Elegia e austeridade ao violoncelo

Marcos Arakaki, regente
Victor Julien-Laferrière, violoncelo

|    Allegro

|    Vivace

SCHUMANN
ELGAR
SHOSTAKOVICH
Genoveva, op. 81: Abertura
Concerto para violoncelo em mi menor, op. 85
Sinfonia nº 5 em ré menor, op. 47

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Vencedor do Rainha Elisabeth em 2017, Victor Julien-Laferrière tem despontado como um violoncelista de destaque em sua geração. Vencedor também do primeiro prêmio da Spring Prague International Competition em 2012, o francês concluiu seus estudos no Conservatório de Paris e depois se aperfeiçoou nas universidades de Viena e na Mozerteum de Salzburg, com Heinrich Schiff e Clemens Hagen. Apresentou-se como solista com a Orquestra Nacional da Bélgica e as filarmônicas de Bruxelas, Bogotá e da Radio France. Também acumula ampla participação em programas camerísticos em festivais europeus e aparições em rádio e TV, como a France Musique, a BBC de Londres e a Mezzo. Seu primeiro disco de sonatas, gravado com o pianista Adam Laloum e lançado em 2016, foi celebrado pela crítica especializada, recebendo recomendações da Diapason, Classica e outras publicações importantes.

Programa de Concerto

A obra de Elgar, o primeiro compositor britânico a garantir um lugar fixo no repertório sinfônico internacional, foi decisiva para a renovação da música inglesa a partir dos últimos anos do século XIX. Porém, o ritmo de produção do compositor tornou-se bem mais lento depois da Primeira Guerra Mundial – a Inglaterra não era mais aquela que ele celebrara, e sua crença no progresso e na boa convivência entre os homens estava abalada. Elgar voltou-se para a música de câmara, compondo peças mais austeras, despojadas e repletas de tristeza e ternura. Última grande obra de seu período outonal, o Concerto para violoncelo apresenta uma orquestração contida, poética e opaca que, segundo Pablo Casals, “deixa livre a alma do instrumento”. Alguns movimentos são marcados pelo caráter melancólico, outros mais intensos e impetuosos. No geral, é uma peça que exige grande expressividade e virtuosismo do solista.

Durante a década de 1930, Shostakovich sofria duras críticas no Pravda – publicação do Partido Comunista da União Soviética –, que taxava suas obras de extremamente progressistas, imorais e inapropriada para o consumo de massa. A resposta de Shostakovich aos ataques foi uma mudança drástica em seus planos. Mas tal mudança não ocorreu subitamente. Na época dos ataques no Pravda ele terminava a sua Quarta Sinfonia; uma execução da obra poderia levar a consequências trágicas, já que era muito distante do classicismo heroico desejado pelo Comitê Central. Ao perceber o risco que corria, Shostakovich cancelou os ensaios e começou a escrever uma nova peça, mais em conformidade com as diretrizes do Partido. Assim surgiu a Sinfonia nº 5, composta entre abril e julho de 1937 e estreada em novembro do mesmo ano. O imenso sucesso ajudou a reabilitação de Shostakovich e lhe possibilitou encontrar uma linguagem que lhe permitiria continuar a compor, com toda a força de seu talento, por mais 30 anos.

26 abr 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

27 abr 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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