Para celebrar uma década de Filarmônica

Fabio Mechetti, regente
Gabriella Pace, soprano
Adriana Clis, contralto
Matheus Pompeu, tenor
Licio Bruno, baixo-barítono
Concentus Musicum de Belo Horizonte
Iara Fricke Matte, regente do coral
Coro da Osesp
Valentina Peleggi, regente do coral

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SILVA
GUARNIERI
BEETHOVEN
Hino Nacional Brasileiro
Suíte Vila Rica
Sinfonia nº 9 em ré menor op. 125, “Coral”

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Vencedora do Prêmio Carlos Gomes 2010 pela participação na ópera A Menina das Nuvens, Gabriella Pace já cantou sob a regência de maestros como Lorin Maazel, Isaac Karabtchevsky, John Neschling, Roberto Minczuk, Rodolfo Fischer, Luiz Fernando Malheiros, Fabio Mechetti, Sílvio Viegas e Abel Rocha. Foi Ilia em Idomeneo, Eurídice em Orfeo ed Euridice, Giulietta em I Capuleti e i Montecchi, Susanna em As Bodas de Fígaro, Ceci em Il Guarany e Pamina em A Flauta Mágica, dentre muitas outras. Desde 2005 faz parte do trio Duetos e Canções, ao lado do pianista Gilberto Tinetti e da mezzo-soprano Adriana Clis, apresentando-se em recitais de música de câmara por todo o país. Gabriella iniciou os estudos com o pai, Héctor Pace, e foi aluna de Leilah Farah e Pier Miranda Ferraro.

Detentora do Prêmio Carlos Gomes 2002 na categoria Revelação, Adriana Clis tem se apresentado frequentemente como solista junto às maiores instituições musicais do Brasil, nos palcos de ópera, de concertos e de câmara. Adriana iniciou os estudos musicais com a mãe, a professora Marcilda Clis. Fez aulas no Conservatório Tchaikovsky de Moscou com Klara Kadinskaia (Teatro Bolshoi) e aperfeiçoou-se em Milão sob orientação do maestro Pier Miranda Ferraro. Foi premiada no Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (BH/2003), venceu o Concurso Jovens Solistas Eleazar de Carvalho (2002) e, dois anos depois, foi uma das finalistas das audições para Novas Vozes Líricas do Teatro Colón (Buenos Aires), onde integrou a Temporada 2005. No Municipal de São Paulo, participou das produções de As Valquírias (Wagner), A Menina das Nuvens (Villa-Lobos), The Rake’s Progress (Stravinsky) e Cavalleria Rusticana (Mascagni). No Theatro São Pedro, fez o papel-título da ópera Carme (Bizet); no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participou de Rigoletto (Verdi); e de João e Maria (Humperdinck) no Theatro da Paz de Belém.

Matheus Pompeu recebeu reconhecimento internacional por seu desempenho no V Concorso Internazionale di Canto Marcello Giordani (Itália/2015). No Brasil, recebeu o prêmio de Melhor Voz Masculina no VIII Concurso Carlos Gomes (Campinas/2015) e venceu o IV Concurso Jovens Solistas da Sinfônica de Minas Gerais (Belo Horizonte/2013). Na Itália, foi semifinalista do concurso de admissão da academia lírica do Teatro alla Scala (2011) e finalista do processo na academia do Maggio Musicale Fiorentino (2016). Matheus é de Minas Gerais e iniciou seus estudos em Belo Horizonte com Mauro Chantal na Escola de Música da UFMG. Atualmente recebe orientações de Isabel Maresca e Rafael Andrade. Participou masterclasses com Gregory Kunde, Marcello Giordani, Eliane Coelho, Iris Vermillion, Marianne Cornetti e Marco Gandini. É membro do Opera Studio Theatro Municipal de São Paulo, programa para jovens cantores dirigido pelo maestro Gabriel Rhein-Schirato, onde já se apresentou em dezenas de recitais, óperas e operetas, interpretando Tamino em A flauta mágina (Mozart) e Danilo Danilovich em A viúva alegre (Lehár).

O sucesso e amplitude da carreira de Licio Bruno são notáveis entre os cantores brasileiros por suas atuações em ópera, música sinfônica, de câmara e teatro aqui e também no exterior. Aperfeiçoou-se na Academia Franz Liszt, Budapeste, e foi membro da Ópera Estatal Húngara. Já cantou na Itália, Espanha, Alemanha, Suíça, Colômbia e Argentina. No Brasil, Com mais de cinquenta personagens em óperas de diferentes autores, períodos e estilos, os teatros de ópera e salas de concerto são sua casa. Já foi dirigido por Amir Haddad, Jorge Takla, Gianni Rato, Werner Herzog, Hugo de Anna, Aidan Lang, entre outros. Cantou com diversos maestros, entre os quais Lorin Maazel e Isaac Karabtchevsky, das paixões de Bach até Beethoven, Kodály, Stravinsky e Britten, bem como ciclos de Schubert, Mahler, Ravel e Poulenc, entre outros. Licio Bruno é detentor de mais de dez primeiros prêmios em concursos nacionais e estrangeiros e recebeu, em 2004, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Cantor Erudito.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capela, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

Criado em 1994 como Coro Sinfônico do Estado de São Paulo, o Coro da Osesp – como é chamado desde 2001 – reúne um grupo de cantores de sólida formação musical e é uma referência em música vocal no Brasil. Nas apresentações junto à Osesp, em grandes obras do repertório coral-sinfônico, ou em concertos a cappella na Sala São Paulo e pelo interior do estado, o grupo aborda diferentes períodos musicais, com ênfase nos séculos XX e XXI e nas criações de compositores brasileiros, como Almeida Prado, Aylton Escobar, Gilberto Mendes, Francisco Mignone, Liduino Pitombeira, João Guilherme Ripper e Villa-Lobos. Entre 1995 e 2015, o Coro da Osesp teve Naomi Munakata como coordenadora e regente. Em 2014, ela foi nomeada Regente Honorária do grupo. Em 2009, o Coro da Osesp lançou seu primeiro disco, Canções do Brasil, que inclui obras de Osvaldo Lacerda, Mignone, Guarnieri, Marlos Nobre e Villa-Lobos, entre outros nomes nacionais. Em 2013, lançou gravação de obras de Aylton Escobar (Selo Osesp Digital) e, em 2015, registrou obras de Bernstein junto à Orquestra Sinfônica de Baltimore, regida por Marin Alsop, para o selo Naxos. A italiana Valentina Peleggi foi convidada a assumir a regência do Coro para as temporadas 2017 e 2018.

Valetina é Regente Titular do Coro da Osesp e Regente em Residência da Osesp no biênio de 2017-2018. Após atuar em 2016 como Regente Assistente, professora da classe de regência na Academia da Osesp e preparadora do Coro, finalizou o ano aclamada pela crítica, recebendo o Prêmio de Melhor Regente do Ano pela APCA. Formada em regência pelo Conservatório de Música Santa Cecília, em Roma, radicou-se em Londres, onde estudou na Royal Academy of Music. Valentina trabalhou como assistente do maestro Bruno Campanella em produções na Itália, na França e nos Estados Unidos. Já atuou também com a Orchestra della Toscana, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, BBC Concert Orchestra, Tonhalle Orchester, Baltimore Symphony Orchestra e outras. Regente honorária do Coro da Universidade de Florença, onde foi diretora musical por dez anos, venceu o prêmio de regência do Festival Internacional de Campos de Jordão (2014) e a Taki Concordia Conducting Fellowship (2015-17).

Programa de Concerto

Hino Nacional Brasileiro | SILVA

Nascido no Rio de Janeiro em 1795, Francisco Manuel da Silva foi discípulo de dois músicos notáveis da época: José Maurício Nunes Garcia e Sigismund von Neukomm. Com sólida formação musical, Silva foi professor, mestre da Capela Imperial, diretor do Conservatório Imperial de Música do Rio de Janeiro, maestro e compositor da Imperial Câmara. O hino patriótico que viria a tornar-se o nosso Hino Nacional foi composto para celebrar a Abdicação de D. Pedro I. Foi tocado pela primeira vez no dia 13 de abril de 1831. A letra atual, de Osório Duque Estrada, escrita em 1909, oficializou-se no centenário da Independência, em 1922, já consagrada pelo uso popular. Francisco Manuel da Silva morreu em 1865, no Rio de Janeiro, onde foi sepultado com muitas homenagens.

A Suíte Vila Rica foi composta a partir da trilha sonora produzida por Guarnieri em 1957 para o filme Rebelião em Vila Rica. A peça, inicialmente escrita para ilustrar as cenas do filme, foi reelaborada, no ano seguinte, sob formato orquestral e estreada em 1958 pela Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, sob a regência do autor. A obra desse período de Guarnieri constituiu-se em uma expressão emblemática de aspectos peculiares do “nacional-modernismo” através de configurações rítmicas e melódicas diretamente ligadas à identidade brasileira. É possível reconhecer, na Suíte, elementos inspirados nas modinhas, toadas, cantigas infantis, rodas das violas caipiras e danças de origem africana – há, inclusive, o tema da canção folclórica mineira Tim, tim oi lá lá. Em ambiente sonoro singular, os temas apresentados na Suíte ilustram o contexto dramático do filme inspirado nos ideais da Inconfidência Mineira, transpostos para os anos de 1940 em Ouro Preto, onde estudantes universitários se rebelam em tempos opressivos de ditadura reivindicando a demissão de um tirânico reitor. Os personagens da trama são batizados com nomes de personalidades históricas da Inconfidência, como o poeta Gonzaga, a musa Marília, o herói Xavier e o traidor Silvério. Este ciclo foi a única obra produzida por Guarnieri com finalidade cinematográfica. Rebelião em Vila Rica foi um dos primeiros filmes coloridos produzidos no Brasil, com roteiro dos mineiros Geraldo e Renato Santos Pereira.

Poucas obras de Beethoven tiveram gênese tão trabalhosa quanto a última das nove sinfonias. Ao que parece, a ideia de pôr música na Ode à Alegria de Schiller já aparece em 1792, poucos anos após o grande poeta romântico ter publicado seus versos. Em 1807, Beethoven concebe a Fantasia op. 80 para piano, coro e orquestra, concluída no ano seguinte, a qual revela aspectos que aparecem como uma espécie de ensaio para procedimentos que serão utilizados na Nona. Em 1823, Beethoven já havia composto os três primeiros movimentos da sinfonia, e, ao final desse mesmo ano, ganha corpo a ideia de concluí-la com o uso de vozes humanas e o emprego do poema de Schiller. Esse monumento da música ocidental só foi completado em 1824. A Nona foi estreada em maio do mesmo ano em Viena, no Theater am Kärntnertor, com a A Consagração da Casa, op. 124 e três partes da Missa Solemnis. Foi um evento emocionante, em que Beethoven, após doze anos sem subir ao palco, dividiu-o com o regente Michael Umlauf. Por esta, e pela obra, Beethoven foi várias vezes ovacionado!

17 fev 2018
sábado, 20h30

Sala Minas Gerais
ingresso indisponível

Aguarde. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 16 de janeiro de 2018. Caso queira ser avisado(a) por nós sobre a abertura da bilheteria, envie um e-mail para contato@filarmonica.art.br ou cadastre-se no fim desta página.

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18 fev 2018
domingo, 19h00

Sala Minas Gerais
ingresso indisponível

Aguarde. Os ingressos serão vendidos a partir do dia 16 de janeiro de 2018. Caso queira ser avisado(a) por nós sobre a abertura da bilheteria, envie um e-mail para contato@filarmonica.art.br ou cadastre-se no fim desta página.

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