Filarmônica em Caeté

Marcos Arakaki, regente

|    Turnê Estadual

ELGAR
BERLIOZ
SCHUBERT
J. STRAUSS JR.
GOMES
TCHAIKOVSKY
LISZT/Müller-Berghaus
BIZET
Pompa e Circunstância, op. 39: Marcha Militar nº 1 em Ré maior
A danação de Fausto, op. 24: Marcha Húngara
Rosamunde: Abertura
Tik-Tak Polka, op. 365
Condor: Abertura
Eugene Onegin: Valsa
Rapsódia Húngara nº 2 em dó menor
Carmem: Prelúdio

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi regente titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts.

Programa de Concerto

Pompa e Circunstância, op. 39: Marcha Militar nº 1 em Ré maior | ELGAR

Pegue aquele filme clássico da Sessão de Tarde que mostre uma cerimônia de graduação norte-americana e lá estará, embalando a entrada dos formandos, a primeira das cinco marchas militares de Pompa e Circunstância. Em 1901, Sir Edward Elgar a escreveu pensando, na verdade, em outro ato solene, a coroação do Rei Eduardo VII do Reino Unido, onde até hoje funciona como uma espécie de segundo hino. O sucesso nas formaturas vem desde 1905, quando Elgar foi aos Estados Unidos receber o título de doutor honorário pela Universidade de Yale e Pompa e Circunstância foi tocada na solenidade. Depois disso, foi questão de pouco tempo para que a Marcha nº 1 chegasse a outras universidades. O título da obra vem do terceiro ato da peça Otelo, de Shakespeare – "(...) Orgulho, pompa e circunstância da gloriosa guerra!".

Condor foi a última obra lírica escrita por Carlos Gomes – estreou no dia 21 de fevereiro de 1891 no Teatro ala Scala, em Milão. A obra dá a ver a predileção do compositor pelo verismo, corrente operística pós-Romântica que busca seus temas não em entidades divinas ou nobres, mas sim em questões contemporâneas de homens e mulheres ordinários. O drama de desenrola na Samarcanda, a segunda maior cidade do Uzbequistão. O Condor do título não se refere ao pássaro nativo dos Andes. Ele é um aventureiro, filho de um sultão, que se apaixona pela rainha Odalea e por ela se sacrifica. A música é cheia de elementos exóticos atribuídos pela tradição italiana ao Oriente Médio daquela época.

Uma moça do campo se apaixona por um jovem da cidade grande. Ela declara seu amor, mas é humilhada por ele. Anos depois se reencontram, Tatyana agora é casada e parte da aristocracia. Onegin percebe que a ama e confessa seus sentimentos em uma carta. Tatyana lhe diz que, embora ainda sinta o mesmo amor que um dia sentiu, agora é casada. E assim eles se separam para sempre. Eugene Oneguin de Pushkin é um dos textos ficcionais mais amados de toda a literatura russa e, em 1877, arrebata também a Tchaikovsky: “Eu estou apaixonado pela imagem de Tatyana. Estou sob o feitiço da poesia de Pushkin, e compelido a compor a música por causa dessa atração irresistível”, escreveu a seu irmão Modest. A Valsa abre o segundo ato, no baile oferecido por Madame Larina, mãe de Tatyana.

Liszt criou dezenove Rapsódias Húngaras para piano solo inspiradas no folclore do povo magiar, principalmente nas melodias ciganas. Delas, seis foram orquestras posteriormente por Franz Döppler sob a supervisão de Liszt. A Rapsódia nº 2 sem dúvida é a mais famosa de todas delas, já apareceu em uma infinidade de desenhos animados, filmes e outros produtos da cultura pop. Na série de curta-metragens da Warner Bros. Merrie Melodies, ela aparece na versão orquestral em Rhapsody in Rivets (1941), dirigido por Friz Freleng , e em Rhapsody Rabbit (1946), Concerto Sem Dó na versão brasileira, dirigido por I. Freleng e estrelado por Pernalonga. Também de 1946 é The Cat Concerto, com uma briga consagrada entre Tom e Jerry e dirigido por William Hanna e Joseph Barbera – produção que inclusive ganhou um Oscar.

No dia 3 de março de 1875, quem estava no Théâtre national de l'Opéra-Comique de Paris, dificilmente imaginaria que aquela ópera que haviam acabado de ouvir se tornaria a mais encenada em todo o mundo. Estamos falando sobre a Carmem de Georges Bizet. O compositor nunca viveu para ver o sucesso estrondoso de sua obra-prima – morreu aos 36 anos, três meses após a première. A música que na estreia foi descrita como bizarra e incoerente, é abundante em grandes melodias, traz uma caracterização arguta dos personagens e tem a força do realismo em sua essência. A heroína do título, uma cigana que trabalha em um fábrica de cigarros em Sevilla, é um somatório de beleza, sedução, liberdade e do espírito espanhol.

26 ago 2017
sábado, 20h30

Ginásio Poliesportivo de Caeté
concerto gratuito

O concerto acontecerá na parte externa do Ginásio Poliesportivo (Av. Carlos Luz, s/n)

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