Mistérios de Carmen para o contrabaixo

Vladimir Kulenovic, regente convidado
Nilson Bellotto, contrabaixo

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CHABRIER
PROTO
STRAVINSKY
España
Fantasia Carmen
O pássaro de fogo: Suíte (1945)

Vladimir Kulenovic, regente convidado

Atual diretor artístico da Lake Forest Symphony, Vladimir Kulenovic foi regente associado da Sinfônica e da Ópera de Utah por quatro temporadas, regente assistente da Ópera Lírica de Chicago e regente residente na Filarmônica de Belgrado. Nos Estados Unidos, atuou como regente convidado com as sinfônicas de Chicago, Columbus, Grand Rapids, Houston, Indianápolis, Knoxville, Alabama, Jacksonville e São Francisco. Em outros países, Kulenovic apresentou-se com as orquestras Beethoven-Orchester, de Bonn, Bilkent Symphony, Turquia, Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein, Leipziger Symphonie Orchester, Filarmônica da Malásia, Orquestra do Centro Nacional de Artes de Ottawa, Filarmônica da Eslovênia, Sinfônica de Taipei, Filarmônica de Zagreb, Filarmônica da Macedônica e Ópera Nacional da Macedônica. Em 2012, Vladimir Kulenovic foi reconhecido com a Mendelssohn-Bartholdy Scholarship, tornando-se regente assistente na Orquestra Gewandhaus de Leipzig, o que lhe permitiu trabalhar de perto com o maestro Kurt Masur. Ele também foi assistente de Bernard Haitink na Sinfônica de Boston, preparou orquestras para Zubin Mehta e foi regente substituto na Orquestra Sinfônica e na Ópera de Baltimore, assim como na Ópera de Florentine.

Um dos principais nomes da nova geração de contrabaixistas brasileiros, Nilson Bellotto desenvolve hoje um importante papel na literatura do instrumento por meio de seu trabalho como instrumentista, arranjador e compositor. Desde 2016 atua como Contrabaixo Principal da Filarmônica de Minas Gerais, orquestra da qual é membro desde 2010. É fundador e diretor artístico do quinteto de contrabaixos DoContra e, a partir de 2011, passou a colaborar também com a Orquestra Ouro Preto. Dentro de sua trajetória apresentou-se como solista em diversas orquestras profissionais no Brasil, incluindo a Filarmônica de Minas Gerais, com a qual interpretou duas obras de Giovanni Bottesini – o Concerto para contrabaixo nº 2 e o Gran duo concertante, junto ao violinista Rommel Fernandes. Foi professor e músico convidado da 11ª Semana de Música de Ouro Branco.

Programa de Concerto

España | CHABRIER

No verão de 1882, o compositor francês Emmanuel Chabrier viajou à Espanha. Encantado com tudo o que viu e ouviu, decidiu transpor suas impressões de viagem para a música de concerto. Nascia, assim, a abertura España – Rhapsodie pour orchestre. A vitalidade da obra, combinada com uma rítmica contagiante e um colorido orquestral único, faz dela uma das favoritas do repertório sinfônico. Escrita em um único movimento, inicia-se com uma introdução viva, que prepara a aparição dos dois primeiros temas. Uma variação temática baseada nos motivos iniciais desemboca no terceiro tema, lírico, contrastante, ouvido nos violinos e violas. Após nova variação temática, um quarto tema é apresentado, dessa vez nos trombones. Esse tema nos conduz a uma reapresentação temática da obra, com ligeiras modificações e, logo após, somos levados ao final forte e brilhante. A estreia de España, em Paris, nos Concertos Lamoureux, em novembro de 1883, teve imenso sucesso. Se Chabrier era, antes, considerado um compositor de operetas de pouco sucesso, com España ele se transformou em uma celebridade da noite para o dia.

A estreia da ópera Carmen de Georges Bizet tinha sido um fracasso. O público conservador escandalizou-se com o libreto, considerado indecente. A crítica não soube avaliar com justiça os méritos da música – a beleza das melodias, a verve rítmica e a riqueza da orquestração. Bizet morreu três meses depois, aos trinta e sete anos, sem imaginar que Carmen logo se tornaria uma das óperas mais queridas internacionalmente – popular no melhor sentido da palavra; e admirada por músicos exigentes. Sobre as belas melodias de Carmen, muitos compositores escreveram fantasias e variações para vários instrumentos, geralmente de cunho virtuosístico. Entre tantas, no século XX, a Fantasia de Frank Proto torna-se particularmente interessante pelo caráter jazzístico e pela participação do contrabaixista François Rabbath em sua criação. A obra foi dedicada a Rabbath.

Em 1910, aos 28 anos de idade, Igor Stravinsky escreveu a obra que o tornaria instantaneamente famoso em toda a Europa: o balé O pássaro de fogo. Os Balés Russos, liderados por Sergei Diaghilev, tinham feito seu début em Paris no ano de 1909. Para a temporada de 1910, Diaghilev propôs ao jovem Stravinsky escrever um balé baseado na fábula russa do Pássaro de Fogo. A estreia aconteceu no dia 25 de junho, na Opéra de Paris, sob a direção do grande Gabriel Pierné e coreografia de Mikhail Fokin. Stravinsky, no entanto, julgou que a dança não fazia justiça à música. Desejoso de mostrar ao mundo a universalidade de sua obra, criou, em 1911, uma suíte orquestral praticamente idêntica à partitura original. Mas, percebendo que, ao transformar um balé em uma obra de concerto, mais modificações deveriam ser feitas, ele recria a partitura e, em 1919, estreia aquela que seria a mais conhecida versão de concerto de O pássaro de fogo. Em 1945 ainda compôs uma terceira versão para concerto – que será ouvida nesta execução da Filarmônica –, dessa vez bastante fiel à partitura original do balé, a fim de assegurar seus direitos autorais, já que as leis americanas não reconheciam os tratados europeus. Embora fortemente influenciada pelas obras de Rimsky-Korsakov e pela tradição folclórica russa, O pássaro de fogo prima por uma originalidade sem precedentes na história. Música extremamente imaginativa, com atmosferas inusitadas, ritmos complexos, melodias sugestivas e efeitos orquestrais espetaculares.

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27 abr 2017
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

28 abr 2017
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