Festival Bernstein: de Platão à Broadway

Fabio Mechetti, regente
Rachel Barton Pine, violino

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BERNSTEIN
BERNSTEIN
BERNSTEIN
Serenata
Fancy Free: Suíte
West Side Story: Danças Sinfônicas

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Intérprete proeminente de grandes obras-primas clássicas, a violinista Rachel Barton Pine é internacionalmente conhecida por sua técnica brilhante e sinceridade emocional. Apareceu como solista com muitas orquestras prestigiadas, incluindo a Sinfônica de Chicago, a Orquestra da Filadélfia, a Filarmônica Real e a Radio Kamer Filharmonie da Holanda. Entre os regentes com quem colaborou estão Charles Dutoit, Zubin Mehta, Erich Leinsdorf, Neeme Järvi e Neville Marriner. Rachel tem uma prolífica discografia de mais de 35 discos, tendo alguns deles figurado no topo da classificação da Billboard Classical. Venceu vários dos principais prêmios mundiais, incluindo uma medalha de ouro na Competição Internacional Johann Sebastian Bach, em 1992. Mantém a Rachel Barton Pine Foundation, que realiza projetos de incentivo à carreira de jovens músicos. Toca em um Guarnerius del Gesu, fabricado em Cremona, em 1742, violino também conhecido como "ex-Soldat", recebido como empréstimo vitalício por generosidade de patrono anônimo.

Programa de Concerto

Serenata | BERNSTEIN

A Serenata de Leonard Bernstein é um concerto para violino inspirado em O Banquete, de Platão. Nesse livro, o pensador grego descreve um diálogo de diferentes personagens sobre o tema do amor, no qual cada um fala de uma perspectiva diferente. Os cinco movimentos da obra refletem, em seu andamento e caráter, a carga emocional presente na argumentação dos diversos discursos apresentados no debate. A peça também atesta o estilo eclético de Bernstein, um dos mais importantes regentes e compositores norte-americanos do século passado, cuja música combina características de gêneros mais populares e de linguagens sinfônicas contemporâneas. Em Serenata, podemos perceber, em diferentes momentos, influências de Stravinsky, Mahler e do jazz, entre outros autores e estilos.

O balé Fancy Free de Bernstein foi estreado em 1944, no Metropolitan de Nova Iorque, tendo o próprio compositor à frente da orquestra. Foi o primeiro trabalho de uma longa parceria entre Lenny e o coreógrafo Jerome Robbins, que culminou no enorme sucesso de West Side Story. Ele se tornou a fonte para On the town, outro musical da Broadway, estreado em 1944 e transformado em filme em 1949 (lançado no Brasil com o título de Marujos do amor), dirigido por George Sidney e estrelado por Gene Kelly e Frank Sinatra. Volta, em Fancy Free, o Bernstein do jazz, no qual se mistura um quê de Stravinsky, de Kurt Weill, da música cubana e onde se ouvem reminiscências do Concerto em Sol de Ravel. Com o perdão do paradoxo, o compositor parece adotar, diante das suas fontes, uma reverente ironia. Por isso, fontes à parte, é inequivocamente a Bernstein que se ouve, sem preconceitos, jocoso, criativo e infinitamente atemporal.

West Side Story estreou em 1957 e, desde então, muitas de suas canções são de amplo conhecimento de todo o público. Composto na mesma época que a opereta Candide, o musical é representativo de uma das principais tendências do trabalho de Bernstein: o trânsito fácil entre os meios de comunicação de massa, o teatro, o cinema e a música popular, numa linha semelhante àquela inaugurada por seu compatriota Gershwin. A obra como um todo representa um marco no teatro musical americano, não só pela associação aberta do jazz ao antigo modelo da Broadway, mas pela adoção de artifícios musicais que são dignos da mais autêntica tradição operística, como o uso intrincado de conjuntos vocais e o artifício wagneriano dos leitmotivs. Em West Side Story, a música de dança, mesmo em seu contexto de palco, tem caráter sinfônico. Por isso mesmo, essas danças também ganharam relativa autonomia, constituindo um todo orgânico, contido em si mesmo, ainda que desvinculadas de seu contexto original da ação de palco. É uma das obras mais celebradas e importantes do repertório de Bernstein, que simboliza bem a esteira de liberdade que norteou a expressão artística e musical estadunidense durante todo o século XX.

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9 ago 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais INGRESSOS ESGOTADOS

10 ago 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
de R$ 44,00 a R$ 116,00
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Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e seu acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (44 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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