Entre contrastes e descobertas

Stilian Kirov, regente convidado
Steven Osborne, piano

|    Allegro

|    Vivace

BEETHOVEN
MOZART
RESPIGHI
HINDEMITH
Abertura Coriolano, op. 62
Concerto para piano nº 12 em Lá maior, K. 414
Os pássaros
Sinfonia “Matias, o pintor”

Stilian Kirov, regente convidado

Recém-nomeado Diretor Artístico da Orquestra Filarmônica de Illinois, Stilian Kirov venceu o primeiro lugar do Debut Berlin em 2017 e conquistou diversos outros prêmios de regência ao redor do mundo, incluindo uma menção na Malko Competition e um Emmy para o Soundtrack Project da Sinfônica de Memphis. É reconhecido também por ser um educador entusiasmado e pelo diálogo próximo com a comunidade, tendo atuado como Regente Associado da Sinfônica de Seattle e da Sinfônica de Memphis. Kirov esteve à frente de importantes orquestras na Europa e participou de masterclasses com maestros de renome, como Kurt Masur e Michael Tilson Thomas. Estudou na Academia de Regência de Aspen e foi bolsista em regência no Tanglewood Music Center. Seu mestrado em regência foi defendido na École Normale de Musique de Paris, onde estudou com Dominique Rouits. Atualmente, é também Diretor Artístico das Sinfônica de Bakersfield, na Califórnia, e da Symphony in C de Nova Jersey.

Steven Osborne é um renomado pianista escocês, eleito instrumentista do ano pela Royal Philarmonic Society em 2013 e vencedor de dois Gramophone Awards por gravações de obras de Britten para piano e orquestra e de peças solo de Prokofiev e Mussorgsky. Já se apresentou com grandes orquestras em todo o mundo, incluindo visitas recentes à Sinfônica Alemã em Berlim e à Mozarteum de Salzburgo. Trabalha regularmente com as mais importantes orquestras britânicas, como a Filarmônica de Londres e a Sinfônica da BBC. Desde 1998, é artista contratado da Hyperion Records, selo com o qual lançou 25 discos, abrangendo um amplo repertório, que inclui Beethoven, Schubert, Debussy, Ravel, Liszt e Stravinsky. Atualmente, Osborne é professor visitante da Royal Academy of Music, um dos mais tradicionais conservatórios da Grã-Bretanha.

Programa de Concerto

Abertura Coriolano, op. 62 | BEETHOVEN

Na época de Beethoven, surgiu o costume de se iniciar toda apresentação teatral com uma peça musical, muitas vezes composta especialmente para a ocasião. Beethoven escreveu a Abertura Coriolano inspirado pela tragédia homônima do poeta e dramaturgo vienense Heinrich J. von Collin, estreada em Viena em novembro de 1802 com muito sucesso. Coriolano é um herói romano dividido entre o impulso patriótico, a devoção à família e o orgulho próprio. Promovido a general, foi traído por seus inimigos e banido de Roma. Organiza uma vingança, mas os assustados romanos enviam sua mãe, esposa e filho para convencê-lo a desistir de invadir a cidade. Ele aceita os pedidos da família, mas escolhe o suicídio como única saída honrosa para sua situação. De acordo com E.T.A. Hoffmann, célebre escritor e poeta alemão, contemporâneo de Beethoven, a Abertura Coriolano “é perfeitamente adequada a criar a expectativa de que um grande e trágico evento será o conteúdo da peça que se segue. Somente uma tragédia de caráter elevado, onde heróis são criados e destruídos, poderia vir após essa abertura”.

Em 9 de maio de 1781, aos 25 anos, Mozart rompeu com o arcebispo de Salzburgo para instalar-se como artista independente em Viena, onde obteria enorme sucesso artístico e financeiro. A extravagância das últimas obras de sua terra natal deu lugar a texturas mais nítidas e transparentes, num estilo menos ornamental. Nos concertos para piano, em particular, a textura adquire relevância formal. O K. 414 abre a série dos dezesseis concertos vienenses para piano. A estreia dessas peças a partir de manuscritos recém-concluídos ou ainda inacabados, cujos toques finais eram concebidos durante as execuções, cercou-se de enorme excitação. Ao escrever apressadamente para o pai em 28 de dezembro de 1782, pouco antes de uma apresentação, Mozart descreve os três concertos para piano nos quais trabalhava, o K. 413, o K. 414 e o K. 415: “Estes concertos constituem um justo balanço entre o muito fácil e o muito difícil; eles são extremamente brilhantes, agradáveis ao ouvido e naturais sem cair na insipidez (...)”.

Em seus melhores momentos, a música de Ottorino Respighi exibe uma inventividade de orquestração só comparável, em seu tempo, à de Ravel. Nenhum compositor italiano depois de Puccini conquistou tamanha popularidade internacional. E Os pássaros, de 1928, é sem dúvida alguma um dos melhores trabalhos orquestrais dele. A obra toma evocações de animais feitas por compositores dos séculos XVII e XVIII para sujeitá-las a requintes de orquestração aprendidos por Respighi no estudo de partituras de Richard Strauss e nas críticas de Rimsky-Korsakov a seus trabalhos iniciais (1900–1903). Após o Prelúdio baseado em uma ária de Bernardo Pasquini, o compositor nos apresenta quatro pássaros: La colomba [A pomba], inspirada por obra do francês Jacques de Gallot; La gallina [A galinha], derivado de um trabalho para cravo de Rameau; L'usignolo [O rouxinol], a partir de uma melodia inglesa de autor desconhecido; Il Cucù [O cuco], último movimento que retoma o tema original de Pasquini.

Filho de um humilde pintor de casas morto na Primeira Guerra Mundial, o alemão Paul Hindemith compôs essa peça em um contexto de crescente conflito em seu país. Com a chegada dos nazistas ao poder em 1933, o músico começou a se dedicar a uma obra para o teatro lírico sobre a vida do pintor gótico Matthias Grünewald (1475-1528), que retratou os horrores e os sofrimentos de sua época, marcada pela Guerra dos Camponeses (1524) no sul da Alemanha. Embora o pintor fosse o personagem principal da ópera, o tema central era a vocação do artista, a revolta contra a autocracia e a defesa do liberalismo germânico. Paralelamente, Hindemith compôs uma sinfonia de mesmo título, com três cenas correspondentes ao célebre tríptico do altar-mor da igreja de Santo Antônio de Isenheim, em Colmar (França), tela significativa do exaltado e comovente misticismo de Grünewald. Escrita em linguagem que privilegia as tradições do canto gregoriano e do Volkslied (o canto popular alemão), a Sinfonia “Matias , o pintor” estreou em 1934. A ópera, porém, foi considerada conceitualmente perigosa e censurada. Sua estreia só aconteceria em 1938, na Suíça, com grande repercussão. Pouco tempo depois, Hindemith deixaria a Alemanha para viver o resto de seus anos nos Estados Unidos e em outros países da Europa.

14 jun 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

|    mais informações sobre ingressos

15 jun 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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