Karabtchevsky revisita favoritos

Isaac Karabtchevsky, regente convidado

|    Presto 2018

|    Veloce 2018

VILLA-LOBOS
TCHAIKOVSKY
BRAHMS
Sinfonia nº 6, “Sobre a linha das montanhas”: Lento
Capricho Italiano, op. 45
Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 73

Isaac Karabtchevsky, regente convidado

Um ícone da música clássica brasileira, o maestro Isaac Karabtchevsky tem uma longa e renomada carreira em palcos nacionais e estrangeiros. Atuou durante 26 anos como regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e depois como Diretor Artístico da Tonkünstler de Viena (1988-1994), do Teatro La Fenice de Veneza (1995-2001) e da Orchestre National des Pays de la Loire (2004-2010), tendo se apresentado em alguns dos principais palcos da Europa, Estados Unidos e América Latina. Foi fundador do Madrigal Renascentista em Belo Horizonte, coral com o qual executou, a pedido de Juscelino Kubitscheck, a Missa da Coroação, de Mozart, na inauguração de Brasília. A partir de 2004, Karabtchevsky assumiu a direção da Orquestra Petrobras Sinfônica e, em 2011, a direção artística do Instituto Baccarelli, instituição que promove a educação musical em regiões carentes de São Paulo. Entre 2011 e 2017, conduziu a Osesp na gravação integral das sinfonias de Villa-Lobos para o selo Naxos.

Programa de Concerto

Tchaikovsky chegou a Roma em 1879 para visitar seu irmão Modest. Embora fosse dezembro, o clima estava excelente e os irmãos aproveitaram para passear pela cidade. Tchaikovsky, estranhamente, não sentia vontade de trabalhar. Encantado com Roma, ele pouco a pouco concebeu a ideia de escrever uma obra sobre temas italianos, o que de fato começou a fazer em janeiro do ano seguinte. Em menos de um mês a Fantasia Italiana, como ele agora a chamava, estava totalmente esboçada: “[a peça] terá um futuro promissor… graças às melodias encantadoras que encontrei em coleções ou que escutei nas ruas”. Ele tinha razão. A partitura, terminada em 24 de maio e renomeada como Capriccio Italiano, tornou-se uma de suas mais conhecidas. Composta de um único movimento, a obra é uma coleção rapsódica de temas folclóricos enriquecidos por uma orquestração exuberante, que refletem as impressões de Tchaikovsky da cultura e dos cenários da Itália.

O jovem Brahms estudou com profundidade Bach, Lassus e Palestrina, ampliando o colorido harmônico e a presença do contraponto em sua obra. A mistura entre aspectos formais herdados da tradição clássica, particularmente de Beethoven, a canção popular alemã e a polifonia desses mestres antigos apresenta-se em sua música com cores e nuances originais. A Segunda Sinfonia, escrita no verão de 1877, talvez seja a mais lírica e luminosa das quatro obras do gênero criadas pelo compositor. Seu tom primaveril contrasta com o caráter sombrio da Primeira. Na Segunda, a harmonia é cheia de matizes e reflete a mistura de luz e sombra resultante de um cromatismo sutil mesclado com elementos diatônicos. Visto como conservador por seus contemporâneos, justamente por suas influências em termos de composição, Brahms passou a ser revalorizado no início do século XX, especialmente por sua liberdade rítmica e ousadia harmônica.

23 ago 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

24 ago 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 23/08/2018 8:30 PM America/Sao_Paulo Karabtchevsky revisita favoritos false DD/MM/YYYY