Os finalistas do Festival Tinta fresca

Marcos Arakaki, regente

|    Especial

VASCONCELOS
COE
GOULART
FACÓ
DINO
Quando o Sol se detém para ouvir canções de guerra
Maris Stella
Impressões francesas
Pandora – Fantasia orquestral sobre o mito de Hesíodo
Menniniana

Marcos Arakaki, regente

Marcos Arakaki é Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais. Tem conduzido importantes orquestras no Brasil e também nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009), foi regente titular da Sinfônica da Paraíba e da Sinfônica Brasileira Jovem, com grande reconhecimento da crítica especializada e do público. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Natural de São Paulo, é Bacharel em Violino pela Unesp e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts.

Programa de Concerto

Quando o Sol se detém para ouvir canções de guerra | VASCONCELOS

Cada composição é uma batalha. Não só do autor consigo mesmo, mas também entre ele e suas influências. Os materiais musicais próprios e os de outrem se digladiam na produção da nova obra. Assim, vozes de Stravinsky, Dutilleux, Schoenberg podem ser ouvidas nesta peça de Felipe Vasconcelos. Um conflito dos tempos. Em guerra, o personagem bíblico Josué, ordena que o Sol pare e “o Sol se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”. Natural de Belo Horizonte, Vasconcelos graduou-se em Música/Composição pela UFMG, onde atualmente é professor substituto e cursa seu doutorado sob orientação de Oiliam Lanna. É ainda mestre em Música pela UFRGS sob orientação de Celso Chaves. Foi primeiro lugar no Concurso Nacional Guerra-Peixe: 100 anos (2014) e no Concurso Latinoamericano de Composición Electroacústica y Electrónica Gustavo Becerra Schmidt (2013).

A obra Maris Stella é baseada no canto gregoriano Ave, Maris Stella [Ave, Estrela do Mar], um tradicional hino mariano. Henrique Coe cursa atualmente o doutorado em Composição pela Universidade de Toronto, no Canadá, país onde também fez seu mestrado na Universidade de Montréal. No Brasil, formou-se pelo Conservatório Brasileiro de Música. Em 2016, foi premiado como melhor compositor brasileiro em duas categorias no International Composition Competition “Maurice Ravel” (Itália). Henrique foi compositor residente da Orquestra e do Coro de Câmara da Universidade de Toronto e do Ensemble Kô e Choeur de Jeunes Universidade de Montréal. Com um estilo que engloba sonoridade medieval, linguagem tonal/modal e técnicas contemporâneas, Henrique escreve para formações diversas. Sua peça Defend us in Battle foi estreada em 2017 pela Orquestra Sinfônica Jovem Windsor, no Canadá. Em 2016, sua obra Filius Prodigus, para clarone solo, foi tocada por Thiago Tavares no Panorama da Música Brasileira Atual, no Rio de Janeiro. Em 2014, seu String Quartet on the life of Saint John Paul II foi estreado na Cathédrale Marie-Reine-du-Monde, em Montreal, no Canadá.

Impressões Francesas é resultado da experiência do compositor Renato Goulart na residência artística do Centro de Artes de Marnay-sur-Seine (França) entre outubro e novembro de 2016. Três locais serviram de inspiração para a obra: a pequena comuna de Marnay-sur-Seine, com seu ambiente bucólico e paisagens típicas da região; o bairro de Montmartre, em Paris, marcado pela vida boêmia e diversidade cultural; e o domínio de Versalhes, formado por vastos jardins e um suntuoso castelo. Renato é Bacharel em Saxofone pela UFMG e atua como instrumentista, compositor e arranjador no Grupo Monte Pascoal. Obteve o primeiro lugar no I Concurso Nacional de Composição para Bandas (2014) e também no Concurso de Arranjos para Bandas Tradicionais de Música (2009). Sua obra Suíte do Vale está entre as finalistas do Concurso Internacional de Composição da Associação Mundial de Bandas e Grupos Sinfônicos (Wasbe, na sigla em inglês), em Utrecht (Holanda). Além do Brasil, Renato já teve trabalhos executados em diversos países, incluindo Espanha, Estados Unidos, Chile, Polônia e México.

Em seu poema épico Os Trabalhos e os Dias, Hesíodo relata o mito de Pandora, que foi enviada por Zeus como uma maldição sobre os homens, por punição pelo roubo de Prometeu. Segundo a narrativa, Pandora abre uma caixa e deixar escapar todos os males do mundo, com exceção da esperança. Nesta obra, diversas sonoridades são confrontadas, cada uma simbolizando um dos males da caixa. A esperança, é retratada por breves corais, que surgem em meio ao caos, e irradiam luz à escuridão dos sons. Caio Facó é mestrando em Composição pela UFRGS. Sua obra tem se destacado internacionalmente, com peças interpretadas pela Filarmônica de Minas Gerais, pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, pelo Mivos Quartet e pelo International Contemporary Ensemble. Foi premiado no Concurso Internacional Novos Compositores, no Prêmio Funarte de Composição Clássica e no Festival Tinta Fresca (2016). Trabalhou com o Ensemble MPMP como compositor associado e foi bolsista do Festival de Campos do Jordão.

Em Menniniana, Marcelo Dino faz referência ao compositor norte-americano Peter Mennin (1923-83), cuja obra e linguagem musical o influenciou fortemente durante os anos de estudo e pesquisa de repertório. A peça é totalmente construída sobre a sonoridade octatônica, sendo desenvolvida a partir de duas ideias musicais centrais. Dino é graduado em Composição e Regência pela Unesp (1998) e é Mestre pela USP (2011). Desde 1996 compõe ativamente música para a televisão. Desde 2003 trabalha como arranjador para a Orquestra Jazz Sinfônica. O primeiro movimento de sua Sinfonia recebeu “Menção Honrosa” na edição 2004 do 2º Concurso Gilberto Mendes de Composição. Seus Três Prelúdios (2005) obtiveram, em 2010, o primeiro lugar no 2º Concurso de Composição do Instituto Villa-Lobos (UFRJ). Sua Abertura Sinfônica “Anhum” (2015) obteve a quarta colocação no Prêmio Jazz Sinfônica Bienal de Composição. Desde 2013, atua como professor no Curso de Trilha Sonora da Pós-Graduação da Universidade Anhembi-Morumbi.

24 ago 2017
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Retirada de ingressos na bilheteria da Sala Minas Gerais a partir do dia 18 de agosto, limitada a duas unidades por CPF. Lotação sujeita à capacidade do espaço.

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