Uma homenagem a Debussy

Fabio Mechetti, regente
Robert Lakatos, violino

|    Presto 2018

|    Veloce 2018

DEBUSSY
SIBELIUS
FRANCK
DEBUSSY
Rondes de Printemps
Concerto para violino em ré menor, op. 47
O caçador amaldiçoado
La mer

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

O jovem Robert Lakatos começou a ganhar projeção internacional após vencer, em 2015, a Competição Pablo Sarasate, na Espanha. Desde então, apresentou-se com importantes orquestras da Europa, como as filarmônicas de Belgrado, Málaga e Cracóvia; e as sinfônicas de Navarra e Istambul. Nascido em uma família de músicos, na Sérvia, Robert aprendeu a tocar com o próprio pai, Imre Lakatos. Atualmente, estuda na Universidade de Viena com Julian Rachlin. Também subiu ao palco de diversos festivais e recebeu outros prêmios, como Andrea Postacchini, na Itália; o Jeunesses Musicales, na Romênia; e o Merry Smart, em Nova York. É professor de violino da Escola de Artes de sua cidade natal, Novi Sad. Seu instrumento é um Lorenzo Storioni de 1789, generosamente cedido pela Goh Family Foundation.

Programa de Concerto

Jean Sibelius viveu boa parte da vida em Järvenpää, uma calma e solitária região florestal da Finlândia, a alguns quilômetros ao norte de Helsinque. O Concerto para violino foi composto em 1903, justamente quando o compositor se instalou na cidadezinha. É uma peça que exige do solista técnica impecável e um virtuosismo que só se torna convincente quando aliado a uma sobriedade expressiva devidamente calculada. Desde sua estreia, em 1905, com o violinista Karl Halir sob regência de Richard Strauss, o Concerto incorporou-se definitivamente ao repertório violinístico. A partir daí, a popularidade de Sibelius cresceu com o passar dos anos, e ele foi rapidamente reconhecido como o mais importante e influente músico do nacionalismo finlandês. Sua obra adquiriu o status de símbolo patriótico, ainda que seja fruto, sobretudo, de uma necessidade muito pessoal, íntima, de busca de crescimento espiritual. Espontaneamente, entretanto, Sibelius soube expressar a essência de sua terra e o reconhecimento internacional de sua obra tornou-a motivo de orgulho nacional.

Entre 1904 e 1905, Debussy elabora ou conclui algumas de suas obras mais importantes, entre elas a orquestral La mer. No plano pessoal, porém, ele passa por um momento turbulento: em junho de 1904, abandona sua esposa Lily, com quem estava casado havia cinco anos, e passa a viver com a cantora Emma Bardac. Em razão disso, Lily tenta o suicídio em outubro. Foi um escândalo social. Todavia, Debussy e Emma continuam juntos, obtêm os respectivos divórcios e passam a habitar uma bela mansão em Paris. No outono de 1905, nasce a única filha do casal, Claude-Emma, a quem Debussy chamava carinhosamente Chouchou. Nesse mesmo outono é estreada La mer, cuja composição fora iniciada dois anos antes. A obra não foi bem recebida – nem tampouco as outras da mesma safra –, talvez muito em função do escândalo de seu rompimento com Lily e de sua união com Emma. No entanto, trata-se de uma peça fundamental na linguagem debussyana, e uma das mais significativas do nosso tempo. Aqui, o compositor francês deixa de vez de se interessar pela dureza da tonalidade. Interessa-lhe muito mais a fluidez sempre cambiante que observa no mar, e que transpõe para o plano sonoro, reinventando com aguda personalidade a música e a linguagem musical.

20 set 2018
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

21 set 2018
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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