Ambição, clarinete, enigma

JoAnn Falletta, regente convidada
Jonatas Bueno, clarinete

|    Allegro 2022

|    Vivace 2022

BARBER
MIGNONE
ELGAR
Sinfonia nº 1 em um movimento, op. 9
Concertino para clarinete
Variações Enigma, op. 36

JoAnn Falletta, regente convidada

Aclamada por ter “o controle rígido de Toscanini sobre o conjunto, o afetuoso equilíbrio de vozes de Walter, a presença de palco de Stokowski e um frenesi controlado digno de Bernstein”, JoAnn Falletta é uma líder da música do nosso tempo. Atua como Diretora Musical da Filarmônica de Buffalo e da Sinfônica de Virginia e também como regente convidada principal do Brevard Music Center. Com a Filarmônica de Buffalo, Falletta tornou-se a primeira mulher a liderar uma grande orquestra norte-americana. Foi sob sua batuta que aquela orquestra chegou a um nível sem precedentes de destaque nacional e internacional. Tornou-se uma das orquestras mais gravadas pela Naxos e realizou uma turnê internacional para a Polônia em 2018. Outras realizações incluem a criação do Concurso Internacional JoAnn Falletta de Concerto para Guitarra. Em 2019, ganhou seu primeiro Grammy individual pela regência da Sinfônica de Londres. JoAnn Falletta obteve seu mestrado e doutorado pela Juilliard School, em Nova York.

Nascido em São Paulo, Jonatas iniciou seus estudos na Emesp e graduou-se em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orientação do professor Sérgio Burgani. Participou de masterclasses com Wenzel Fuchs, Christoph Muller, Michael Gurfinkel, Ovanir Buosi e Cristiano Alves. Em 2012, ganhou o primeiro lugar na categoria Música de Câmara no concurso Pré-Estreia da TV Cultura, com o Quarteto Nó na Madeira. Com o grupo, apresentou-se como solista em concerto da Orquestra Jovem Tom Jobim, interpretando obras de Léa Freire com arranjo de Luca Raele. Também venceu as edições 2010 e 2011 do concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Jovem de Guarulhos e a edição 2009 do Jovens Solistas da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. É músico da Filarmônica desde 2013.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 1 em um movimento, op. 9 | BARBER

Samuel Barber tinha 25 anos quando compôs sua Primeira Sinfonia, “uma peça orquestral com tendências ambiciosas”, como escreveu a um amigo no verão de 1935, em Camden, Maine, onde a peça começou a ser gestada. Lá, o compositor passou uma temporada com seu companheiro Gian Carlo Menotti, colega de conservatório. Em outubro, de mudança para Roma, onde tinha sido premiado com uma residência de dois anos, a sinfonia foi momentaneamente deixada de lado. Em uma das viagens, Barber esteve em Roquebrune, cidade na Riviera Francesa onde a American Academy, de Roma, tinha uma instituição parceira, a Fundação Anabel Taylor. Foi durante esse período, entre 15 de fevereiro e 1º de março de 1936, que o compositor terminou a Sinfonia nº 1 em um movimento. O regente Bernardino Molinari expressou o desejo de conduzir a estreia da peça à frente da Filarmônica Augusteo, hoje Academia Nacional de Santa Cecília, por tê-la achado “moderna, porém séria”. Durante os ensaios para a estreia, o tubista da orquestra expressou seu entusiasmo: “estou esperando quinze anos por uma parte assim!”

Elgar compôs sua primeira grande obra aos quarenta e dois anos de idade: as Variações Enigma. Uma noite, ao dedilhar o piano descompromissadamente, sua esposa o interrompeu, pedindo que repetisse a música que acabara de tocar. Elgar logo percebeu que havia criado uma bela melodia, e começou a brincar ao piano, alterando o tema da maneira como seus amigos o teriam feito, se fossem músicos. Nasciam ali as Variações para Orquestra, obra que consiste de um tema e quatorze variações, cada uma representando as características íntimas de um amigo do compositor – como a buzina da bicicleta de Baxter Townshend e as oscilações de humor do amigo Penrose Arnold. Terminadas em fevereiro de 1899, as Variações para Orquestra foram estreadas em junho desse ano. Elgar revisou a obra em 12 de julho, estendendo o final a fim de criar uma forma mais simétrica. A nova peça recebeu o título de Variações Enigma graças a uma carta de Elgar, logo após a estreia, dizendo que havia um segundo tema, misterioso, que perpassava todas as variações, não perceptível a ninguém. “O enigma”, disse o compositor, “eu não explicarei”. Esse tema, escondido nas profundezas do tecido musical, deu início a inúmeras especulações. Até hoje, o enigma não foi solucionado.

18 ago 2022
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

19 ago 2022
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 18/08/2022 8:30 PM America/Sao_Paulo Ambição, clarinete, enigma false DD/MM/YYYY