A força inquebrantável de Beethoven

Fabio Mechetti, regente
Leonardo Altino, violoncelo

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PROKOFIEV
BEETHOVEN
Sinfonia Concertante, op. 125
Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 36

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Elogiado pela revista Strad por sua “inteligência musical excepcional e som excepcionalmente cultivado”, o brasileiro Leonardo Altino acompanhou como solista as orquestras Sinfônica de Boston, Filarmônica de Bogotá, as sinfônicas de Jackson e de Memphis, New England Chamber, Pro Symphony Musica, Brasileira, Nacional de Chile, de Odense e de São Paulo. Trabalhou com os maestros Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Fabio Mechetti, Carl Saint Clair, Benjamin Zander, entre outros. Como camerista, tem colaborado com músicos como Monique Duphil, Ilya Gringolts, Oleh Krysa, Steven Mackey, Antonio Meneses, Giora Schmidt e o Quarteto Miró. Com sua esposa, a violinista Soh-Hyun Park Altino, e o pianista Victor Asuncion, integra o Dúnamis Trio. Professor apaixonado e mentor de jovens músicos, Leonardo ensinou por muitos anos na Rudi E. Scheidt School of Music da Universidade de Memphis, EUA, e ensina violoncelo e música de câmara no Conservatório de Música da Wheaton College, em Chicago. Ele é frequentemente convidado para realizar masterclasses e ensinar em festivais ao redor do mundo.

Programa de Concerto

Sinfonia Concertante, op. 125 | PROKOFIEV

A Sinfonia-Concerto, op. 125 de Prokofiev, mais conhecida como Sinfonia Concertante, é, nas palavras do próprio compositor, uma reelaboração de seu Concerto para violoncelo, op. 58. Os primeiros esboços do Concerto para violoncelo datam de 1933, época em que o compositor iniciou seu processo de repatriação. Na Sinfonia Concertante, algumas das características típicas do estilo de Prokofiev convivem lado a lado: as inovações tímbricas, uma criatividade melódica sem limites e certa aspereza harmônica. A parte do violoncelo exige um instrumentista impecável, pois que os solos são de dificuldade ímpar, tanto do ponto de vista técnico quanto musical. O primeiro movimento (Andante) é lento e possui dois temas: um primeiro, ardente e apaixonado, e um segundo, mais leve e tranquilo. O segundo movimento (Allegro giusto) é o mais dramático dos três, com solista e orquestra em perfeita sintonia. O primeiro tema é extremamente empolgante, enquanto a exuberância do segundo representa um contraste admirável. O terceiro movimento (Andante con moto) é uma variação em três partes. O primeiro tema inicia-se lento e, pouco a pouco, transforma-se em uma dança. O segundo tema tem ares de canção folclórica. Ambos são trabalhados ao longo do movimento até atingir uma coda trepidante que encerra a Sinfonia de maneira surpreendente.

Embora seja uma obra característica de sua primeira fase, a Segunda Sinfonia já mostra claramente o afastamento de Beethoven da ascendência de seu mestre Haydn. É tida como uma das últimas composições desse período. Notam-se nela, por isso, algumas particularidades: Beethoven já substitui, aí, o minueto clássico pelo scherzo. “Plena de ideias novas, originais e poderosas” é como a descreve em 1804 um crítico do Musikalische Zeitung de Leipzig. Talvez por isso mesmo ela tenha sido um choque em sua estreia, antecipando a Eroica, que haveria de vir. A obra foi terminada no verão de 1802, durante a estada de Beethoven em Heiligenstadt. Em outubro do mesmo ano, ele escreve o patético Testamento, que comprova a consciência trágica da sua ainda incipiente surdez.

16 abr 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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O programa deste concerto foi impresso em papel doado pela Resma Papeis.

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17 abr 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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