Apologia da simplicidade

JoAnn Falletta, regente convidada
Benjamin Baker, violino

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BARBER
BRUCH
BEETHOVEN
Sinfonia nº 1 em um movimento, op. 9
Concerto para violino nº 1 em sol menor, op. 26
Sinfonia nº 6 em Fá maior, op. 68, "Pastoral"

JoAnn Falletta, regente convidada

Aclamada por ter “o controle rígido de Toscanini sobre o conjunto, o afetuoso equilíbrio de vozes de Walter, a presença de palco de Stokowski e um frenesi controlado digno de Bernstein”, JoAnn Falletta é uma líder da música do nosso tempo. Atua como Diretora Musical da Filarmônica de Buffalo e da Sinfônica de Virginia e também como regente convidada principal do Brevard Music Center. Com a Filarmônica de Buffalo, Falletta tornou-se a primeira mulher a liderar uma grande orquestra norte-americana. Foi sob sua batuta que aquela orquestra chegou a um nível sem precedentes de destaque nacional e internacional. Tornou-se uma das orquestras mais gravadas pela Naxos e realizou uma turnê internacional para a Polônia em 2018. Outras realizações incluem a criação do Concurso Internacional JoAnn Falletta de Concerto para Guitarra. Em 2019, ganhou seu primeiro Grammy individual pela regência da Sinfônica de Londres. JoAnn Falletta obteve seu mestrado e doutorado pela Juilliard School, em Nova York.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 1 em um movimento, op. 9 | BARBER

Samuel Barber tinha 25 anos quando compôs sua Primeira Sinfonia, “uma peça orquestral com tendências ambiciosas”, como escreveu a um amigo no verão de 1935, em Camden, Maine, onde a peça começou a ser gestada. Lá, o compositor passou uma temporada com seu companheiro Gian Carlo Menotti, colega de conservatório. Em outubro, de mudança para Roma, onde tinha sido premiado com uma residência de dois anos, a sinfonia foi momentaneamente deixada de lado. Em uma das viagens, Barber esteve em Roquebrune, cidade na Riviera Francesa onde a American Academy, de Roma, tinha uma instituição parceira, a Fundação Anabel Taylor. Foi durante esse período, entre 15 de fevereiro e 1º de março de 1936, que o compositor terminou a Sinfonia nº 1 em um movimento. O regente Bernardino Molinari expressou o desejo de conduzir a estreia da peça à frente da Filarmônica Augusteo, hoje Academia Nacional de Santa Cecília, por tê-la achado “moderna, porém séria”. Durante os ensaios para a estreia, o tubista da orquestra expressou seu entusiasmo: “estou esperando quinze anos por uma parte assim!”

Max Bruch foi contemporâneo das diferentes correntes musicais que dominaram o romantismo musical europeu na segunda metade do século XIX. Entretanto, manteve-se apegado a um conservadorismo radical — não apenas na música como em suas convicções político-sociais. Obteve notoriedade, nas últimas décadas do século XIX, com uma obra extensa, abrangendo vários gêneros: concertos, óperas, sinfonias, corais e peças concertantes de inspiração folclórica. Entretanto, hoje em dia, seu nome permanece unicamente associado ao Concerto para violino nº 1, cujo sucesso contrasta com a negação quase total de suas outras criações. A obra mantém inabalável prestígio entre os solistas e o público, atraídos pelo virtuosismo de sua escrita violinística e pela grande riqueza melódica. Foi dedicado a Joseph Joachim, célebre concertista, cujos conselhos foram devidamente aproveitados, sobretudo na parte solo do concerto.

Em 1808 Beethoven oferece ao público vienense um concerto extraordinário, em que, além de várias outras estreias importantes, apresenta suas Quinta e Sexta sinfonias. O público se mostra mais uma vez apático, certamente por não reconhecer o gênero de prazer a que estava habituado. Essa reação do público demonstra claramente a adoção de uma nova postura estética em Beethoven, que o desvincula do continuísmo clássico e cria laços estreitos com a ideologia romântica, especialmente no que concerne ao direito quase revolucionário de uma expressão individual: a expressão de um gênio criador, consciente de sua missão diante de um status quo que precisa ser modificado. Experiência única em Beethoven, o conceito dessa sinfonia funda-se no movimento de se tentar utilizar a música dita pura para expressar realidades e conteúdos extramusicais.

20 ago 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

21 ago 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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