Expedições: Países hispânicos

Marcos Arakaki, regente
Aliéksey Vianna, violão
Jovana Trifunovic, violino
Tiago Ellwanger, violino
João Carlos Ferreira, viola
Eduardo Swerts, violoncelo

|    Fora de Série 2018

PIAZZOLLA
SORO
RODRIGO
FALLA
TURINA
GRANADOS
Tango Ballet
Tres aires chilenos
Concerto de Aranjuez
O chapéu de três pontas: Suíte nº 1
Danças Fantásticas, op. 22
Goyescas: Intermezzo

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Mineiro de Belo Horizonte, Aliéksey Vianna iniciou os estudos em violão em sua terra natal, mas logo seguiu carreira no exterior. Obteve seu bacharelado no Conservatório de São Francisco (EUA), na classe de David Tanenbaum, e dois mestrados – um em música erudita, na classe de Pablo Márquez, e o outro em jazz, na classe de Wolfgang Muthspiel –, ambos na Hochschule für Musik Basel (Suíça). Entre 1998 e 2002, Aliéksey foi premiado em mais de vinte concursos internacionais de violão e, desde então, tem atuado como solista em mais de trinta países e colaborado com músicos dos mais diversos estilos, como Pierre Boulez, Petri Sakari, Sérgio Assad, Paul McCandless, Dusan Bogdanovic, Peter Erskine e Tracy Silverman. Convidado frequente de diversos festivais, já atuou frente a grupos como a Orquestra Sinfônica da Basileia (Suíça), Aukso Tychy Chamber Orquestra (Polônia) e Orquestra Filarmônica de Turku (Finlândia). Possui cinco discos gravados, o mais recente lançado em 2017, com o baixista venezuelano Roberto Koch.

Jovana nasceu em Páracin, na Sérvia. Lecionou violino na Escola de Música Dr. Miloje Milojevic, na cidade de Kragujevac, também em seu país natal. Em Belgrado, integrou a Orquestra Sinfônica RTS e as orquestras de câmara Dusan Skovran e St. George Strings. Em 2001, Jovana ganhou o terceiro lugar na Competição Internacional Petar Konjovic, no ano seguinte, o primeiro lugar da Republic Competition na categoria Violino e laureat na categoria de Música de Câmara (duo). Durante seus estudos, recebeu também prêmios da Fundação Miodrag Macic e da Fundação Meri Dragutinovic. É integrante da Filarmônica desde 2008.

Gaúcho de Campo Bom, Tiago foi integrante das orquestras sinfônicas da UCS (Universidade de Caxias do Sul) e de Porto Alegre, da Green Bay Symphony, da Sheboygan Symphony e da Orquestra Jovem das Américas, atuando com maestros como Carlos Miguel Prieto, Dante Anzolini, Isaac Karabtchevsky, Bridget-Michaele Reischl e Osvaldo Ferreira. Apresentou-se como solista frente às orquestras da UFRGS e de Câmara da Ulbra, e foi premiado no concurso Jovens Solistas da Orquestra do Sesi, no UWM Concerto Competition e no UTK Concerto Competition. Também venceu, em 2003, o Concurso de Música de Câmara de Curitiba com o pianista Francisco Dellandréa, obtendo o prêmio de Melhores Intérpretes de Villa-Lobos. Formado pela UFRGS e mestre pela Universidade de Wisconsin-Milwaukee, é violinista da Filarmônica desde 2010.

João Carlos nasceu em Juiz de Fora e iniciou sua atuação como violista na Filarmônica, onde ocupa a posição de Viola Principal desde 2009. Foi também músico da Orquestra Sinfônica Brasileira e membro do Quarteto Radamés Gnattali, com o qual recebeu o Prêmio Rumos Itaú Cultural 2007-2009. Entusiasta da música de câmara, dirige o Trio Villani-Côrtes, composto também por Jovana Trifunovic e Eduardo Swerts. O grupo foi contemplado pelo Natura Musical e lançou recentemente o álbum Três Tons Brasileiros. Como solista, João Carlos apresentou-se junto à Petrobras Sinfônica e as orquestras sinfônicas do Espírito Santo, da UFMG, UFRJ e com a própria Filarmônica. Outras atuações de destaque foram ao lado de Antonio Meneses, Roman Simovic, Márcio Carneiro, Quarteto Bessler e Sigiswald Kuijken.

Eduardo integrou orquestras no Brasil, na Alemanha, no Festival delle Nazioni na Itália e, durante duas temporadas, foi Violoncelo Principal da Orquestra das Américas. Apresentou-se como solista em Portugal, na Alemanha e na estreia de Dos Pampa Sur, de Rufo Herrera, com a Orquestra de Câmara Ouro Preto. Venceu o Concurso de Música de Câmara de Münster com a pianista Risa Adachi, apresentando-se na Alemanha, na Grécia e em Portugal. Concluiu o mestrado, o Artist Diploma e o curso de Música de Câmara na Musikhochschule Münster, também na Alemanha, país onde atuou como professor durante três anos. Nascido em Belo Horizonte, Eduardo graduou-se em Música pela UEMG e é membro da Filarmônica desde 2012.

Programa de Concerto

Composta em 1942, Tres aires chilenos marca, com a Suite en estilo antiguo, de 1943, o fim da vida composicional de Enrique Soro. Estreada no mesmo ano de sua criação, a obra inspira-se na famosa cueca – conjunto de danças e estilos musicais da região dos Andes – Ciento veinticinco pesos, mantendo a métrica característica e importando seus padrões rítmicos e melódicos. A clareza musical deixa transparecer o material folclórico, e cada aire traça um ambiente independente. O primeiro mescla o sentimental com certa alegria cadenciada; o segundo apresenta doces recitativos preparatórios de uma euforia subsequente; e o último retrata a vivacidade da dança chilena. Obra que figura entre as mais aclamadas e bem recebidas de Soro, Tres aires chilenos é uma das poucas em seu repertório que fazem alusão direta à cultura regional. Tornou-se um de seus trabalhos mais populares e duradouros, representando um marco na música orquestral de seu país.

Após a Primeira Guerra, o diretor dos Ballets Russes, Serguei Diaghilev, propôs a Manuel de Falla criar uma obra tipicamente espanhola, à altura das produções mais famosas de sua companhia — entre elas, A Sagração da Primavera, de Stravinsky. Surge assim O chapéu de três pontas, baseado na farsa popular do escritor Pedro de Alarcón. A estreia foi em Londres, em julho de 1919, com cenários e figurinos de Picasso, coreografia de Massine e direção musical de Ernest Ansermet. Para apresentações em concerto, Falla condensou o balé em duas suítes orquestrais, cada uma com três movimentos que seguem as peripécias do enredo. A Suíte nº 1 traz as partes “A tarde”, “Dança da mulher do moleiro” e “As uvas”, que, como o restante da obra, respiram bom humor, juventude e vitalidade. Com O chapéu de três pontas, Falla conseguiu, simultaneamente, cultivar as tradições literárias e musicais folclóricas de sua terra e projetar-se entre as vanguardas artísticas das primeiras décadas do século XX.

Foi o também espanhol Isaac Albéniz quem convenceu o jovem Joaquín Turina que ele deveria parar de escrever obras de sabor internacional e começar a resgatar suas origens andaluzas. A partir desse encontro, a verve compositora de Turina passou por uma mudança irreversível, tornando-se a expressão fiel da música folclórica espanhola, principalmente daquela ouvida nas ruas de Sevilha, sua cidade natal. Depois de um tempo morando em Paris, ele voltou a seu país e instalou-se em Madri, onde criou as Danças Fantásticas, a mais conhecida de suas obras. Inspirada na novela Orgía, de José Más, a peça possui três movimentos, que colocam em diálogo diferentes danças e ritmos ibéricos: a jota aragonesa, a seguidilla, o zortzico basco, a farruca andaluz, entre outros. Originalmente composta para piano, foi logo orquestrada pelo próprio Turina e estreou em fevereiro de 1920, em Madri.

18 ago 2018
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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