Aberturas

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|    Fora de Série 2020

BEETHOVEN
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Abertura Leonora nº 1, op. 138
As criaturas de Prometeu, op. 43: Abertura
Abertura Namensfeier, op. 115
Abertura "A consagração da casa", op. 124
As ruínas de Atenas, op. 113: Abertura
Rei Estevão, op. 117: Abertura
Abertura Leonora nº 3, op. 72b

Programa de Concerto

Abertura Leonora nº 1, op. 138 | BEETHOVEN

A Abertura Leonora nº 1 é uma das quatro aberturas independentes que Beethoven compôs para Fidelio, sua única ópera. Concluída em setembro de 1805, a ópera, em sua primeira versão, foi estreada com a abertura hoje conhecida como Leonora nº 2. A abertura conhecida como Leonora nº 1 foi composta no outono de 1807, provavelmente para uma apresentação da ópera em Praga, que acabou não acontecendo. Ficou esquecida desde então e veio à luz apenas no leilão dos bens de Beethoven, após sua morte. Por não possuir muita relação com o material temático da ópera, ela se encaixa bem na concepção beethoveniana de que a Abertura deveria preparar o público para o acontecimento, ao invés de impedir a surpresa da trama.

Beethoven escreveu a música para o balé As Criaturas de Prometeu, de Salvatore Viganò, entre a composição de suas duas primeiras sinfonias. A música de cena, por princípio, deveria ser mais fácil do que a destinada às salas de concerto, e o Prometeu mostra Beethoven explorando efeitos orquestrais que jamais apareceriam em suas sinfonias. Porém, mais tarde, ele usaria material do balé nas Variações para piano op. 35 e no finale da Sinfonia Eroica.

A Abertura Namensfeier (Para o Dia do Onomástico) foi composta entre os anos 1814 e 1815. A estreia se deu em Viena, em 1815, quando Beethoven apresentou também a cantata Meeresstille und glückliche Fahrt (Mar calmo e viagem feliz) e o oratório Christus am Oelberge (Cristo no Monte das Oliveiras). A tradição de se comemorar o dia do onomástico era prática corrente nos países de tradição católica, nos séculos XVIII e XIX. Assim, sabemos por uma nota de Beethoven que a obra era inicialmente destinada a ser executada no dia 4 de outubro daquele ano (1814), dia de São Francisco de Assis, "na noite do onomástico de nosso Imperador”. O Imperador era Francisco I da Áustria, pai da jovem princesa Leopoldina, futura esposa de D. Pedro I e futura Imperatriz do Brasil. Mas a composição não ficara pronta a tempo de servir à comemoração.

A Abertura A Consagração da Casa integrava a música de cena que Beethoven compôs para a peça teatral homônima do escritor Carl Meisl, apresentada nas festividades de reinauguração do Teatro de Viena, em outubro de 1822. É a última das onze Aberturas de Beethoven. Para dar o tom alegre que a situação pedia, ele tomou como modelo a forma barroca das ouvertures de Haendel, compositor que muito admirava, para criar uma introdução lenta e majestosa, seguida de um Allegro. Independente de sua gênese, a Abertura manteve-se no repertório e foi reapresentada em maio de 1824, no concerto de estreia da Nona Sinfonia.

A Abertura Leonora nº 3 foi composta para uma reapresentação da ópera Fidelio, em 1806. Inicia-se com um Adagio, rico em modulações, que introduz o Allegro seguinte, em forma de sonata com dois temas. O desenvolvimento inclui material referente às peripécias do drama, como a ária do prisioneiro Florestan e os toques imponentes dos trompetes que lhe anunciam a liberdade. Mas a Abertura possui autonomia – seu estilo sinfônico e a realização concisa e equilibrada garantiram-lhe, com justiça, a permanência nas salas de concerto.

12 dez 2020
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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