As heroínas e os heróis

Fabio Mechetti, regente
Angela Cheng, piano

|    Presto 2018

|    Veloce 2018

WAGNER
C. SCHUMANN
R. STRAUSS
O idílio de Siegfried, WWV 103
Concerto para piano em lá menor, op. 7
Uma vida de herói, op. 40

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Frequentemente elogiada por sua técnica brilhante, beleza tonal e musicalidade extraordinária, a pianista canadense Angela Cheng é considerada um tesouro nacional. Conquistou medalha de ouro no Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein e foi a primeira canadense a vencer o Concurso Internacional de Piano de Montreal. Ganhou também a cobiçada bolsa para desenvolvimento de carreira concedida pelo Canada Council for the Arts e uma medalha de excelência por interpretações marcantes de obras de Mozart, outorgada pela Mozarteum, em Salzburg. Em 2012, Angela fez sua estreia no Carnegie Hall com a Sinfônica de Edmonton e no Festival de Salzburgo, em recital com Pinchas Zukerman, com quem atua como pianista colaborativa no projeto Zukerman Trio. Em turnês pela Europa, Ásia e América do Sul, realizou performances no Musikverein em Viena, no Concertgebouw em Amsterdã e nos festivais de Schleswig-Holstein e de Ravinia. Já gravou diversos álbuns, dentre eles um disco solo com obras de Clara e Robert Schumann e outro com peças de Chopin.

Programa de Concerto

Composta em 1898, Uma vida de herói é a última obra de um período de grande fertilidade para poemas sinfônicos demonstrada por Richard Strauss, quando explorou ao limite as potencialidades e a complexidade do gênero. Se, em trabalhos anteriores, o motivo literário podia ser percebido em certas evocações musicais – seja em aspectos narrativos, seja em aspectos psicológicos das personagens –, em Uma vida de herói isso é significativamente menos evidente e menos importante. Aqui Strauss parece levar a termo e a cabo o papel de mero pretexto do motivo literário, em razão de colocar soberanamente em primeiro plano a realidade sonora da construção musical. Isso revela uma posição particular sua, interessada em dar ao mundo apenas a realidade sonora da música, sem a interferência de sugestões extramusicais. Estreada em 1899, a peça marca definitivamente a entrada de Strauss na aurora do século XX, já ensaiada por investidas anteriores, genialmente bem-sucedidas. Se com Don Quixote e, principalmente, Till Eulenspiegel, Strauss demonstra amadurecimento e maestria na consolidação de sua linguagem, enraizada no Romantismo, mas prodigamente ramificada pelo século XX, em Uma vida de herói ele afirma e endossa um posicionamento musical que extrapola suas fontes românticas e abre caminho para novas possibilidades, que culminarão em obras como as óperas Salomé e O cavaleiro da rosa.

10 mai 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

11 mai 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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