A catedral sinfônica de Bruckner – filho

Henrik Schaefer, regente convidado
Lucas Thomazinho, piano

BARTÓK
BRUCKNER
Concerto para piano nº 2
Sinfonia nº 5 em Si bemol maior

Henrik Schaefer, regente convidado

Henrik Schaefer é, desde janeiro de 2014, o Diretor Musical da Ópera de Gotemburgo, na Suécia, um dos principais teatros do Norte da Europa. Aos 22 anos, ele ingressou na Filarmônica de Berlim como violista – era então o mais novo membro da orquestra. Nessa época, estudou regência orquestral na Escola de Música de Leipzig. No ano 2000, foi escolhido por Claudio Abbado como seu assistente e, nesta função, regeu por muitas vezes a Filarmônica de Berlim. Sua carreira de regência começou com uma produção de balé de A Sagração da Primavera de Stravinsky, com os corpos artísticos do Gewandhaus de Leipzig. Desde então, tornou-se um maestro requisitado também para obras de Wagner, Mozart e óperas românticas italianas e francesas. Schaefer tem regido como convidado nas óperas em Leipzig, Rouen, Chemnitz, Seul, Hong Kong entre outras. Como regente convidado para concertos sinfônicos, tem tido muito sucesso em todo o mundo com as sinfônicas de Tokyo e Helsingborg, as filarmônicas de Osaka e Stuttgart, as orquestras da rádios da Suécia e Holandesa, entre outras.

Aos nove anos de idade, Lucas Thomazinho ganhou seu primeiro concurso como pianista. Desde então, já foram mais de uma dezena de prêmios no Brasil, Portugal, Estados Unidos e Alemanha. Nascido em 1995, o jovem pianista é graduando em Música na Universidade de São Paulo – USP, onde é orientado pelo pianista Eduardo Monteiro. Desde o início de seus estudos, foi bolsista na Fundação Magda Tagliaferro, tendo tido como professores Zilda Candida dos Santos, Armando Fava Filho e Flavio Varani. Thomazinho já atuou como solista de diversas orquestras, como a espanhola Sinfônica da RTVE, a portuguesa Filarmonia das Beiras, a Sinfônica de Campinas e a Filarmônica de Minas Gerais. Como recitalista, já se apresentou na Sala São Paulo, Casa da Música (Portugal), Masp, Sala Cecília Meireles e outros. Em 2017 lançou seu primeiro álbum pelo selo KNS Classical.

Programa de Concerto

Concerto para piano nº 2 | BARTÓK

O êxito do Concerto para piano nº 2 em Frankfurt, no dia 23 de janeiro de 1933, marcou a última apresentação pública de Béla Bartók na Alemanha, quando o compositor estava no auge de sua carreira pianística. Desde os 18 anos Bartók pesquisou as manifestações musicais populares de seu país e estendeu suas pesquisas até o Norte da África e a Turquia. Recolheu, classificou e analisou milhares de canções, em busca de procedimentos musicais comuns a diferentes culturas camponesas. Assimilou sua surpreendente riqueza rítmica e o uso sistemático de modos seculares e contribuiu decisivamente para a renovação da linguagem musical contemporânea. Ao mesmo tempo, Bartók elaborou uma síntese original de certos aspectos da música ocidental, reconhecendo influências do piano de Liszt e de três grandes compositores: Debussy, Beethoven e Bach. Sua escrita orquestral visa, sobretudo, a variedade das cores, desenhada pela alternância dos naipes ao longo dos três movimentos do Concerto. Obra da plena maturidade de Béla Bartók, o Concerto para piano nº 2 apresenta algumas das características mais marcantes de sua linguagem: a simetria formal matematicamente calculada, o contraste dinâmico dos ritmos alternados e da irregularidade métrica, a indefinição tonal e o intenso lirismo.

Aos treze anos, Bruckner tornou-se aluno do deslumbrante mosteiro barroco de São Floriano, em meio a uma paisagem bucólica, maravilhosas obras de arte e um órgão magnífico. Durante toda a vida, permaneceu devotado aos ensinamentos religiosos dos monges que o educaram, e sua música teve a religiosidade como impulso principal. Sua maneira de compor inspira-se na escrita para o órgão, instrumento religioso por excelência e que ele dominava com maestria. Escreveu música para a glória de Deus – sob esse aspecto, sua arte lembra a de Schütz, a de Bach, a de César Franck e antecede a de Messiaen. Foi um notável professor de harmonia, contraponto e órgão. Quando conheceu a obra de Wagner, Bruckner, perto dos 40 anos, iniciou com entusiasmo juvenil um novo período de experiências. Mesmo sendo um discípulo com personalidade oposta à do mundano mestre de Bayreuth, Bruckner o venerou e dele assimilou a ousadia harmônica e a ciência da orquestração. A Sinfonia nº 5, elaborada entre 1875 e 1878, é a mais monumental obra do compositor e também a mais austera. Em suas próprias palavras, “o que já fiz melhor em termos de contraponto”. Bruckner não chegou a ouvi-la. O texto original foi publicado apenas em 1939, recuperado por Robert Haas.

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