A orquestra romântica II

José Soares, regente
Marcus Julius Lander, clarinete
João Carlos Ferreira, viola

|    Fora de Série 2021

BERLIOZ
BRUCH
TCHAIKOVSKY
RIMSKY-KORSAKOV
Romeu e Julieta, op. 17: Grande Festa nos Capuletos
Concerto para clarinete e viola em mi menor, op. 88
A Tempestade, "Abertura Fantasia", op. 18
Abertura A Grande Páscoa Russa, op. 36

José Soares, regente

José Soares é Regente Assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde o início de 2020. Natural de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho deste mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Marcus Julius é Bacharel em Clarinete pela Unesp, na classe de Sérgio Burgani. Também foi aluno de Luis Afonso “Montanha” na USP e de Jonathan Cohler no Conservatório de Boston. Atuou como spalla na Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e chefe de naipe nas orquestras Jovem de Guarulhos, do Instituto Baccarelli e da Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Integrou a Orquestra Acadêmica da Cidade de São Paulo e o Quarteto Paulista de Clarinetas. Foi professor no Festival de Verão Maestro Eleazar De Carvalho 2014 (Itu – Brasil) e no VII Taller para Jóvenes Clarinetistas (Lima – Peru). Apresentou-se como palestrante nos conservatórios de Shenyang e Tai-Yuan (China) e no Instituto Superior de Música del Estado de Veracruz (Xalapa – México). Marcus Julius foi jurado na Royal Musical Collection International Clarinet Competition (Baoding – China) e no 3º Concurso Devon & Burgani (São Paulo – Brasil). Como artista residente, foi recebido no 8º Festival Internacional de Clarinete e Saxofone de Nan Ning (China, 2010), Festival Internacional de Clarinetes de Pequim (China, 2014), Dream Clarinet Academy em Baoding (China, 2017), IV Congresso Latino-americano de Clarinetistas (Lima – Peru, 2019) e na Thailand International Clarinet Academy (Bangkok – Tailândia, 2019). Atualmente é o Clarinete Principal da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, artista Royal Global e D’addario Woodwinds.

João Carlos nasceu em Juiz de Fora e iniciou sua atuação como violista na Filarmônica, onde ocupa a posição de Viola Principal, em 2009. Foi também músico da Orquestra Sinfônica Brasileira e membro do Quarteto Radamés Gnattali, com o qual recebeu o Prêmio Rumos Itaú Cultural 2007-2009. Entusiasta da música de câmara, dirige o Trio Villani-Côrtes, composto também por Jovana Trifunovic e Eduardo Swerts. O grupo foi contemplado pelo Natura Musical e lançou recentemente o álbum Três Tons Brasileiros. Como solista, João Carlos apresentou-se junto à Petrobras Sinfônica e as orquestras sinfônicas do Espírito Santo, da UFMG, UFRJ e com a própria Filarmônica. Outras atuações de destaque foram ao lado de Antonio Meneses, Roman Simovic, Márcio Carneiro, Quarteto Bessler e Sigiswald Kuijken.

Programa de Concerto

Romeu e Julieta, op. 17: Grande Festa nos Capuletos | BERLIOZ

Hector Berlioz foi o primeiro compositor a compreender o expressivo potencial da orquestração como uma arte em si, e não somente em função de uma história ou enredo. Mesmo para o jovem Richard Wagner, recém-chegado em Paris, a interpretação de Berlioz para o clássico Romeu e Julieta soou como “a revelação de um novo mundo na música. Eu estava todo ouvidos para tudo o que eu ainda não havia conhecido e [depois de ouvir Romeu e Julieta] eu tive que tentar explicar para mim mesmo”. Em 1839, Wagner tinha 26 anos e ainda era praticamente desconhecido do mundo da música. Berlioz já era dono de uma trajetória pavimentada pela Sinfonia Fantástica e por Haroldo na Itália. Assim como em Quadrilha, eterna poesia de Drummond, Wagner fora influenciado por Berlioz, que por sua vez teria sido inspirado por Beethoven. A ideia de escrever uma symphonie dramatique nem tinha passado pela cabeça de Berlioz antes de dois eventos decisivos em sua vida criativa. O primeiro deles ocorreu no outono de 1827 no teatro Odeon em Paris, quando conheceu no palco a atriz irlandesa Harriet Smithson, sua futura Julieta e esposa. A outra força motivadora só viria um ano depois, em 1928, quando Berlioz ouviu uma apresentação das sinfonias nº 3 e nº 5 do gênio de Bonn: “Com Beethoven, abriu-se diante de mim um novo mundo da música, assim como Shakespeare abriu um novo universo na poesia”, explicou. O resultado é uma obra sem precedentes e com tamanha originalidade que não inspira sequências ou imitações.

3 jul 2021
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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