A harpa como protagonista

Marcelo Lehninger, regente convidado
Clémence Boinot, harpa

|    Presto 2019

|    Veloce 2019

STRAVINSKY
PIERNÉ
RAVEL
SHOSTAKOVICH
Suíte nº 2 para pequena orquestra
Peça de concerto para harpa, op. 39
Introdução e Allegro
Sinfonia nº 1 em fá menor, op. 10

Marcelo Lehninger, regente convidado

Atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, nos Estados Unidos, o brasileiro Marcelo Lehninger também foi Diretor Artístico e Regente Titular da Sinfônica de New West e Regente Associado da Sinfônica de Boston. Ele tem conduzido diversos grupos da América do Norte, como as sinfônicas de Chicago, Houston, Baltimore, Seattle, Toronto, Detroit e a Filarmônica de Rochester. Na Europa, atuou na Suíça e na Eslovênia, além de ter auxiliado o então Diretor Artístico da Orquestra do Concertgebouw, Mariss Jansons, na turnê de 2015. Antes de se formar no Conductors Institute da Bard College em Nova York, Lehninger estudou violino e piano. Durante o ano de 2010, foi Regente da Assistente da Filarmônica de Minas Gerais.

Clémence é apaixonada pela harpa desde os cinco anos. Começou a estudar o instrumento orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Seu amor continuou a crescer e, aos 20, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Em 2013, após seis anos de aperfeiçoamento sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu bacharelado com honra. Dois anos depois, tornou-se Mestre em Pedagogia. Concluiu os estudos em 2017 com um mestrado em Solo Performance. Paralelamente, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Caravelle. Clémence foi professora de harpa por muitos anos e adora compartilhar seu conhecimento com os estudantes. Em 2017, foi convidada a ensinar jovens harpistas no Neojiba, em Salvador, Bahia. Com essa dessa experiência, ela se encantou pelo Brasil e, poucos meses depois, juntou-se à Filarmônica de Minas Gerais.

Programa de Concerto

Na noite de 12 de maio de 1926, após um concerto da Filarmônica de Leningrado (atual São Petersburgo), um tímido rapaz de apenas dezenove anos subia ao palco para receber os cumprimentos entusiasmados da plateia. Seu nome era Dmitri Dmitriyevich Shostakovich e a obra em questão era a sua Sinfonia nº 1, escrita como peça de formatura da classe de composição e ouvida como a revelação de um grande talento. A orquestração leve dessa obra, criada antes das pressões do regime stalinista, seria por muito tempo uma marca registrada de Shostakovich, assim como a tendência neoclássica. Uma certa melancolia, que o acompanharia por toda a vida, já pode ser percebida, assim como a alternância entre momentos alegres e passagens trágicas. Ainda hoje considerada uma de suas melhores criações, a Primeira Sinfonia apresenta as principais influências que compositor tivera nos anos de juventude: a música russa de Stravinsky, Prokofiev e Tchaikovsky, e o colorido da música popular ouvida nas ruas e teatros da época.

6 jun 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

7 jun 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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