Expedições: França

Fabio Mechetti, regente
Daniel Leal, trompete
Alma Maria Liebrecht, trompa
Diego Ribeiro, trombone

|    Fora de Série 2018

POULENC
GOUNOD
DEBUSSY
SATIE/Debussy
Sonata para trompa, trompete e trombone
Pequena Sinfonia
La boîte à joujoux
Gymnopédies 3 e 1

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Natural do Rio de Janeiro, Daniel iniciou seus estudos na Escola de Música Villa-Lobos e formou-se Bacharel em Trompete pela UEMG. Ingressou na Filarmônica aos 18 anos, e, após cinco temporadas, conquistou a vaga de Principal Assistente. Antes disso, atuou como primeiro trompete nas orquestras sinfônicas de Heliópolis e na Brasileira Jovem. No âmbito camerístico, Daniel já se apresentou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na UFRJ e na UEMG. Também foi trompetista do quinteto de metais BH Brass, com o qual participou de importantes festivais no Brasil. No Festival internacional de Santa Catarina, integrou o Quinteto de Metais dos professores, ao lado de Martin Angerer, Luiz Garcia, Andreas Martin e J. Pablo Fenolio. Outras participações em festivais incluem o Collegium Musicum Schloss Pommersfelden, na Alemanha, e o Festival de Campos do Jordão.

O envolvimento de Alma com a música começou aos seis anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music e com William Purvis na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, Alma já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, Alma ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como Trompa Principal desde 2013.

Diego nasceu no Rio de Janeiro, onde começou a estudar música aos nove anos de idade na igreja que frequentava. Deu sequência à sua formação no curso técnico da Faetec de Quintino, também no Rio e, desde então, já atuou como Primeiro Trombone na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, sob regência do maestro Marcos Arakaki, e na Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Em 2013, ingressou na Academia de Música da Osesp, sob orientação de Wagner Polistchuk, seu tutor até hoje. Antes de se juntar à Filarmônica em 2015, Diego integrou a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Frequentou importantes festivais, como o Projeto Brasil Bone e o Festival de Campos de Jordão, e participou de masterclasses com Jörgen van Rijen, Brandt Attema, Zachary Bond, entre outros.

Programa de Concerto

Em uma noite de segunda-feira do ano de 1888, Gustave Doret estava em sua casa em Paris quando Erik Satie bateu à porta. Junto vinha Claude Debussy. Satie levava as partituras de sua nova série de peças para piano, as Gymnopédies. Sentou-se então ao instrumento e se pôs a tocá-las para Doret e Debussy, que prontamente o interrompeu dizendo: “Espere aí, meu velho amigo. Eu deixarei você ouvir a sua música”. Acontece que o excêntrico Erik estava longe de ser bom o suficiente para tirar o melhor resultado de suas próprias criações. E foi através das mãos milagrosas de Debussy que as Gymnopédies ganharam cores vivas e surpreendentes naquele dia. A Doret coube completar: “Resta agora orquestrá-las”. Debussy então replicou: “Muito bem! Se Satie não se opor, começo a trabalhar amanhã”. Em 20 de fevereiro de 1897, estreava na Société Nationale a versão orquestral de Debussy para as Gymnopédies 3 e 1 de Satie, em concerto sob regência de Doret.

14 abr 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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