Concerto de encerramento do Laboratório de Regência

Fabio Mechetti, regente
Katarine Araújo, regente
Rossini Parucci, regente
Eron Calabrezi, regente
Bruno Nascimento, regente

|    Especial

VERDI
TCHAIKOVSKY
A força do destino: Abertura
Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Katarine Araújo é natural de Goiânia, onde graduou-se em Piano e concluiu mestrado em Regência Orquestral na Universidade Federal de Goiás. Vencedora do II Concurso de Jovens Regentes do Theatro Municipal de São Paulo, foi regente assistente na Orquestra Experimental de Repertório durante um ano. Atuou também como assistente no Coro da graduação da Universidade de São Paulo e na Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro. Como convidada, regeu a Orquestra do Theatro São Pedro e as sinfônicas de Santo André e de João Pessoa. Atualmente é regente do Coro Sinfônico de Goiânia e do grupo Ateliê Contemporâneo de São Paulo.

Natural de Londrina, Rossini Parucci iniciou seus estudos em composição e regência com o maestro Othonio Benvenuto e em técnica vocal com Semiramis Lück. No contrabaixo, foi orientado por Francisco das Chagas, Sérgio de Oliveira, Waldir Bertipaglia e Catalin Rotaru. Estudou regência orquestral com Wayne Bailey e Neil Thomson. Como regente, já esteve à frente do Madrigal de Londrina, Coral Viva Voz, All Saints Chamber Choir e Orquestra de Câmara Solistas de Londrina. Graduado em Música pela Arizona State University, Estados Unidos, atualmente integra o naipe de Contrabaixos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

Eron Calabrezi iniciou seus estudos musicais aos seis anos, no Conservatório de Catanduva. Foi spalla da Sinfônica da cidade e participou de cursos com as orquestras Sinfônica de Santo André e Filarmônica de Goiás e do Festival de Campos do Jordão. Em 2015 foi vencedor nas etapas Sudeste e Nacional do Concurso Jovens Solistas e Regentes Eleazar de Carvalho, realizado pela Fundação Eleazar de Carvalho. Bacharel em Música pela Faculdade Mozarteum de São Paulo, tem como mestre e mentor o maestro Roberto Tibiriçá. Em 2017 assumiu a regência e direção artística da Filarmônica Carlos Gomes, em São Bernardo do Campo.

Natural de Manaus, Bruno Nascimento graduou-se em Música pela Universidade do Estado do Amazonas e, aos 31 anos, concluiu mestrado em Regência Orquestral pela University of Missouri, Estados Unidos. Como convidado, atuou à frente das orquestras Experimental da Filarmônica da Amazônia, de Câmara do Amazonas e Amazonas Filarmônica. Em 2017 assumiu como maestro residente da Orquestra de Câmara do Amazonas e assistente do Festival Amazonas de Ópera 2018. Durante o mestrado, deu aulas na graduação, sendo premiado como um dos dez melhores professores assistentes da universidade e eleito para a National Music Honor Society.

Programa de Concerto

A força do destino: Abertura | VERDI

O mais representado dos compositores de ópera atualmente, Verdi já era um homem célebre quando aceitou o convite do Teatro Imperial de São Petersburgo para escrever A força do destino, sobre um drama do escritor espanhol Angel Saavedra. O libreto de Francesco Piave, colaborador habitual de Verdi, manteve-se muito fiel ao original, com diversas passagens traduzidas literalmente da língua de Cervantes. A obra estreou na Rússia, em 1867. Entretanto, insatisfeitos com o resultado, compositor e libretista iniciaram uma segunda versão em 1869, modificando, sobretudo, o princípio e o final. A Abertura, extremamente dramática, substitui o pequeno prelúdio da versão russa e tornou-se uma das peças mais ouvidas de Verdi. Sua força reside na habilidade do autor de entrelaçar diversos motivos, variando-os e intercalando-os com fragmentos melódicos, em contrastes repletos de simbolismo.

Tchaikovsky é conhecido pelo grande público principalmente por suas obras para balé, como O quebra-nozes e O lago dos cisnes. No entanto, é em suas seis sinfonias que seu gênio se exprime melhor. Compostas ao longo da vida (a primeira foi escrita aos 26 anos e a última, no ano de sua morte), elas expressam sinteticamente vários aspectos do trajeto que percorreu como compositor, desde o dilema entre o nacionalismo e a universalidade, até à procura por um caminho pessoal de expressão artística dentro do universo romântico. A Quinta Sinfonia foi composta entre maio e agosto de 1888 e conta, se isso for realmente possível em Tchaikovsky, com a presença evidente do elemento russo. Não se trata, porém, de citações ou releituras de material melódico da música tradicional do seu país, mas de uma filtragem e apropriação desse material, estilizado ao máximo no seio de uma linguagem romântica genuína e, por fim, transmutado em elaborações melódicas originais e próprias do compositor, que nunca ousa explorá-lo com excessos patrioteiros. No entanto, paradoxalmente, o segundo movimento – com seu célebre solo de trompa – apresenta um Tchaikovsky de inventividade livre e plena, inclusive nas técnicas de orquestração.

19 abr 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais INGRESSOS ESGOTADOS

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