Montero em voo livre

Fabio Mechetti, regente
Gabriela Montero, piano

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NEPOMUCENO
NEPOMUCENO
MONTERO
Sinfonia em sol menor
Série Brasileira
Concerto Latino

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Com suas interpretações visionárias e dom único para a improvisação, a pianista venezuelana Gabriela é celebrada em todo o mundo. Já se apresentou com muitas orquestras de renome internacional, como as filarmônicas de Los Angeles e Nova York; as sinfônicas de Viena, Sydney e Chicago; a Gewandhaus de Leipzig; e as orquestras de Cleveland e Philharmonia. Colaborou com os maestros Claudio Abbado, Sir Roger Norrington, Andrés Orozco-Estrada, Yannick Nézet-Séguin, Vassily Petrenko, entre outros. Em 2011, estreou na composição com o poema sinfônico ExPatria, para piano e orquestra. Seu Concerto Latino estreou em 2016, com a própria Gabriela como solista e a MDR Symphony Orchestra, sob regência de Kristjan Järvi. É vencedora do Grammy Latino e, com o álbum Bach and Beyond, esteve em primeiro lugar na Billboard Classical por vários meses e foi nomeada ao Grammy 2008. Firme defensora dos direitos humanos, Gabriela foi recentemente nomeada cônsul honorária pela Anistia Internacional.

Programa de Concerto

Sinfonia em sol menor | NEPOMUCENO

A Sinfonia em sol menor de Alberto Nepomuceno é, ao lado da Sinfonia op. 43 de Henrique Oswald, a única obra do gênero no Romantismo brasileiro. Foi escrita em Berlim e revela a importância direta de Brahms (principalmente no primeiro movimento), Wagner e Tchaikovsky na linguagem de Nepomuceno. Essas influências mostram um compositor atento à música de seus ídolos e sintonizado com sua época. Entretanto, a Sinfonia é bastante original e deveria figurar habitualmente entre as obras-primas do sinfonismo romântico. Conceituados compositores e críticos a consideram a partitura do gênero mais importante escrita por um músico das américas no século XIX. Apresentada pela primeira vez em agosto de 1897, a obra reflete a maestria técnica adquirida por Nepomuceno em longos anos de aprendizado europeu. Em seus estudos em Roma, o brasileiro pôde se aperfeiçoar no piano e órgão com grandes mestres alemães, franceses, austríacos e noruegueses. Dois dos nomes mais influentes em seu legado são o já citado Johannes Brahms, que Nepomuceno pôde assistir em concertos na capital austríaca, e Edvard Grieg, representante máximo do nacionalismo romântico nórdico, que reavivou os interesses do músico cearense pelos estudos folclóricos.

5 abr 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

6 abr 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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