Era uma vez o amor

Marcos Arakaki, regente

|    Concertos para a Juventude

BEETHOVEN
TCHAIKOVSKY
BIZET
Abertura Leonora nº 3, op. 72b
Romeu e Julieta: Abertura-Fantasia
Carmen: Suíte nº 2

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi regente titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts.

Programa de Concerto

Abertura Leonora nº 3, op. 72b | BEETHOVEN

A Abertura Leonora nº 3 foi composta para uma reapresentação da ópera Fidélio, em 1806. Inicia-se com um Adagio, rico em modulações, que introduz o Allegro seguinte, em forma de sonata com dois temas. O desenvolvimento inclui material referente às peripécias do drama, como a ária do prisioneiro Florestan e os toques imponentes dos trompetes que lhe anunciam a liberdade. Mas a Abertura possui autonomia – seu estilo sinfônico e a realização concisa e equilibrada garantiram-lhe, com justiça, a permanência nas salas de concerto.

Entre os muitos textos literários que lhe serviram de inspiração, Tchaikovsky se comovia particularmente com a estória de Romeu e Julieta, a obra mais popular de Shakespeare. Para escrevê-la, em versos de um lirismo inigualável, o grande escritor seguiu fielmente o enredo de uma peça de Artur Brooke, publicada em 1562. Mas enquanto a versão moralista desse autor atribui o trágico desenlace da história ao fato dos jovens amantes desobedecerem à vontade de seus pais, Shakespeare desloca o foco narrativo para o ódio entre as famílias rivais, transformando os namorados em vítimas de um destino cruel. Já nas palavras do Prólogo, com a afirmativa de que as estrelas fizeram nascer “um par de amantes desditosos”, o Destino torna-se protagonista da tragédia. Em sua Abertura-Fantasia, Tchaikovsky não se propõe a ilustrar ou seguir a narrativa de toda a peça de Shakespeare. Preferiu evocar a tragédia, fundamentando sua composição em três temas que retratam: o frade Lourenço; a guerra entre os Montéquio e os Capuleto; e o amor dos jovens amantes. O uso desses três temas permite uma ampliação da forma sonata, com uma prodigiosa riqueza de ideias.

No dia 3 de março de 1875, quem estava no Théâtre national de l’Opéra-Comique de Paris, dificilmente imaginaria que aquela ópera que haviam acabado de ouvir se tornaria a mais encenada em todo o mundo. Estamos falando sobre a Carmen de Georges Bizet. O compositor nunca viveu para ver o sucesso estrondoso de sua obra-prima – morreu aos 36 anos, três meses após a première. A música que na estreia foi descrita como bizarra e incoerente, é abundante em grandes melodias, traz uma caracterização arguta dos personagens e tem a força do realismo em sua essência. A heroína do título, uma cigana que trabalha em um fábrica de cigarros em Sevilla, é um somatório de beleza, sedução, liberdade e do espírito espanhol. Na segunda suíte estão reunidas as seguintes passagens, algumas delas entre as mais conhecidas da ópera: Marche des contrabandiers, Habanera, Nocturne, Chanson du toreador, La garde montante, Danse bohème.

23 abr 2017
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais INGRESSOS ESGOTADOS

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