A Pernambucana e a Patética – filho

Marcos Arakaki, regente convidado
Dana Zemtsov, viola

GUERRA-PEIXE
HINDEMITH
TCHAIKOVSKY
Suíte Sinfônica nº 2, “Pernambucana”
Der Schwanendreher
Sinfonia nº 6 em si menor, op. 74, "Patética"

Marcos Arakaki, regente convidado

Maestro, professor e palestrante, Marcos Arakaki é natural de São Paulo. Bacharel em Violino pela Universidade Estadual Paulista e mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts, Arakaki foi o vencedor do I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e do I Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Marcos Arakaki tem regido regularmente as principais orquestras sinfônicas brasileiras além de orquestras nos Estados Unidos, México, Argentina, República Tcheca e Ucrânia. Colaborou com importantes artistas, como Pinchas Zukerman, Luíz Filíp, Victor Julien-Laferrière, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, Sofya Gulyak, Vladimir Feltsman, Ricardo Castro, Yamandu Costa, entre outros. Como Regente Assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (2007/2010) e Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais desde 2011, Arakaki contribui de forma decisiva para a formação de novas plateias, por meio de apresentações didáticas, concertos para juventude, bem como para a difusão da música de concertos através de turnês a mais de cem cidades brasileiras. Gravou a trilha sonora do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Autor do livro A História da Música Clássica Através da Linha do Tempo, lançado em 2019, Arakaki tem realizado concertos comentados, palestras e exposições baseadas nesta publicação em diversas cidades brasileiras. Marcos Arakaki é o novo Regente Titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba.

Nascida em 1992 na Cidade do México, Dana Zemtzov recebeu os primeiros ensinamentos no universo da música pelas mãos da avó e de seus pais, Mikhail Zemtsov e Julia Dinerstein, ambos violistas. Vencedora de inúmeras competições, tais como a de “Jovem Musicista do Ano” em 2010, e com uma brilhante carreira em desenvolvimento, Dana Zemtsov é uma das mais promissoras violistas de sua geração. Aparições recentes incluem a apresentação do Concerto para Viola de Bartók em Tallinn, capital da Estônia, e Mozart no Royal Concertgebouw, em Amsterdã, com a Filarmônica da Holanda. Seu trabalho camerístico foi destaque no festival dedicado ao gênero em Utrecht, na Holanda, e em um recital no Carnegie Hall, em Nova York. Em 2012, assinou um contrato com a Channel Classics, e seu primeiro registro com a Orquestra Sinfônica Nacional Estoniana, sob a batuta de Daniel Raiskin, recebeu críticas positivas da imprensa internacional.

Programa de Concerto

Tchaikovsky terminou a composição de sua sexta e última sinfonia em agosto de 1893 e regeu a estreia no dia 28 de outubro do mesmo ano, em São Petersburgo. Nove dias depois, morria de causas ainda não comprovadas. A história desta obra é cercada de mistérios indecifráveis. A estreia foi um fracasso, aparentemente por se tratar de uma música muito intimista. De acordo com algumas cartas de Tchaikovsky, suas sinfonias eram como “confissões musicais”, capazes de “expressar tudo aquilo para o qual não existem palavras”, principalmente questões como Vida, Morte, Amor e Beleza. O que estaria o compositor, então, tentando nos dizer, nesta sua carta de adeus? Provavelmente, das suas desilusões amorosas e musicais, da sua impotência frente às dificuldades da vida… Possivelmente, da sua angústia com o vazio que se descortinava, um vazio causado pelo fato de que tudo que ele amava e acreditava fosse eterno, estivesse, talvez, se dissolvendo… Após a estreia da Sexta Sinfonia, Tchaikovsky escreveu a seu sobrinho Vladimir Bob Davydov, a quem é dedicada a obra: “considero esta sinfonia a melhor de todas as obras que escrevi. Em todo caso, é a mais sincera. E eu a amo como jamais amei qualquer de minhas partituras”.

Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 06/03/2020 8:30 PM America/Sao_Paulo A Pernambucana e a Patética – filho false DD/MM/YYYY