Minas Gerais nos séculos XVIII e XIX

Marcos Arakaki, regente
Lina Mendes, soprano
Edineia de Oliveira, alto
Flávio Leite, tenor
Carlos Eduardo Marcos, baixo
Concentus Musicum de Belo Horizonte
Iara Fricke Matte, regente do coral

|    Fora de Série

M. PORTUGAL
DIAS DE OLIVEIRA
LOBO DE MESQUITA
NUNES GARCIA
Abertura Il Duca di Foix
Magnificat
Te Deum
Requiem

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com artistas de renome, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, entre outros. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi Regente Titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Nos últimos anos, Arakaki tem contribuído de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de 70 cidades brasileiras.

Lina recebeu o Prêmio Revista Concerto 2014 na categoria Jovem Talento pelo júri popular e, no mesmo ano, integrou o Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, na Espanha. Foi Gilda em Rigoletto (Verdi), Blonde em O rapto do serralho (Mozart), Marzeline em Fidelio (Beethoven), Oscar em Um baile de máscaras (Verdi), Cunégonde em Candide (Berstein), Nannetta em Falstaff (Verdi), Micaela em Carmen (Bizet), Eurídice em Orfeu e Eurídice (Gluck). Solou em Carmina Burana (Orff), A Criação (Haydn) e no Messias (Haendel). Apresentou-se conduzida por Alejo Perez, Isaac karabtchevsky, John Neschling, Silvio Viegas, Alan Guingal, Marin Alsop, Federico Maria Sardelli, entre outros. Atuou ainda sob a direção cênica de André Heller-Lopes, Fernando Bicudo, Jorge Takla, Livia Sabag, Stefano Poda e Davide Livermore nos principais teatros e salas de concertos do Brasil. Em 2015 fez seu debut no Palau de les Arts de Valencia, na Espanha, como Musetta em La Bohème (Puccini). Em 2016, fez seu debut como Ilia em Idomeneo (Mozart) no Palau de les Arts de Valencia, sob a regência de Fabio Biondi. Foi solista com a Osesp no ciclo Les nuits d’été (Berlioz), sob a regência de Thierry Fischer, e no oratório As sete últimas palavras de Cristo na cruz (Haydn), conduzida por Valentina Pelleggi. Estreou como Delia na ópera Fosca (Gomes) em uma nova produção de Stefano Poda para o Theatro Municipal de São Paulo.

Detentora do Prêmio Carlos Gomes, Edineia de Oliveira vem recebendo grande reconhecimento da crítica nacional e internacional. Em suas últimas perfomances, interpretou Carmen, Azucena, Amneris, Adalgisa, Éboli, Serena, Dalila, Zia Principezza, Frugola, Zita e Irma, entre tantas outras. Entre os regentes com quem trabalhou estão de Eiji Owe, Lorin Maazel, Allastair Willis, Gennady Rozhdestvensky, Isaac Karabtchevsk, Tulio Colacioppo, Ligia Amadio e Roberto Minczuk. Ela já se apresentou em vários teatros brasileiros, na Argentina, México e Colômbia. Edineia de Oliveira também possui em seu repertório a Paixão Segundo São João e a Paixão Segundo São Mateus, de Bach, O Messiasde Haendel, Petit Messe Solennelle de Rossini, Violanta de Korngold, Pedro Malazarte de Guarnieri, Bug Jargal de Gama Malcher, Lieder Eines Fahenden Gesellen, Oitava e Segunda sinfonias de Mahler, além do Requiem de Verdi.

Diplomado pelo Conservatório Superior del Liceu, em Barcelona, Espanha, o tenor gaúcho tem se firmado como um dos mais atuantes e versáteis cantores líricos brasileiros. O artista acumula experiência em títulos como Lulu de Berg, A Flauta Mágica, Così fan tutte e O barbeiro de Sevilha de Mozart, Cenerentola de Rossini, La fille du régiment e Rita de Donizetti, Romeu e Julieta de Gounod, Turand de Puccini, A menina das nuvens de Villa-Lobos e Ariadne auf Naxos de Richard Strauss, totalizando mais de quarenta papéis em seu repertório. Ele desenvolve, ainda, ampla atividade como solista em oratórios e obras sinfônicas, entre elas O Messias de Haendel, A Criação de Haydn, a Nona Sinfonia de Beethoven, Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Messa di Gloria de Puccini, Carmina Burana de Orff, tendo se apresentado com as principais orquestras brasileiras. O cantor é também presença frequente nas temporadas das principais casas de espetáculo brasileiras, como o Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Palácio das Artes, Teatro Amazonas, Theatro da Paz e Theatro São Pedro – tanto o de São Paulo como o de Porto Alegre.

Presença constante nas principais casas de ópera do Brasil, Carlos Eduardo Marcos fez as estreias mundiais das óperas brasileiras O anjo negro de João Guilherme Ripper, A tempestade de Ronaldo Miranda, Eros!Ion de Paulo Chagas, Olga de Jorge Antunes e O rei que ninguém viu de Alexandre Travassos. Na música sacra e sinfônica destacam-se as suas atuações em O Messias e Saul de Haendel, A paixão segundo São João e A paixão segundo São Mateus de Bach, A Criação de Haydn, A infância de Cristo de Berlioz, Sinfonia nº 9 de Beethoven, o Requiem nas versões dos compositores Fauré, Hydan, Liszt, Mozart e Garcia, além do Stabat Mater de Rossini e o de Dvorák. Carlos Eduardo Marcos apresentou a ópera Aída de Verdi e o concerto Les Noces de Stravinsky no Teatro Municipal de Santiago do Chile. Cantou o Te Deum de Bruckner no Theatro Municipal de São Paulo e as óperas Tosca de Puccini, Nabucco de Verdi e O amor das três laranjas de Prokofiev no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana (EUA) e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Atuou como regente convidada junto à Camerata Antiqua de Curitiba e como professora e regente em importantes festivais brasileiros de música antiga. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

Programa de Concerto

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