Música e Pintura

Fabio Mechetti, regente

|    Fora de Série 2019

RESPIGHI
GUERRA-PEIXE
REGER
Tríptico Botticelliano
Tributo a Portinari
Quatro poemas sinfônicos sobre Arnold Böcklin, op. 128

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Programa de Concerto

Tríptico Botticelliano | RESPIGHI

Enquanto trabalhava na mais conhecida de suas obras, a trilogia romana, Ottorino Respighi se dedicou a outros temas. O poema Tríptico Botticelliano se destaca como uma obra-prima para pequena orquestra. Ela se divide em três partes, cada uma dedicada a uma pintura de Sandro Botticelli. A primeira, inspirada na Alegoria da Primavera, sugere o ritmo dançante das Três Graças e o sorriso enigmático da Primavera. Os trinados e tremolos evocam os movimentos das folhas nos bosques e o movimento das águas. A segunda peça, escrita a partir d’Adoração dos Magos, baseia-se em canções natalinas para criar uma atmosfera pastoral, em referência aos três reis magos. A terceira, baseada na pintura O Nascimento de Vênus, começa em um movimento vacilante que recorda o estremecimento do mar causado pelo sopro dos zéfiros.

Nascido em Petrópolis em 18 de março de 1914, César Guerra-Peixe escreveu Tributo a Portinari, sua última grande obra, em 1991. Ambas as trajetórias, a do compositor e a do pintor, parecem coincidir. Filho de imigrantes italianos, Portinari nasceu numa fazenda de café em Brodowski, São Paulo. Guerra-Peixe é filho de imigrantes portugueses e, assim como Candido Portinari, teve infância humilde e se aventurou no Rio de Janeiro a fim de aprimorar o talento artístico. Os dois também se engajaram no movimento comunista na juventude, atitude comum aos que buscavam fazer denúncia social por meio da arte. Provavelmente por encontrar nas pinturas de Portinari a consciência dos problemas sociais brasileiros, Guerra-Peixe idealizou seu tributo. Não é possível precisar a qual quadro cada movimento se refere. O primeiro movimento, por exemplo, Família de Emigrantes parece ter sido inspirado nos quadros Família de Retirantes, de 1939, e Retirantes, de 1944.

Compositores como Andreas Hallén, Felix Woyrsch e Heinrich Schulz-Beuthen foram alguns dos que buscaram inspiração na obra do pintor simbolista Arnold Böcklin. Conhecido por seu complexo trabalho para órgão, Max Reger também construiu suítes acessíveis, das quais a que mais se destaca é justamente Quatro poemas sinfônicos sobre Arnold Böcklin, de 1913. Novidade na música de Reger, os três primeiros poemas sinfônicos revelam um raro encontro entre intensidade e simplicidade. A quarta parte, Bacanal, oferece o mesmo a quem ouve, porém com uma dose a mais de mal humor, captando com singular precisão a banalidade da pintura de Böcklin.

20 jul 2019
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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