A Rússia de Stravinsky e Tchaikovsky

José Soares, regente
Alessio Bax, piano

|    Allegro

|    Vivace

TAILLEFERRE
STRAVINSKY
TCHAIKOVSKY
Abertura para orquestra
Petrushka (1947)
Concerto para piano nº 1 em si bemol menor, op. 23

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (Tokyo International Music Competition for Conducting 2021), recebendo também o prêmio do público. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como regente assistente da Osesp na temporada 2018. José Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Combinando excepcional lirismo e intuição a uma técnica consolidada, Alessio Bax é, segundo a revista Gramophone, um dos mais talentosos pianistas hoje. Ele despontou com a conquista do primeiro lugar nas competições internacionais de piano de Leeds e Hamamatsu, e tornou-se um artista renomado, tendo se apresentado como como solista com mais de 150 orquestras nos cinco continentes, incluindo as filarmônicas de Nova York, Londres, Royal e São Petersburgo, e as sinfônicas de Nova York, Boston, Dallas, Sydney e NHK Symphony, no Japão. Colaborou com maestros como Marin Alsop, Vladimir Ashkenazy, Sir Andrew Davis, Sir Simon Rattle, Yuri Temirkanov e Jaap van Zweden. Alessio Bax se formou com honrarias no Conservatório de Bari, sua cidade natal, na Itália, quando tinha apenas quatorze anos. Em 2019, foi convidado a integrar o departamento de piano do New England Conservatory, em Boston.

Programa de Concerto

Abertura para orquestra | TAILLEFERRE

Mais conhecida por ser a única mulher no grupo de compositores franceses do início do século XX chamado Les Six, Germaine Tailleferre passou muitas décadas como um nome esquecido por boa parte do mundo orquestral, mas vem conquistando reconhecimento devido de uns anos para cá. Pianista prodígio e compositora prolífica, Tailleferre gozou do auge de sua popularidade na Paris dos anos 1910 e 1920, e seu estilo é representativo das tendências neoclassicistas do período, mas com a energia e vivacidade que também podemos encontrar em seus colegas Poulenc e Milhaud. Sua Abertura para orquestra é um exemplo dessas características. Composta em 1930 e revisada em 1932, a peça foi escrita originalmente para ser a abertura da ópera Zoulaina, que nunca foi concluída. 

Em Petrushka, desde os compassos iniciais, Stravinsky conduz o ouvinte através de um cenário multicolorido, no qual a diversidade de atmosferas e de timbres, a vivacidade da invenção rítmica e a riqueza de contrastes convidam à imersão em um mundo singular. A história do fantoche que se emociona, cria alma e não passa imune aos acasos da “existência” ecoa em cada um de nós, por sua humanidade, conduzida pela magia da invenção musical stravinskiana. Petrushka é um dos três balés da chamada “fase russa” de Stravinsky. Estreada em 1911, ladeada por duas outras obras marcantes – O pássaro de fogo (1910) e A Sagração da Primavera (1913) –, ocupa lugar importante na multifacetada produção do compositor. É quase mesmo uma preparação oportuna e bem-vinda para o cometimento da Sagração, um meio caminho no qual traços significativos da personalidade do compositor já se impunham.

Um toque imperativo de quatro trompas em uníssono, em quatro notas, contrapostas por poderosos acordes da orquestra, preparam o ouvinte para o célebre tema da mais popular obra do gênero, reconhecida como o “concerto para piano por excelência”. Ao longo de sua vida, Tchaikovsky escreveu três concertos para piano e orquestra, sendo o último incompleto, mais o Concerto-fantasia. Inspirado no virtuosismo do discípulo Sergei Taneyev, finalizou o Concerto nº 1 em 1874 e dedicou-o ao pianista Nikolai Rubinstein, fundador do Conservatório de Moscou (hoje Conservatório Tchaikovsky). Rubinstein, todavia, não recebeu bem a homenagem e disse que a peça era “de difícil execução” e “absolutamente sem valor”, recomendando que fosse jogada fora ou radicalmente reescrita. Decepcionado, Tchaikovsky não mudou uma única nota de sua obra, mas trocou a dedicatória, redirecionando-a ao grande regente Hans von Bülow, discípulo e genro de Franz Liszt. Von Bülow estreou a obra em Boston, Estados Unidos, em 1875, e mais tarde na Alemanha, conferindo ao concerto o status de obra-prima cosmopolita e sucesso absoluto que mantém até hoje.

13 abr 2023
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

14 abr 2023
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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