A Finlândia de Sibelius e Mustonen

Olli Mustonen, regente convidado e piano

|    Allegro 2022

|    Vivace 2022

MUSTONEN
MOZART
SIBELIUS
HINDEMITH
Velha igreja em Petäjävesi
Concerto para piano nº 25 em Dó maior, K. 503
Tapiola, op. 112
Metamorfose sinfônica sobre temas de Weber

Olli Mustonen, regente convidado e piano

Seguindo os passos de mestres como Rachmaninov, Busoni e Enescu, o finlandês Olli Mustonen ocupa um espaço único no mundo sinfônico ao combinar diferentes papeis em seu trabalho: é, em igual e fascinante medida, regente, compositor e pianista. Durante seus 35 anos de carreira, já se apresentou com a algumas das mais importantes orquestras do mundo, como todas as de Londres, as filarmônicas de Berlim, Nova York e Los Angeles e a Sinfônica de Chicago. Como compositor, tem convicção de que cada apresentação deva ter o frescor da estreia, de modo que público e orquestra reconheçam o compositor como um organismo vivo. Em respeito ao ditado de Mahler, de que a tradição pode ser preguiçosa, Olli Mustonen em igual medida desconfia de apresentações que apenas buscam ser diferentes. Essa ideia permite que o maestro circule confortavelmente entre o repertório clássico e os novos autores. Recentemente, regeu a estreia de novos e importantes trabalhos à frente das filarmônicas de Tampere e de Helsinque a da Sinfônica de Melbourne. Ao mesmo tempo, como forte expoente da música de Prokofiev, Mustonen já tocou e gravou todos os concertos para piano do compositor russo ao lado da Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa. Nascido em Helsinque, Olli Mustonen começou a estudar piano, cravo e composição com apenas cinco anos.

Programa de Concerto

Paul Hindemith foi um dos mais importantes compositores do século XX. Seu estilo, chamado de neoclássico, foi influenciado pelas técnicas contrapontísticas de J. S. Bach. Suas Metamorfoses Sinfônicas (1943) se originaram de um antigo projeto para um balé – não realizado – que consistia de uma suíte orquestral sobre temas de Carl Maria von Weber. Entretanto, ao contrário do sugerido pelo título, trata-se de variações sobre peças inteiras, e não apenas sobre temas melódicos. Hindemith criou uma música tipicamente pessoal, com novas partes acrescentadas em contraponto, harmonias enriquecidas, ajustes rítmicos e estruturais e toda uma orquestração diferente. Apesar disso, os traços gerais das peças de Weber podem ser reconhecidos sob as variações. Cada um dos quatro movimentos baseia-se em uma peça diferente, na maior parte duetos de pianos, com exceção do segundo movimento, que utiliza a Abertura de Turandot. A estreia da peça se deu em 1944, com Arthur Rodzinski à frente da Filarmônica de Nova York.

28 abr 2022
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

29 abr 2022
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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