Filarmônica em Sabará

Marcos Arakaki, regente

|    Turnê Estadual

ELGAR
BERLIOZ
SCHUBERT
J. STRAUSS JR.
GOMES
TCHAIKOVSKY
LISZT/Müller-Berghaus
BIZET
Pompa e Circunstância, op. 39: Marcha Militar nº 1 em Ré maior
A danação de Fausto, op. 24: Marcha Húngara
Rosamunde: Abertura
Tik-Tak Polka, op. 365
Condor: Abertura
Eugene Onegin: Valsa
Rapsódia Húngara nº 2 em dó menor
Carmen: Prelúdio

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi regente titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts.

Programa de Concerto

Uma moça do campo se apaixona por um jovem da cidade grande. Ela declara seu amor, mas é humilhada por ele. Anos depois se reencontram, Tatyana agora é casada e parte da aristocracia. Onegin percebe que a ama e confessa seus sentimentos em uma carta. Tatyana lhe diz que, embora ainda sinta o mesmo amor que um dia sentiu, agora é casada. E assim eles se separam para sempre. Eugene Oneguin de Pushkin é um dos textos ficcionais mais amados de toda a literatura russa e, em 1877, arrebata também a Tchaikovsky: “Eu estou apaixonado pela imagem de Tatyana. Estou sob o feitiço da poesia de Pushkin, e compelido a compor a música por causa dessa atração irresistível”, escreveu a seu irmão Modest. A Valsa abre o segundo ato, no baile oferecido por Madame Larina, mãe de Tatyana.

Liszt criou dezenove Rapsódias Húngaras para piano solo inspiradas no folclore do povo magiar, principalmente nas melodias ciganas. Delas, seis foram orquestras posteriormente por Franz Döppler sob a supervisão de Liszt. A Rapsódia nº 2 sem dúvida é a mais famosa de todas delas, já apareceu em uma infinidade de desenhos animados, filmes e outros produtos da cultura pop. Na série de curta-metragens da Warner Bros. Merrie Melodies, ela aparece na versão orquestral em Rhapsody in Rivets (1941), dirigido por Friz Freleng , e em Rhapsody Rabbit (1946), Concerto Sem Dó na versão brasileira, dirigido por I. Freleng e estrelado por Pernalonga. Também de 1946 é The Cat Concerto, com uma briga consagrada entre Tom e Jerry e dirigido por William Hanna e Joseph Barbera – produção que inclusive ganhou um Oscar.

No dia 3 de março de 1875, quem estava no Théâtre national de l'Opéra-Comique de Paris, dificilmente imaginaria que aquela ópera que haviam acabado de ouvir se tornaria a mais encenada em todo o mundo. Estamos falando sobre a Carmen de Georges Bizet. O compositor nunca viveu para ver o sucesso estrondoso de sua obra-prima – morreu aos 36 anos, três meses após a première. A música que na estreia foi descrita como bizarra e incoerente, é abundante em grandes melodias, traz uma caracterização arguta dos personagens e tem a força do realismo em sua essência. A heroína do título, uma cigana que trabalha em um fábrica de cigarros em Sevilla, é um somatório de beleza, sedução, liberdade e do espírito espanhol.

29 jul 2017
sábado, 20h30

Praça Melo Viana
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