As estações de Vivaldi

Fabio Mechetti, regente
Nicolas Koeckert, violino
Edineia de Oliveira, mezzo-soprano

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VIVALDI
VIVALDI
VIVALDI
Stabat Mater, RV 621
Concerto em sol menor “para a Orquestra de Dresden”, RV 577
As quatro estações, op. 8

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito destas duas últimas duas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos EUA e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Nicolas Koeckert é germano-brasileiro nascido em Munique, Alemanha, em uma tradicional família de violinistas. Em 2002, foi o primeiro violinista alemão a receber um dos prêmios principais da Competição Internacional Tchaikovsky, em Moscou. Nicolas Koeckert apresentou-se na Ásia, Europa, México, Brasil e Canadá. Trabalhou com os maestros Lawrence Foster, Colin Davis, Michail Jurowski, Jonathan Nott, Theodor Guschlbauer, Andris Nelsons, Ari Rasilainen, Emil Tabakov, entre outros. Foi solista com as orquestras sinfônicas de Montreal, Nacional Russa, da Rádio Bávara de Munique, com as filarmônicas de Zagreb e de Minas Gerais, Osesp, Sinfônica Brasileira, entre outas. Para a Rádio da Bavária, produziu peças de Ysaÿe, Grieg, Ravel, Tchaikovsky, Bartók, Bazzini, Sibelius e Szymanowsky. Fez diversos álbuns pelo selo Naxos, inclusive um CD com peças de Frolov e de Khatchaturian, com a Royal Philharmonic Orchestra e José Serebrier, que figurou um ano no topo da lista da gravadora. Nicolas Koeckert ministra aulas e masterclasses regularmente na Alemanha e no exterior. Desde setembro de 2011, é professor de violino no Conservatório de Música de Viena.

Detentora do Prêmio Carlos Gomes, Edineia de Oliveira vem recebendo grande reconhecimento da crítica nacional e internacional. Em suas últimas perfomances, interpretou Carmen, Azucena, Amneris, Adalgisa, Éboli, Serena, Dalila, Zia Principezza, Frugola, Zita e Irma, entre tantas outras. Entre os regentes com quem trabalhou estão de Eiji Owe, Lorin Maazel, Allastair Willis, Gennady Rozhdestvensky, Isaac Karabtchevsk, Tulio Colacioppo, Ligia Amadio e Roberto Minczuk. Ela já se apresentou em vários teatros brasileiros, na Argentina, México e Colômbia. Edineia de Oliveira também possui em seu repertório a Paixão Segundo São João e a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, O Messiasde Haendel, Petit Messe Solennelle de Rossini, Violanta de Korngold, Pedro Malazarte de Guarnieri, Bug Jargal de Gama Malcher, Lieder Eines Fahenden Gesellen, Oitava e Segunda sinfonias de Mahler, além do Requiem de Verdi.

Programa de Concerto

Stabat Mater, RV 621 | VIVALDI

O Stabat Mater, texto litúrgico entoado na Semana Santa e em celebrações à Nossa Senhora das Dores, descreve o sofrimento de Maria ante a crucificação de seu filho Jesus. Ele é atribuído ao Frei Jacopone de Todi, do século XIII. O compositor e musicologias Michael Talbot conta que a música de Vivaldi para os versos religiosos seria o resultado de uma visita a Brescia, cidade natal de seu pai, que o acompanhava nesta viagem. Ela teria sido escrita para ser apresentada na igreja de Santa Maria della Pace para a Festa da Purificação e para cerimônias na Sexagésima (nome dado ao segundo domingo que antecede a Quarta-feira de Cinzas). A obra consiste em vinte versos para voz feminina, orquestra de cordas e baixo contínuo.

Durante os reinados de Augusto II, o Forte, e seu herdeiro Augusto III, a Orquestra da Corte de Dresden empregou alguns dos melhores intérpretes e compositores da época e recebeu visitantes ilustres, como Lotti, Haendel e J. S. Bach. Para além disso, eram um dos melhores grupos de toda a Europa, senão o melhor. Vivaldi nunca colocou os pés em Dresden, mas a sua música foi interpretada na cidade alemã sob a supervisão de Pisendel, um de seus pupilos. Dentre as partituras levadas por Pisendel, está o Concerto RV 577 para 2 flautas, 2 oboés, 2 fagotes, cravo e cordas.

A obra de Vivaldi é tão impressionantemente pródiga quanto o era a sua atividade: conhecem-se hoje cerca de quarenta óperas suas, mas o próprio Vivaldi declara ter composto mais de noventa; mais de cinco dezenas de obras religiosas; outro tanto igual de cantatas profanas, um sem-número de obras de câmara e mais de quinhentos concertos (!), com as mais diversas e inusitadas formações e propostas instrumentais, sendo que quase a metade foi dedicada ao violino solista, caso de As quatro estações”. Os concertos para violino – Primavera, Verão, Outono e Inverno – formam um exemplo supremo da caracterização musical atrelada a uma referência externa. Vivaldi incluiu um soneto para cada uma das peças descrevendo as imagens e sentimentos que retratou, bem como instruções para interpretá-lo.

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1 abr 2017
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