Câmara para Cordas e Metais

Anthony Flint, violino
Rommel Fernandes, violino
Roberto Papi, viola
Gilberto Paganini, viola
Philip Hansen, violoncelo
Marcos Lemes, contrabaixo
Joanna Bello, violino
Rodrigo Bustamante, violino
Gerry Varona, viola
Robson Fonseca, violoncelo
Marlon Humphreys, trompete
Daniel Leal, trompete
Gustavo Garcia Trindade, trompa
Mark John Mulley, trombone
Eleilton Cruz, tuba

|    Concertos de Câmara

MOZART
DEBUSSY
SCHEIDT
Sexteto concertante em Mi bemol maior, K. 364
Quarteto de cordas em sol menor, op. 10
Suíte de Batalha

Anthony Flint, violino

Anthony Flint iniciou os estudos musicais em sua Inglaterra natal, mas mudou-se para o Canadá bem jovem, dando sequência à sua formação no Conservatório de Toronto, onde estudou violino com David Mankovitz e piano com Patricia Holt. Completou a educação musical graduando-se pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, com os professores James Buswell, Larry Shapiro, Franco Gulli e Joseph Gingold. Também se apresenta como solista e como músico de câmara, tendo levado ao público interpretações com artistas como Vladimir Viardo, Jean Bernard Pommier, Bruno Pasquier, Yuri Bashmet, além dos três solistas de violoncelo das melhores orquestras da Alemanha – Wolfgang Boettcher, Berlim, Wen Sinn Yang, Munique, e Christoph Henkel, Hamburgo. Integra o Trio Ceresio, seu grupo de longa data baseado na Suíça com o qual tem realizado concertos e importantes gravações.

Rommel Fernandes é spalla associado da Filarmônica e mantém intensa atividade como recitalista e músico de câmara. Foi solista frente a diversas orquestras, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, a Osesp (como vencedor do concurso Jovens Solistas), Orquestra Unisinos, Orquestra de Câmara da Unesp, Advent Chamber e Northwestern University Chamber Orchestra. Destaca-se também como intérprete de música contemporânea, atuando com os grupos Oficina Música Viva e Sonante 21. Realizou primeiras audições mundiais de obras de Douglas Boyce (Floruit Egregiis, para violino e cello) e Silvio Ferraz (Partita II, para violino solo), além de estreias brasileiras de obras de Pierre Boulez (Anthèmes I, para violino solo) e Mario Mary (Aarhus, para violino e eletrônica). Foi músico convidado das sinfônicas de Boston e Chicago, colaborou com o grupo Fifth House Ensemble, fez parte do corpo docente da North Park University e foi membro da Chicago Civic Orchestra.

Antes de se juntar à Filarmônica em 2012, Papi vivia em Miami, onde integrava a New World Symphony. O violista já se apresentou em festivais na Itália e nos Estados Unidos, incluindo o Spoleto Festival dei Due Mondi, Tanglewood Music Center, Aspen Music Festival, Texas Music Festival e Amelia Island Chamber Music Festival. Com uma intensa atividade camerística, apresentou-se com James Dunham, Roberto Díaz, Norman Fischer, Christopher Rex, Jeffrey Khaner e outros. Antes de se dedicar à viola, Papi começou estudando violino sob orientação de Fabrizio Ammetto, em Spoleto, na Itália. Graduou-se em Música pela Vanderbilt University (Estados Unidos), na classe de Kathryn Plummer, e obteve seu mestrado em Música pela Rice University, com James Dunham.

Paulista, Gilberto foi aluno de violino na Escola Municipal de Música de São Paulo, sob orientação da professora Cecília Guida. Posteriormente, em 2001, ingressou na classe da professora Elisa Fukuda, com a qual seguiu seus estudos até o ano de 2010. Na viola, foi aluno também do professor Horácio Schaefer. Gilberto integrou diversas orquestras paulistanas e, desde 2012, é membro do naipe de violas da Filarmônica. Atualmente, também é Primeira Viola na Orquestra Ouro Preto e integra o conjunto de câmara Trio Serenata Concertante.

Violoncelo Principal da Filarmônica desde 2015, Philip é conhecido pela transitoriedade entre diversos gêneros musicais e participação em projetos educacionais e comunitários. Foi embaixador do Departamento de Estado de Cultura dos Estados Unidos na Rússia e artista residente nos conservatórios centrais de Pequim e Shangai, além de membro por longa data da Académie Internationale Musicale em Provença, na França. É fundador e Diretor Artístico do Festival de Música de Câmara Quadra Island, no Canadá. Possui um álbum solo dedicado ao tango, Bragatissimo, que vem sendo tocado em rádios importantes como a NPR dos Estados Unidos e a CBC. Philip também compôs a música tema de Charlie the Cello, um livro infantil e também produção teatral de Deborah Nicholson, em que toca junto à Filarmônica de Calgary (Canadá).

Marcos graduou-se na The Buchmann-Mehta School of Music, da Universidade de Tel Aviv, em colaboração com a Filarmônica de Israel, na classe do professor Nir Comforty. Nesse período, fez prática orquestral na Filarmônica de Israel sob a batuta de Zubin Mehta, Kent Nagano, Christoph von Dohnányi, Peter Oundjian e Lahav Shani. Em 2015, por sua performance no programa de treinamento da Buchmann-Mehta, recebeu o Certificate of Honor for Outstanding Achievment. Na Buchmann-Mehta Symphony, por várias vezes como Primeiro Contrabaixo, fez diversas turnês e apresentou-se em salas como Carnegie Hall, na Alte Oper de Frankfurt e na Sala São Paulo. Nascido em Guaratinguetá, Marcos começou seus estudos musicais aos dezenove anos, sob orientação de Umberto Bertrami. Aperfeiçoou-se ainda com Sérgio de Oliveira e com Gael Lhoumeau.

Nascida em Caracas, Venezuela, Joanna começou seus estudos de violino no El Sistema, e logo depois recebeu uma bolsa para o renomado Colégio Emil Friedman. Desde jovem, demostrou grande interesse pela música de câmara, tendo realizado mestrado nessa área pela Universidade de Michigan (EUA), sob orientação de Stephen Shipps. Em 2002, passou a integrar a Orquestra de Câmara do Chile e a lecionar Violino na Universidad Mayor, em Santiago. Ainda no Chile, formou o Ensamble Nuevo Mundo, grupo camerístico com o qual realizou concertos nas principais salas do país. No Brasil, Joanna foi spalla da Camerata Antiqua, em Curitiba, até ingressar na Filarmônica, em 2015. Atualmente, também faz parte do Quarteto Guignard.

Antes de juntar-se à Filarmônica em 2012, Rodrigo foi spalla da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro (RS) entre 2005 e 2010, grupo com a qual também foi solista. Atuou ainda na Sinfônica de Porto Alegre, na New Eastman Symphony, na Eastman Virtuosi, na Orquestra de Câmara da Ulbra, entre outras. Mantém frequente atividade camerística, com destaque para atuações e turnês ao lado do Offenburger Streichtrio, do violinista canadense Guillaume Tardif e dos quartetos Libertas e Guignard. Recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Grupo de Câmara e foi indicado ao prêmio de Melhor Instrumentista pela atuação no álbum Kinematic, com o Musitrio. Rodrigo é graduado em Violino pela UFRGS, onde também atuou como professor substituto, e é Mestre em Violin Performance and Literature pela Eastman School of Music, na classe de Ilya Kaler e Mitchell Stern.

O filipino Gerry é integrante da Filarmônica desde 2012, e tem um apreço especial pela música de câmara e por composições contemporâneas. Foi chefe de naipe na IU Philharmonic e assistente de chefe de naipe na orquestra Evansville Philharmonic e nas sinfônicas de Baton Rouge, Acadiana e Owensboro. Venceu o primeiro lugar no National Music Competition, nas Filipinas, e em outros concursos de viola nos Estados Unidos. Realizou seu mestrado na Universidade de Indiana, com bolsa da Fellowship Barbara and David Jacobs, e, ao longo dos anos, estudou com alguns dos violistas mais reconhecidos do mundo, tais como Jerzy Kosmala, Atar Arad e Matthew Daline. Como solista, já se apresentou com a IU Chamber, sob a regência de Jaime Laredo, a LSU Symphony, a Musicoop e a Peace Philharmonic Philippines.

Mineiro de São João del-Rei, Robson já se apresentou nas principais salas de concerto do país, como recitalista e camerista. Em 2009, formou-se pela USP, instituição pela qual obteve o I Prêmio Olivier Toni. No ano seguinte, teve aulas com Matias de Oliveira Pinto na Alemanha, e, em 2011, concluiu seus estudos na Universidade de Münster e ingressou na Filarmônica. Durante seis anos, foi chefe de naipe dos violoncelos da Sinfônica de Ribeirão Preto e professor na Escola de Música de Sertãozinho. Robson também foi bolsista do Festival de Campos do Jordão e participou de vários outros festivais nacionais, além de ter se apresentado no Teatro Cólon (Buenos Aires) e em Montevidéu. Foi integrante do Quarteto Mineiro de Cordas, com o qual venceu o Concurso de Música de Câmara da UFMG. Hoje, Robson é membro do quarteto Horizonte e dos trios Belo Horizonte e Villa-Lobos.

Natural de São Paulo, teve sólida formação musical com Gilberto Siqueira e foi vencedor do Prêmio Weril (2000). Com bolsa de estudos da Vitae, aperfeiçoou-se em Chicago com Mark Ridenour e Aldoph Herseth. Foi solista na Civic Orchestra of Chicago e trabalhou com a Chicago Symphony, Grand Park Symphony, Rochester Philharmonic e Oak Park Symphony. No Japão, foi membro fundador e solista da Hyogo Performing Arts Center Orchestra e participou do Pacific Music Festival. Trabalhou com os maiores regentes da atualidade, destacando-se Valery Gergiev, Daniel Barenboim e Pierre Boulez. A convite de Valery Gergiev, participa da World Orchestra for Peace.

Natural do Rio de Janeiro, Daniel iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e formou-se Bacharel em Trompete pela UEMG. Ingressou na Filarmônica aos 18 anos, e, após cinco temporadas, conquistou a vaga de Principal Assistente. Antes disso, atuou como primeiro trompete nas orquestras sinfônicas de Heliópolis e na Brasileira Jovem. No âmbito camerístico, Daniel já se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na UFRJ e na UEMG. Também foi trompetista do quinteto de metais BH Brass, com o qual participou de importantes festivais no Brasil. No Festival internacional de Santa Catarina, integrou o Quinteto de Metais dos professores, ao lado de Martin Angerer, Luiz Garcia, Andreas Martin e J. Pablo Fenolio. Outras participações em festivais incluem o Collegium Musicum Schloss Pommersfelden, na Alemanha, e o Festival de Campos do Jordão.

Gustavo iniciou seus estudos em 1991 na Banda de Música 12 de Março. De 1998 a 2001, cursou o bacharelado em Trompa na Universidade do Estado de Minas Gerais. Participou de aulas e festivais com Adalto Soares, Edward Brown, Eric Ruske, Luiz Garcia, Mario Rocha e Sergio Gomes. Atuou junto à Orquestra Sinfônica Nacional e, como músico convidado, na Orquestra Petrobras Sinfônica. Em 2001, venceu o Concurso Jovens Solistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na categoria Banda Sinfônica, e, um ano depois, foi o ganhador do 1º Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Instrumentistas e Regentes, seção Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Modalidade Metais.

Natural da Inglaterra, formou-se no London College of Music e fez pós-graduação no Royal College of Music. Foi professor no Richmond Adult College e na Brunel University e trabalhou como trombone principal na Coldstream Guards Band. Integrou as orquestras BBC Symphony, Philharmonia, Wren, Hanover e London Festival Orchestra. Com a Orchestra of Nations gravou a Oitava Sinfonia de Bruckner. No jazz, atuou na Andy Ross Big Band, Willie Garnet Big Band e nos festivais Ealing Jazz e Soho Jazz. No Brasil, tocou com o Rio Bossa Jazz em Porto Alegre e ministrou workshop na Universidade Unisinos, RS. Foi professor na Orquestra Real Sinfônica, em Oman.

Sergipano de Aracaju, graduou-se pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, onde obteve o primeiro lugar no concurso Jovens Solistas (1998) e no concurso Jovens Cameristas (2000), com o Grupo Itaratã. Em 2001, concluiu pós-graduação em Música Brasileira, nível de especialização, pela Escola de Música da Universidade Estadual de Minas Gerais. Foi integrante da Orquestra Sinfônica de Sergipe e participou de várias bandas de música e conjuntos musicais. Atualmente é professor de Tuba da Universidade Estadual de Minas Gerais e tubista principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Programa de Concerto

Sexteto concertante em Mi bemol maior, K. 364 | MOZART

Durante os séculos XVIII e XIX – época em que viajar era mais demorado, desconfortável e perigoso e muito antes da invenção do rádio, TV, Internet ou gravações audiovisuais – a experiência de assistir a uma orquestra sinfônica era relativamente rara e geralmente restrita aos principais centros urbanos europeus. Surgiu assim o costume de criar arranjos de obras sinfônicas para pequenos grupos instrumentais, com a finalidade de facilitar a divulgação. Nesta tradição se insere o Sexteto Concertante, versão – publicada originalmente em 1808 pelo editor austríaco Sigmund Steiner – da Sinfonia Concertante K. 364 de Mozart, composta em 1779 originalmente para violino e viola solistas e orquestra. Espécie de híbrido entre Sinfonia e Concerto (do qual o K. 364 de Mozart é certamente o exemplo mais célebre), o gênero Sinfonia Concertante caracteriza-se pela oposição entre dois ou mais solistas e orquestra sinfônica. Nesta transcrição para sexteto de cordas, o material musical dos dois solistas e da orquestra presente na versão original é diluído entre os instrumentos de modo a criar uma autêntica obra camerística no sentido do equilíbrio entre as partes. Se por um lado se perde a concepção original de dois solistas versus orquestra, o caráter ao mesmo tempo brilhante e lírico das partes individuais é distribuído entre o sexteto de forma a haver entre os instrumentos um nível de importância relativamente idêntica.

A obra do francês Claude Debussy está inevitavelmente associada à estética impressionista dos pintores franceses – como Monet e Renoir – e da poesia de Mallarmé. Não por acaso, seu grande envolvimento com esses artistas do seu tempo e da sua terra o fizeram buscar por um estilo que transborda a França, o qual se oporia fortemente ao rigor e formalismo da estética germânica que predominava no Conservatório de Paris naquele momento. Mais tarde, Debussy viria a se tornar um dos mais importantes e influentes artistas do fim do século XIX e início do século XX. No princípio do ano de 1893, o jovem e ainda desconhecido Debussy conheceu o famoso violinista belga Eugène Ysaÿe. Dessa amizade surgiu a motivação para compor o Quarteto em sol menor, que foi estreado em Paris, em dezembro do mesmo ano, justamente pelo Quarteto Ysaÿe. A obra dura aproximadamente 26 minutos divididos em quatro movimentos. Em todos eles, o tema inicial apresentado logo no início da peça reaparece em diferentes formas e variações mais substanciais, incorporando o princípio da estrutura cíclica muito comum na obra de César Franck, por exemplo. Contudo, e fiel ao seus princípios estéticos, Debussy rompe definitivamente com as regras da harmonia tradicional e aponta um novo caminho a ser seguido. O resultado é uma obra de rara beleza, com texturas variadas, harmonias exóticas e um cuidado jamais visto antes no tratamento de sonoridades e cores para esta formação, o que a tornou um dos pilares do repertório para quarteto de cordas.

30 out 2018
terça-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
R$ 30,00
compre seu ingresso

Ingressos disponíveis apenas na Plateia Central.

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.

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