A harpa como protagonista

Marcelo Lehninger, regente convidado
Clémence Boinot, harpa

|    Presto

|    Veloce

STRAVINSKY
PIERNÉ
RAVEL
SHOSTAKOVICH
Suíte nº 2 para pequena orquestra
Peça de concerto para harpa, op. 39
Introdução e Allegro
Sinfonia nº 1 em fá menor, op. 10

Marcelo Lehninger, regente convidado

Atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Grand Rapids, nos Estados Unidos, o brasileiro Marcelo Lehninger também foi Diretor Artístico e Regente Titular da Sinfônica de New West e Regente Associado da Sinfônica de Boston. Ele tem conduzido diversos grupos da América do Norte, como as sinfônicas de Chicago, Houston, Baltimore, Seattle, Toronto, Detroit e a Filarmônica de Rochester. Na Europa, atuou na Suíça e na Eslovênia, além de ter auxiliado o então Diretor Artístico da Orquestra do Concertgebouw, Mariss Jansons, na turnê de 2015. Antes de se formar no Conductors Institute da Bard College em Nova York, Lehninger estudou violino e piano. Durante o ano de 2010, foi Regente da Assistente da Filarmônica de Minas Gerais.

Clémence é apaixonada pela harpa desde os cinco anos. Começou a estudar o instrumento orientada por Isabelle Lagors em sua cidade natal, Cergy-Pontoise, na França. Seu amor continuou a crescer e, aos 20, ingressou na Haute École de Musique de Genebra, na Suíça. Em 2013, após seis anos de aperfeiçoamento sob orientação de Florence Sitruk, Clémence concluiu seu bacharelado com honra. Dois anos depois, tornou-se Mestre em Pedagogia. Concluiu os estudos em 2017 com um mestrado em Solo Performance. Paralelamente, Clémence participou de vários projetos de música de câmara e foi membro-fundadora do grupo Caravelle. Clémence foi professora de harpa por muitos anos e adora compartilhar seu conhecimento com os estudantes. Em 2017, foi convidada a ensinar jovens harpistas no Neojiba, em Salvador, Bahia. Com essa dessa experiência, ela se encantou pelo Brasil e, poucos meses depois, juntou-se à Filarmônica de Minas Gerais.

Programa de Concerto

Suíte nº 2 para pequena orquestra | STRAVINSKY

Durante a Primeira Guerra Mundial, o russo Igor Stravinsky deixou seu país e mudou-se para a Suíça. Nesse período o compositor iniciou a composição das duas Suítes para pequena orquestra que o fariam deixar o universo da música popular e nacionalista russa em direção a um estilo mais internacional. Tal trajetória o levaria, por fim, a compor História do Soldado em 1918. A orquestração foi finalizada, inicialmente a pedido de uma sala de música parisiense que desejava pequenos trechos de música incidental para acompanhar uma produção. Em seu livro Crônica de uma amizade, Stravinsky relata que a composição, como fora escrita por ele, só fora mantida nas primeiras apresentações. “Quando retornei para ver o ensaio novamente, um mês depois, descobri que havia muito pouco do que eu tinha escrito. Tudo estava absolutamente confuso; faltavam alguns instrumentos e outros foram substituídos por outros, e a música em si se tornou irreconhecível. Foi uma boa lição”. Na descrição de Stravinsky, a peça deve conter flauta, flautim, oboé, dois clarinetes, dois fagotes, trompa, dois trompetes, trombone, tuba, três percussionistas, piano e cordas.

Ao longo do século XIX e durante o início do século XX, na medida em que o papel da harpa dentro de uma orquestra se expandia, o repertório para o instrumento também aumentava. No século XIX, figuras como Berlioz, Wagner e Tchaikovsky fizeram suas contribuições. Gabriel Pierné publicou sua Peça de concerto para harpa na abertura das cortinas do novo século, em 1903, e a harpista Henriette Renié foi a solista da estreia. Seu tempo como aluno do Conservatório de Paris foi importante para convencê-lo do legado daquela escola para a harpa. A convivência com alguns dos mais talentosos harpistas do mundo o fez incorporar aspectos da técnica da harpa em sua composição.

Um dos mais emblemáticos trabalhos para harpa do Século XX, Introdução e Allegro foi concebido entre 1905 e 1906 por Ravel. Comissionado pela fábrica de harpas Érard para demonstrar as expressivas possibilidades da harpa de pedal produzida pela empresa, a peça é uma aparente resposta a outra obra comissionada. Encomendada pela fábrica Pleyel, a partitura Danças sagradas e profanas, de 1903, foi concebida para apresentar a novíssima harpa cromática e também serviu de peça de teste para as aulas no Conservatório de Bruxelas. Introdução e Allegro, por sua vez, foi testada no Conservatório de Paris. A obra estreou em 22 de fevereiro de 1907 no Cercle Musical, em Paris, tendo Micheline Kahn como solista. Segundo o estudioso da música francesa Roger Nichols, mesmo diante de uma esfera limitada e um esquema harmônico e formal específico, Ravel encontra espaço para experimentar com timbres orquestrais. Originalmente para harpa, quarteto de cordas, flauta e clarinete, Introdução e Allegro ganhou orquestração posteriormente.

Na noite de 12 de maio de 1926, após um concerto da Filarmônica de Leningrado (atual São Petersburgo), um tímido rapaz de apenas dezenove anos subia ao palco para receber os cumprimentos entusiasmados da plateia. Seu nome era Dmitri Dmitriyevich Shostakovich e a obra em questão era a sua Sinfonia nº 1, escrita como peça de formatura da classe de composição e ouvida como a revelação de um grande talento. A orquestração leve dessa obra, criada antes das pressões do regime stalinista, seria por muito tempo uma marca registrada de Shostakovich, assim como a tendência neoclássica. Uma certa melancolia, que o acompanharia por toda a vida, já pode ser percebida, assim como a alternância entre momentos alegres e passagens trágicas. Ainda hoje considerada uma de suas melhores criações, a Primeira Sinfonia apresenta as principais influências que compositor tivera nos anos de juventude: a música russa de Stravinsky, Prokofiev e Tchaikovsky, e o colorido da música popular ouvida nas ruas e teatros da época.

baixar programa

6 jun 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

|    mais informações sobre ingressos

7 jun 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

|    mais informações sobre ingressos
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sáb
26 27 28 29 30 31 1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 1 2 3 4 5 6