A beleza do piano de Chopin

Marcos Arakaki, regente
Ricardo Castro, piano

|    Allegro

|    Vivace

BERLIOZ
CHOPIN
PROKOFIEV
Abertura Carnaval Romano
Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21
Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, op. 100

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Ricardo Castro é pianista, regente, educador e administrador cultural. Vencedor dos concursos da ARD de Munique, Rahn de Zurique e Pembaur de Berna, foi o primeiro latino-americano a ganhar o Concurso Internacional de Piano de Leeds. Atuou como solista da Filarmônica da BBC de Londres, da Orchestre de la Suisse Romande, Academy of St. Martin in the Fields, Sinfônica de Birmingham, Filarmônica de Tóquio e Mozarteum de Salzburg. Ricardo é fundador e diretor artístico do Neojiba, Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia. Com a Orquestra Jovem da Bahia tem se apresentado em importantes salas, como o Queen Elizabeth Hall de Londres e o Konzerthaus de Berlim. Em 2013 foi o primeiro brasileiro a receber o título de Membro Honorário da Royal Philharmonic Society de Londres. Além de seu trabalho artístico e educativo com o Neojiba, Ricardo leciona Piano na Haute École de Musique de Lausanne, Suíça. Já gravou cinco álbuns com obras de Chopin e outros dedicados a Mozart, Falla e Liszt.

Programa de Concerto

O Concerto para piano em fá menor marca o retorno de Chopin à Polônia, país onde nasceu, após os primeiros sucessos internacionais. A estreia aconteceu no Teatro Nacional de Varsóvia, em 17 de março de 1830. Paralelamente, o compositor estava trabalhando em seu Concerto para piano em mi menor, que estreou no mesmo ano, em outubro. Ambos resultam da necessidade do pianista – para lançar-se em carreira internacional – de encontrar um repertório que valorizasse suas habilidades individuais, mais ambicioso que as fantasias brilhantes, improvisos e variações que executara até então. Quando se mudou para Paris, no ano seguinte, Chopin incluiu o Concerto em fá menor em sua primeira aparição na cidade. É uma obra importante na carreira do músico, que solidificou sua reputação e lhe ajudou a garantir uma clientela de princesas e duquesas como alunas, o que lhe permitiria, nos anos posteriores, escapar dos palcos e dedicar-se à composição.

Definida pelo próprio Prokofiev como um “canto ao homem livre e feliz, à sua força, à sua generosidade e à pureza de sua alma”, a Quinta é a mais popular das sete sinfonias que escreveu, juntamente com a Primeira. Composta em 1944 e estreada no ano seguinte, ela representa um momento de maturidade na carreira do compositor, e de reencontro com o seu passado e suas origens. A Sinfonia nº 5 foi escrita quinze anos após a Quarta e dez anos após o reingresso de Prokofiev na União Soviética, depois de um exílio de dezessete anos. Nesse hiato, ele viu seu estilo de composição sofrer uma transformação considerável, enquanto buscava inspiração na força melódica autêntica do seu país: “o ar forasteiro não se casa com a minha inspiração, porque eu sou russo e a coisa pior para um homem como eu é viver no exílio”. A volta à terra natal se desdobrou no retorno às raízes musicais de sua juventude, na qual demonstrara amar profundamente a música de Haydn, cuja simplicidade e inocência das composições eram vistas como exemplo de clareza e sofisticação. Ao escrever nos moldes do “realismo socialista”, Prokofiev inaugurou uma fase chamada por ele de “nova simplicidade”. Dessa intenção, nasceu seu opus 100, uma das obras mais célebres da música soviética.

1 mar 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

2 mar 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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