Concerto de Encerramento do Laboratório de Regência

Edson Piza, regente
José Soares, regente
Priscila Bomfim, regente
William Coelho, regente

|    Especial

DVORÁK
Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo”

Edson Piza, regente

Edson Piza, 27 anos, natural de Campinas, é formado em Regência pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Participou da Academia de Ópera do Theatro São Pedro e atuou como assistente de direção musical na temporada 2016 do teatro. Foi vencedor, em 2013, na etapa nacional do Concurso Eleazar de Carvalho para Jovens Solistas e Regentes, na categoria regente. No Festival de Inverno de Campos do Jordão, participou como bolsista em 2016. Edson Piza venceu a última edição do concurso para regente assistente da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo. Atualmente integra a Academia de Regência da Osesp, sob orientação de Marin Alsop e Valentina Peleggi.

Natural de São Paulo, José Soares iniciou-se na música ainda criança. Estuda Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz e atua na Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, tendo estudado obras de Villa-Lobos, Berlioz, Bartók, Richard Strauss e Gustav Mahler. Participou do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão como bolsista de regência, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Neil Thomson. Foi finalista do concurso para regente assistente da Orquestra Experimental de Repertório do Theatro Municipal de São Paulo e atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Priscila Bomfim começou seus estudos musicais em Portugal, onde venceu o primeiro concurso de piano aos nove anos de idade. É Mestre em Piano e Regência pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É pianista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde também foi maestrina assistente do Coro, dirigiu a série Ópera do Meio-Dia e hoje é maestrina preparadora da Academia de Ópera Bidu Sayão. Foi a primeira mulher a reger uma ópera em uma temporada desse teatro – Serse, de Haendel, com a Academia de Ópera e a Orquestra Sinfônica da UFRJ. Preparou solistas e coro na série da OSB Ópera & Repertório e atualmente é curadora e diretora musical do Programa Partituras, da TV Brasil.

Natural de São Paulo, 34 anos, é doutorando em Musicologia, Mestre em Etnomusicologia e Bacharel em Regência pela ECA/USP. Foi bolsista no Wind Conducting Symposium da Universidade de Toronto, no Festival de Campos do Jordão, Festival de Campos, RJ, e no Curso Livre de Regência do IA-Unesp. Estuda com Marin Alsop e Valentina Peleggi na Academia de Regência da Osesp. Foi diretor do Conservatório de Alfenas, MG, regente do Coral Ecos da Universidade Federal de Alfenas, regente assistente do Coral e da Orquestra de Câmara da ECA/USP. É regente do Coral VivaVoz, autor do livro Guia Didático de Cordas do Projeto GURI e regente convidado da Orquestra Sinfônica e do Conjunto de Música Antiga da USP, assim como dos ensembles da Academia Osesp.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 9 em mi menor, op. 95, “Do Novo Mundo” | DVORÁK

Em 1891, já célebre, Dvorák assume o posto de professor de Composição no Conservatório de Praga. No ano seguinte, muda-se para os Estados Unidos para ser o diretor do então Conservatório de Nova York, onde permanece até 1895. São desse período obras significativas de seu legado, como a Sinfonia “Do Novo Mundo”. Dentre seus alunos em Nova York, havia um rapaz negro que lhe deu a conhecer os spiritual americanos, com a metáfora das imagens bíblicas, a tragédia e o sofrimento da escravidão na América e dos africanos desterrados. O interesse despertado em Dvorák por esse gênero musical é o fundamento do célebre tema do segundo movimento da Nona Sinfonia, cujo solo de corne inglês constitui evocação da melodia pungente que muitas vezes caracteriza os negro spiritual. Ele realiza também, com o elemento musical folclórico norte-americano, um processo de assimilação análogo ao que se observa em relação ao folclore boêmio no contexto de sua obra. Esse processo, aqui, é consciente, e manifesto pelo próprio compositor, que afirmou não ter utilizado temas da música nativa norte-americana, mas, sim, ter-se utilizado dos fundamentos essenciais dessa música para elaborar seus próprios elementos originais. Não se pode dizer, com isso, que Dvorák tenha abandonado suas fontes boêmias em função da descoberta de uma nova linguagem. Ao contrário, esses novos elementos agregam-se, na Nona Sinfonia, àqueles que até então lhe haviam servido de fonte, para, aí, criar uma espécie de linguagem multicultural.

13 abr 2017
quinta-feira, 20h30

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