Áustria em dois tempos

Fabio Mechetti, regente
Augustin Hadelich, violino

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BRITTEN
MOZART
J. STRAUSS JR.
Concerto para violino nº 1, op. 15
Sinfonia nº 36 em Dó maior, K. 425, "Linz"
Contos dos bosques de Viena, op. 325

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Sempre surpreendendo o público com sua técnica fenomenal, sensibilidade poética e tom deslumbrante, Augustin Hadelich estabeleceu-se como um dos violinistas mais requisitados de sua geração. Sua notável consistência em todo o repertório, de Paganini a Brahms, Bartók ou Adès, é raramente encontrada em um único artista. Na América do Norte, Hadelich se apresentou com a Sinfônica de Boston, as filarmônicas de Nova York e Los Angeles, as orquestras da Filadélfia e de Cleveland, entre outras. Pelo mundo, apresentou-se com orquestras como as sinfônicas da BBC de Londres e de Bournemouth, da NHK em Tóquio e as filarmônicas de Helsinki, Strasbourg e Londres. Pelo selo Avie, gravou os concertos de Sibelius e Adès com a Filarmônica Real de Liverpool sob regência de Hannu Lintu. O álbum foi indicado ao Gramophone Award e listada pela NPR em seu Top 10 de CDs clássicos. Apresenta-se com o violino Stradivari 1723 "Ex-Kiesewetter", por empréstimo de Clement e Karen Arrison, da Sociedade Stradivari de Chicago.

Programa de Concerto

Concerto para violino nº 1, op. 15 | BRITTEN

A juventude do inglês Benjamin Britten foi vivida durante a ascensão das diferentes manifestações de fascismo em toda a Europa. Em 3 de setembro de 1939, data em que a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha após a invasão à Polônia, Britten já estava há quatro meses nos Estados Unidos. Declaradamente pacifista, o compositor permaneceu naquele país com seu companheiro, o tenor Peter Pears, até abril de 1942, quando retornou para a Inglaterra. Antes mesmo da eclosão da Segunda Guerra Mundial, os sentimentos anti-guerra de Britten já estavam aflorados em razão da crueldade da Guerra Civil Espanhola que, na visão de alguns historiadores, teria servido como uma espécie de ensaio geral para o grande conflito que se avizinhava. Em abril de 1936, então com 22 anos, Britten viajou para Barcelona para se apresentar com o violinista espanhol Antonio Brosa no Festival da Sociedade Internacional para a Música Contemporânea, apenas três meses antes do início do conflito. A profunda ligação construída com a Espanha naquela viagem reforçaria o tom político do seu Concerto para violino nº 1. O tom sombrio e trágico perpassa todos os movimentos da peça e culmina na terceira parte, concebida como um tributo ao contingente de soldados voluntários britânicos – alguns deles amigos de Britten - que morreram combatendo o franquismo. Composto entre novembro de 1938 e setembro de 1939, o Concerto para violino nº 1 carrega o peso desses eventos históricos. As correspondências do autor dessa época revelam seu desespero diante do contexto.

A Sinfonia Linz foi escrita em três dias! Em 1783, Mozart e sua esposa, Constança, fizeram uma viagem a Salzburgo, para visitarem pai e irmã do compositor. No regresso a Viena, o casal parou em Linz, em visita ao velho conde de Thun, amigo da família. O conde queria muito que Wolfgang se apresentasse com a orquestra local, mas Mozart não tinha nenhuma de suas partituras à mão. Desejoso de agradecer a boa acolhida, começou uma nova sinfonia e conseguiu terminá-la a tempo da apresentação programada. Obra, portanto, de circunstância, a Sinfonia Linz não revela em sua fatura o menor vestígio de precipitação. Ao contrário, com sua perfeição formal e força expressiva, inicia a última fase das sinfonias mozartianas. Mozart compôs quarenta e uma sinfonias; a primeira quando tinha apenas oito anos e as três últimas em 1788, aos 33, três anos antes da morte do compositor. Sua produção acompanha todo o desenvolvimento desse gênero ao longo da segunda metade do século XVIII. O caminho percorrido nesse campo pelo compositor foi tortuoso (ao contrário do desenvolvimento linear de outras séries suas, como a dos concertos para piano) e revela hesitações, alterna rupturas e voltas à tradição, até chegar à definitiva maestria de suas últimas sinfonias, todas perfeitas e inteiramente diversas entre si.

Uma valsa em forma de poema sinfônico. Escrita numa fase em que Johan Strauss Jr. estava tão à vontade que já sentia liberdade para experimentar. A obra Contos dos bosques de Viena foi incluída no programa da primeira edição do Concerto de Ano Novo da capital austríaca, em 1939, que só teve composições de Johann Strauss Jr. Realizado anualmente pela Orquestra Filarmônica de Viena na Sala Dourada do Musikverein da capital austríaca, o espetáculo é atualmente transmitido para aproximadamente cinquenta milhões de pessoas. Dotado de tamanha força expressiva, o opus 325 se tornou uma das mais célebres valsas do compositor.

11 jul 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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12 jul 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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