O poderoso violino de Vadim Gluzman – filho

Fabio Mechetti, regente
Vadim Gluzman, violino

DINO
PROKOFIEV
RAVEL
RAVEL
Aurora Borealis (encomenda – estreia mundial)
Concerto para violino nº 2 em sol menor, op. 63
Daphnis et Chloé: Suíte nº 1
Daphnis et Chloé: Suíte nº 2

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A maestria artística de Vadim Gluzman dá vida a uma gloriosa tradição violinística dos séculos XIX e XX. O músico israelense já se apresentou com orquestras como as filarmônicas de Berlim, Londres e Israel, a Orquestra de Cleveland e as sinfônicas de Chicago, Boston e Londres. Colabora regularmente com regentes como Christoph von Dohnányi, Tugan Sokhiev, Andrew Davis, Neeme Järvi, Michael Tilson Thomas, Semyon Bychkov e Jukka-Pekka Saraste. Suas apresentações em festivais incluem os de Tanglewood, Verbier, Ravinia e Lockenhaus, além do Festival de Música de Câmara North Shore em Illinois, fundado em conjunto com sua esposa, a pianista Angela Yoffe. Bastante requisitado por compositores contemporâneos, Gluzman estreou recentemente obras de Sofia Gubaidulina e Elena Firsova. Com extensa discografia, já conquistou prêmios e recomendações das principais publicações da área, como a Diapason, a Gramophone e a Classica. O violinista se apresenta com um Stradivarius de 1690, “ex-Leopold Auer”, generosamente cedido pela Sociedade Stradivari de Chicago.

Programa de Concerto

Aurora Borealis (encomenda – estreia mundial) | DINO

A obra Aurora Borealis foi encomendada a Marcelo Dino pela Filarmônica de Minas Gerais em razão do primeiro prêmio, pela obra Menniniana, no Festival Tinta Fresca de 2017. Fascinado por fenômenos naturais de grandes dimensões, Dino decidiu criar uma peça inspirada no fenômeno óptico observado nas regiões polares. Surpreendente, apenas em 2011 cientistas conseguiram registrar o som da aurora boreal, “um som bastante ruidoso que nos faz lembrar a música eletroacústica”. A partir do nome dado ao fenômeno por Galileu Galilei, em 1619, que combina duas figuras mitológicas gregas – Aurora, a deusa grega do amanhecer, e Boreas, o deus do vento norte conhecido por suas asas púrpuras –, a composição estrutura-se em quatro seções. A Introdução explora técnicas mais contemporâneas de escrita a fim de produzir uma sonoridade mais ruidosa, evocativa dos sons da aurora boreal. Boreas (O Deus dos Ventos do Norte) apresenta uma sonoridade menos melódica e mais rítmica, obstinada e dramática, com harmonias sombrias e misteriosas. Estas contrastam com o caráter mais melodioso e sinuoso, embora ainda misterioso, da seção Aurora (A Deusa do Amanhecer). Como síntese, o Finale retoma e recombina elementos das duas seções que o precedem, dando origem, assim, a um fenômeno de grandes dimensões sinfônicas.

Prokofiev, que vivia fora da Rússia desde 1918, desejava ardentemente rever seu país natal. Nos Estados Unidos, onde tentara vencer, seu estilo composicional era sentido como excessivamente duro para as plateias norte-americanas. Na Europa ocidental, para onde se mudara em busca de sucesso, suas obras ainda eram pouco executadas, e os trabalhos que lhe ofereciam como pianista, escassos. Sem muitas opções de trabalho e com saudades de casa, Prokofiev retornou à Rússia em 1936. “O ar das terras estrangeiras não me inspira porque eu sou russo, e não há nada mais nocivo para mim do que viver no exílio”, disse certa vez. Pouco antes de seu regresso definitivo à Rússia, em 1935, na mesma época em que trabalhava no balé Romeu e Julieta, Prokofiev compôs o Concerto para violino nº 2. Trata-se de sua última obra composta no Ocidente. Talvez pela saudade, escolheu começar o Concerto com uma melodia extremamente lírica de origem russa. A obra foi criada por encomenda do violinista francês Robert Soëtens. A estreia se deu em Madri, com a Sinfônica da cidade, em dezembro de 1935, com Soëtens ao violino e regência de Enrique Fernández Arbós.

Daphnis et Chloé, uma das obras essenciais da música do século XX, nos permite apreciar Ravel em um de seus melhores momentos, não apenas como grande compositor e refinado orquestrador, mas também como habilidoso construtor de cenas. O balé é inspirado no romance grego de mesmo nome, escrito por volta do século II d.C., que conta a história de duas crianças que foram abandonadas pelos respectivos pais na ilha de Lesbos e criadas por pastores. À medida que cresciam, Daphnis e Chloé se apaixonavam sem compreenderem o significado do amor que sentiam. Em um dia de festa, Chloé é sequestrada por piratas, Daphnis chora e reza para que ela retorne com vida. O deus Pan o ajuda e resgata Chloé. Todos comemoram seu regresso com uma grande festa, quando os protagonistas finalmente se casam. A peça de Ravel foi criada a partir de uma encomenda do criador dos Ballets Russes, Sergei Diaghilev, em 1909. A estreia, em 1912, foi um sucesso e ajudou a estabelecer a reputação do francês como um dos principais compositores da época. Um ano antes de terminar a orquestração do balé, Ravel extraiu, da música que havia composto até aquele momento, uma suíte de concerto. Intitulada Suíte no 1, ela foi estreada em 1911 e abrange as partes 1 e 2 da obra completa, desde a dança dos pastores e o sequestro de Chloé até o seu resgate pelo deus Pan.

Daphnis et Chloé, uma das obras essenciais da música do século XX, nos permite apreciar Ravel em um de seus melhores momentos, não apenas como grande compositor e refinado orquestrador, mas também como habilidoso construtor de cenas. O balé é inspirado no romance grego de mesmo nome, escrito por volta do século II d.C., que conta a história de duas crianças que foram abandonadas pelos respectivos pais na ilha de Lesbos e criadas por pastores. À medida que cresciam, Daphnis e Chloé se apaixonavam sem compreenderem o significado do amor que sentiam. Em um dia de festa, Chloé é sequestrada por piratas, Daphnis chora e reza para que ela retorne com vida. O deus Pan o ajuda e resgata Chloé. Todos comemoram seu regresso com uma grande festa, quando os protagonistas finalmente se casam. A peça de Ravel foi criada a partir de uma encomenda do criador dos Ballets Russes, Sergei Diaghilev, em 1909. A estreia, em 1912, foi um sucesso e ajudou a estabelecer a reputação do francês como um dos principais compositores da época. Um ano antes de terminar a orquestração do balé, Ravel extraiu, da música que havia composto até aquele momento, uma suíte de concerto, intitulada Suíte no 1. Após a estreia, trabalhou na elaboração da Suíte no 2, que só seria estreada em 1913, abrangendo a terceira parte da obra completa: do dia seguinte ao resgate de Chloé até a dança final da união dos amantes.

Quero ser lembrado deste concerto.
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