A ópera de Beethoven

Fabio Mechetti, regente
Kara Shay Thomson, soprano
Kristian Benedikt, tenor
Carla Cottini, soprano
Matheus Pompeu, tenor
Savio Sperandio, baixo
Licio Bruno, barítono
Concentus Musicum de Belo Horizonte, coro
Iara Fricke Matte, regente do coro
André Heller-Lopes, diretor de cena

|    Presto 2020

|    Veloce 2020

BEETHOVEN
Fidelio

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Segundo a revista Opera News, a soprano Kara Shay Thomson “apresentou uma elegante performance como Leonore, em Fidelio, uma bem-vinda incursão na única ópera de Beethoven”. Outros importantes papéis interpretados em sua trajetória são Marta em Tiefland, a personagem que dá título a Turandot, Magda Sorel em O Cônsul e Balkis em A Rainha de Sabá. Já colaborou com as óperas de Sarasota, Dayton, Odyssey, Florida, Utah, Atlanta, Portland, Virginia e Kentucky.

O tenor lituano construiu uma reputação como um dos principais interpretes de Otelo, de Verdi. Ele já cantou esse exigente papel mais de 115 vezes: na Ópera de Bellas Artes, no México, no Teatro Filarmônico, em Verona, Itália, na Ópera Estatal de Viena e de Munique e tantos outros palcos. Sua carreira começou no Teatro Nacional de Ópera e Balé da Lituânia, onde interpretou mais de vinte papeis diferentes. Sua estreia na Royal Opera House, em Londres, foi sob a batuta de Antonio Pappano, com o papel de Canio, em Pagliacci. Já se apresentou sob a batuta de Marcello Violli, Riccardo Chailly, Marco Armiliato, Maurizio Barbacini, Paolo Carigniani e Asher Fisch.

Vencedora do Prêmio Revelação no 10º Concurso de Canto Maria Callas da cidade de Jacareí, em 2011, Carla Cottini tem se destacado por integrar em suas performances apurada técnica, belo timbre e marcante presença cênica. Estreou no Theatro Municipal de São Paulo em dezembro de 2011 como Ida em O Morcego e como Musetta em La Bohème, com a Sinfônica do Sergipe. Em 2012 cantou a estreia mundial da Fantasia Gabriela de André Mehmari, escrita por encomenda da Sinfônica da Bahia para as comemorações do centenário de Jorge Amado. Foi Zerlina no Theatro Municipal de São Paulo, na produção de Don Giovanni dirigida por Pier Francesco Maestrini. Em Valencia, Espanha, debutou como Susanna em Le Nozze di Figaro. Em 2015 foi Norina em Don Pasquale, no Teatro Sociale di Rovigo, Itália. Além de sua dedicação ao canto lírico, Cottini tem formação em artes cênicas, jazz dance e balé clássico. A cantora é Mestre em interpretação operística no Conservatório Superior de Música Joaquín Rodrigo de Valencia, Espanha, sob orientação de Ana Luisa Chova. Tem como tutora a soprano Eliane Coelho.

Matheus Pompeu iniciou seus estudos vocais em Belo Horizonte com Mauro Chantal, seguindo para São Paulo, onde foi instruído por Isabel Maresca. Recebeu reconhecimento internacional por seu trabalho em 2015, quando foi duplamente premiado no V Concorso Internazionale Marcello Giordani, na Itália. No Brasil venceu o VIII Concurso Carlos Gomes e o IV Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Fez sua estreia europeia com Pequena Missa Solene, de Gioachino Rossini, sob a batuta do maestro Fabio Biondi, no Palau de les Arts Reina Sofía, na Espanha. Desde 2017, é membro do Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, onde tem se destacado em importantes produções de ópera, concertos e recitais. Foi Tamino em A Flauta Mágica, Corrado em O Corsário, Alfredo em La Traviata, Don Alvaro em O Guarani, Rodolfo em La Bohème, entre outros. No repertório sinfônico, destaque para a Grande Missa em dó menor, de Mozart, e a Nona Sinfonia, de Beethoven.

A voz e a presença cênica marcantes de Savio Sperandio o fazem um dos artistas mais solicitados do Brasil, tendo se apresentado em óperas nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo, Theatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus), Palácio das Artes de Belo Horizonte, entre outros. No exterior, cantou como Bartolo em O barbeiro de Sevilha no Teatro Colón (Argentina), no Festival de Ópera de Ercolano (Itália) e no Teatro Real de Madrid (Espanha). Também se apresentou no Rossini Opera Festival, no Teatro Arriaga de Bilbao e no Palau de les Arts Reina Sofia de Valência, entre outros. Trabalhou com nomes como Emilio Sagi, Alberto Zedda e Roberto Abbado. Recentemente, participou das montagens de The Rake's Progress, Nabucco, Romeo e Julieta e Aida.

Artista de trajetória notável entre os cantores brasileiros, Licio Bruno atua como cantor, diretor cênico, professor universitário e consultor artístico. Bacharel em Canto pelo Conservatório Brasileiro de Música, Mestre em Performance pelo Proemus-UNIRIO, cursou aperfeiçoamento em Ópera e Repertório Sinfônico pela Franz Liszt Academy of Music, Budapeste. Como professor, atua na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Casa de Artes Laranjeiras e no FACI/Alpha Cursos. Recebeu o Prêmio Carlos Gomes 2004 como Melhor Cantor Erudito. Em 30 anos de sólida carreira, recebeu dez primeiros prêmios em concursos nacionais e internacionais e viveu mais de 75 personagens em óperas de diferentes autores e estilos. Atua no Brasil, Europa, América Latina e Indonésia. Foi membro e artista convidado da Ópera Estatal Húngara. Licio Bruno participou do concerto inaugural da Filarmônica de Minas Gerais, em 2008, e do concerto de comemoração dos dez anos da Orquestra, além de outras aparições como artista convidado.

O Concentus Musicum de Belo Horizonte estreou em 2016 junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais na apresentação do Requiem de Mozart, dando início a uma frutífera parceria. Idealizado pela regente Iara Fricke Matte, é um grupo vocal e/ou instrumental misto formado por profissionais altamente qualificados unidos pelo objetivo de contribuir para a difusão da música erudita em uma perspectiva historicamente embasada. Dedica-se à interpretação de obras dos períodos Barroco, Clássico e do Renascimento, bem como de um seleto repertório contemporâneo. O foco do seu trabalho de interpretação está na compreensão do discurso musical e sua relação com o texto poético, a sonoridade, a articulação e rítmica das palavras e também com o contexto histórico das obras. Alguns de seus projetos incluem o Concerto Família Bach e o Concerto Lux Aeterna, este último com obras de compositores modernos e contemporâneos para coro e órgão de tubos.

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte dedica-se ao estudo e apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascimento e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada e na sua afinidade com a música de J. S. Bach. Professora de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é pós-doutora em Regência pela University of Southern California; doutora e mestre em Regência Coral pelas universidades de Indiana e de Minnesota, Estados Unidos, com especialização em Música Antiga e História da Música. Como regente titular e diretora artística do Ars Nova – Coral da UFMG, realizou concertos no Brasil e no exterior. Dirige a Série Fermata, da UFMG. Em 2016, idealizou o Concentus Musicum de Belo Horizonte. Em 2019, assumiu a regência e direção artística da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFMG e idealizou o Núcleo Estável do Concentus Musicum de Belo Horizonte, grupo vocal com 12 cantores selecionados.

André Heller-Lopes é professor da Escola de Música da UFRJ e especialista em ópera e música de concerto. Ganhou por três vezes consecutivas o prêmio Carlos Gomes de Melhor Diretor Cênico de Ópera do Brasil e foi indicado ao Opera Awards em 2014, com o espetáculo Sonho de uma noite de verão. Especializou-se na Royal Opera House Covent Garden de Londres, na Ópera de São Francisco e na Metropolitan Opera de Nova York. Foi Diretor Artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e dirigiu óperas e concertos por todo o país e também na América Latina, além de passagens elogiadas por Portugal, Estados Unidos, Áustria, Inglaterra e Malásia. Heller-Lopes também é conhecido por seus trabalhos de formação de novos talentos e popularização do teatro lírico no Brasil.

Programa de Concerto

3 dez 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

4 dez 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 03/12/2020 8:30 PM America/Sao_Paulo A ópera de Beethoven false DD/MM/YYYY