A tríptica faceta de Olli Mustonen – filho

Olli Mustonen, regente convidado e piano

BEETHOVEN
MOZART
MUSTONEN
SIBELIUS
Abertura “A consagração da casa”, op. 124
Concerto para piano nº 24 em dó menor, K. 491
Tríptico
Sinfonia nº 5 em Mi bemol maior, op. 82

Olli Mustonen, regente convidado e piano

Seguindo os passos de mestres como Rachmaninov, Busoni e Enescu, o finlandês Olli Mustonen ocupa um espaço único no mundo sinfônico ao combinar diferentes papeis em seu trabalho: é, em igual e fascinante medida, regente, compositor e pianista. Durante seus 35 anos de carreira, já se apresentou com a algumas das mais importantes orquestras do mundo, como todas as de Londres, as filarmônicas de Berlim, Nova York e Los Angeles e a Sinfônica de Chicago. Como compositor, tem convicção de que cada apresentação deva ter o frescor da estreia, de modo que público e orquestra reconheçam o compositor como um organismo vivo. Em respeito ao ditado de Mahler, de que a tradição pode ser preguiçosa, Olli Mustonen em igual medida desconfia de apresentações que apenas buscam ser diferentes. Essa ideia permite que o maestro circule confortavelmente entre o repertório clássico e os novos autores. Recentemente, regeu a estreia de novos e importantes trabalhos à frente das filarmônicas de Tampere e de Helsinque a da Sinfônica de Melbourne. Ao mesmo tempo, como forte expoente da música de Prokofiev, Mustonen já tocou e gravou todos os concertos para piano do compositor russo ao lado da Orquestra Sinfônica da Rádio Finlandesa. Nascido em Helsinque, Olli Mustonen começou a estudar piano, cravo e composição com apenas cinco anos.

Programa de Concerto

Abertura “A consagração da casa”, op. 124 | BEETHOVEN

A Abertura A Consagração da Casa integrava a música de cena que Beethoven compôs para a peça teatral homônima do escritor Carl Meisl, apresentada nas festividades de reinauguração do Teatro de Viena, em outubro de 1822. É a última das onze Aberturas de Beethoven. Para dar o tom alegre que a situação pedia, ele tomou como modelo a forma barroca das ouvertures de Haendel, compositor que muito admirava, para criar uma introdução lenta e majestosa, seguida de um Allegro. Independente de sua gênese, a Abertura manteve-se no repertório e foi reapresentada em maio de 1824, no concerto de estreia da Nona Sinfonia.

Entre 1781 e 1791, Mozart viveu em Viena e iniciou uma carreira de músico freelancer. Foi um período fértil como compositor, quando ele criou suas obras mais admiráveis. A rica vida musical e intelectual da cidade, as possibilidades de apresentações públicas e as inúmeras encomendas foram o estímulo necessário para que, no universo de 28 concertos para piano (27 concertos, mais o Concerto Rondó, K. 382), dezoito fossem compostos em Viena. Os concertos para piano eram um importante meio de divulgação de suas habilidades como instrumentista e compositor. Mozart frequentemente os compunha para alguma apresentação pública. Por isso, a composição de seus concertos para piano da fase de Viena está intimamente ligada à ascensão e queda de sua popularidade na cidade: de 1781 a 1786, época de maior sucesso, Mozart compôs dezesseis concertos (os dois remanescentes foram compostos em 1788 e em 1791). O Concerto para piano nº 24 em dó menor, K.491, faz parte dessa última fase de sua vida. Segundo seu catálogo temático, a data final da composição foi 24 de março de 1786. Acredita-se que ele o tenha estreado em seu último concerto por assinatura no Burgtheater, em Viena, no dia 07 de abril de 1786.

“Uma peça selvagem e intensa com três partes”. Olli Mustonen parece gostar do número três. Quase sempre que deixa sua casa na cidade de Hausjärvi, Filândia, para se apresentar, o músico exerce três funções em um mesmo concerto: pianista solo, regente convidado e compositor. Nessa última, a estrela é Tríptico, peça que conheceu o mundo em janeiro de 2016, em Helsinki. A palavra tríptico dá nome a quadros ou papéis divididos em três partes. De tal modo, a peça não poderia deixar de ter três movimentos! Segundo Mustonen, o início é misterioso, a segunda parte é selvagem. Por fim, a terceira é uma síntese das duas anteriores.

Vivendo o conturbado período histórico marcado pela resistência à ocupação russa e pela independência de 1917, Jean Sibelius rapidamente foi reconhecido como o mais importante e influente músico do nacionalismo finlandês. A vasta produção de Sibelius inclui vários poemas sinfônicos, peças de música para cena, o célebre Concerto para violino, música coral, peças menores para instrumentos solistas, e sete sinfonias, cuja Quinta abre nossas celebrações dos 150 anos do compositor. Antes da versão definitiva, a nº 5 passou por duas grandes modificações. A original foi estreada em Helsinque em 8 de dezembro de 1915. Mas a partitura que prevaleceu como definitiva foi a da terceira revisão, publicada em 1919, tornando-se uma das mais apreciadas obras do finlandês.

baixar programa
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 11/10/2019 8:30 PM America/Sao_Paulo A tríptica faceta de Olli Mustonen – filho false DD/MM/YYYY