Apologia da simplicidade

JoAnn Falletta, regente convidada
Solista a ser anunciado

|    Presto 2020

|    Veloce 2020

BARBER
BRUCH
BEETHOVEN
Sinfonia nº 1 em um movimento, op. 9
Concerto para violino nº 1 em sol menor, op. 26
Sinfonia nº 6 em Fá maior, op. 68, "Pastoral"

JoAnn Falletta, regente convidada

Aclamada por ter “o controle rígido de Toscanini sobre o conjunto, o afetuoso equilíbrio de vozes de Walter, a presença de palco de Stokowski e um frenesi controlado digno de Bernstein”, JoAnn Falletta é uma líder da música do nosso tempo. Atua como Diretora Musical da Filarmônica de Buffalo e da Sinfônica de Virginia, e também como regente convidada principal do Brevard Music Center. Com a Filarmônica de Buffalo, Falletta tornou-se a primeira mulher a liderar uma grande orquestra americana. Foi sob sua batuta que aquela Orquestra chegou a um nível sem precedentes de destaque nacional e internacional. Tornou-se uma das principais orquestras de gravação da Naxos e fez sua primeira turnê internacional em três décadas. Outras realizações incluem a criação do Concurso Internacional JoAnn Falletta de Concerto para Guitarra. Em 2019, ganhou seu primeiro Grammy individual pela regência da Sinfônica de Londres. JoAnn Falletta obteve seu mestrado e doutorado pela Juilliard School, em Nova York.

Programa de Concerto

Max Bruch foi contemporâneo das diferentes correntes musicais que dominaram o romantismo musical europeu na segunda metade do século XIX. Entretanto, manteve-se apegado a um conservadorismo radical — não apenas na música como em suas convicções político-sociais. Obteve notoriedade, nas últimas décadas do século XIX, com uma obra extensa, abrangendo vários gêneros: concertos, óperas, sinfonias, corais e peças concertantes de inspiração folclórica. Entretanto, hoje em dia, seu nome permanece unicamente associado ao Concerto para violino nº 1, cujo sucesso contrasta com a negação quase total de suas outras criações. A obra mantém inabalável prestígio entre os solistas e o público, atraídos pelo virtuosismo de sua escrita violinística e pela grande riqueza melódica. Foi dedicado a Joseph Joachim, célebre concertista, cujos conselhos foram devidamente aproveitados, sobretudo na parte solo do concerto.

Em 1808 Beethoven oferece ao público vienense um concerto extraordinário, em que, além de várias outras estreias importantes, apresenta suas Quinta e Sexta sinfonias. O público se mostra mais uma vez apático, certamente por não reconhecer o gênero de prazer a que estava habituado. Essa reação do público demonstra claramente a adoção de uma nova postura estética em Beethoven, que o desvincula do continuísmo clássico e cria laços estreitos com a ideologia romântica, especialmente no que concerne ao direito quase revolucionário de uma expressão individual: a expressão de um gênio criador, consciente de sua missão diante de um status quo que precisa ser modificado. Experiência única em Beethoven, o conceito dessa sinfonia funda-se no movimento de se tentar utilizar a música dita pura para expressar realidades e conteúdos extramusicais.

20 ago 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

21 ago 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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