal na Filarmônica, em 2008, onde também integra o Quinteto de Sopros. É cofundadora do Grupo Harmona.

Programa de Concerto

Paysage | BRAGA

Em 1890, o carioca Francisco Braga ficou entre os quatro primeiros colocados no concurso para a escolha de um hino comemorativo do advento da República, sendo recompensado com uma bolsa de estudos na Europa. Em Paris, obteve o primeiro lugar no concurso de admissão ao Conservatório, na classe de Jules Massenet. Ao final do curso, o jovem de 27 anos regeu na Salle d’Harcourt um programa apenas de compositores brasileiros. No ano seguinte, fixou residência em Dresden. Visitou por duas vezes Bayreuth, onde travou contato mais decisivo com a obra de Wagner. Em Capri, terminou Jupyra, ópera baseada em conto regionalista de Bernardo Guimarães. O sucesso da estreia, em 1900, no Rio de Janeiro, marcou o retorno do compositor ao Brasil, depois de dez anos de ausência. Foi constante e variada sua atuação no ambiente musical do país como maestro, animador cultural e professor. Artista de técnica sólida e acabamento refinado, Braga manteve-se fiel às normas estéticas românticas do final do século XIX, mesmo vivendo no momento em que novas correntes modernistas surgiam na Europa e no Brasil. Paysage foi composta em Paris e demonstra a vocação sinfônica do compositor – em sua produção variada e numerosa, o poema sinfônico é o gênero em que realizou suas obras principais.

Embora consagrado compositor de óperas, o carioca João Guilherme Ripper expressa-se através de gêneros sinfônicos com igual inteligência musical e força poética. Prova disso é o Concertino para oboé, fagote e cordas, resultado da orquestração do primeiro e do terceiro movimentos de From my window nº 1. Produzida durante residência de Ripper na Kean University, entre 2011 e 2012, a peça faz parte de uma série que compreende outras duas obras representativas de um momento de reavaliação de experiências artísticas e tendências estéticas do compositor. From my window nº 1, para oboé, viola ou fagote e piano, evoca elementos tipicamente cariocas: as pedaladas pela orla, o pôr do sol e a bossa nova. Orla, primeiro movimento do Concertino, explora a fluidez de dois temas complementares a partir de uma ideia modificada de forma-sonata. Já Bossa-nova, o segundo movimento da obra, remete-nos ao celebrado gênero musical brasileiro por meio de seu tonalismo estendido e elementos rítmicos característicos. A obra foi estreada no dia 7 de março de 2013 na cidade argentina de Rosário, na abertura do Oboefest, pela orquestra do festival tendo como solistas o oboísta Luis Carlos Justi e o fagotista Aloysio Fagerlande.

No dia 8 de dezembro de 1813, Beethoven realizou na Universidade de Viena a primeira audição da Sétima Sinfonia. A pedido do público, o segundo movimento foi repetido como bis. O sucesso teve um significado especial para o compositor, pois, ao eleger o ritmo como elemento dominante da sinfonia, ele o idealizou como fator socializante, capaz de moldar os sentimentos coletivos (coincidentemente, a estreia ocorreu por ocasião de um concerto beneficente para os inválidos das guerras napoleônicas). Sob o aspecto da predominância do elemento rítmico, a Sétima se assemelha à Quinta. Entretanto, há entre elas uma diferença estrutural. Na Sinfonia nº 5, a força e a unidade advêm da recorrência da mesma célula rítmica em todos os movimentos; na Sétima, ao contrário, cada andamento é modelado e diferenciado por um padrão rítmico próprio. A estratificação de uma figura rítmica persistente, facilmente perceptível em cada parte, define o perfil da Sinfonia como um todo.

5 jul 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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6 jul 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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