Bach eterno

José Soares, regente
Renata Xavier, flauta
Públio Silva, oboé

|    Fora de Série

WEBERN
J. RUTTER
A. PÄRT
VILLA-LOBOS
Passacaglia, op. 1
Suíte Antiga
Colagem sobre B-A-C-H
Bachianas Brasileiras nº 7

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (Tokyo International Music Competition for Conducting 2021), recebendo também o prêmio do público. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como regente assistente da Osesp na temporada 2018. José Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, Renata Xavier começou a estudar música aos sete anos no Conservatório Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pouso Alegre (MG), cidade onde nasceu. Concluiu seu bacharelado em 2002 na Universidade Estadual Paulista, sob orientação de Jean Noel Saghaard, tendo também sido aluna de Rogério Wolf. Renata participou dos principais festivais de música do país, dentre eles o de Campos do Jordão, a Oficina de Música de Curitiba e o Música nas Montanhas, em Poços de Caldas. Como convidada, apresentou-se junto às sinfônicas de São José dos Campos, de Rio Claro e de Santos. A flautista também integrou outros grupos brasileiros, como as bandas sinfônicas Jovem do Estado de São Paulo e de Cubatão e as orquestras Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Heliópolis e a Sinfônica da USP.

Públio Silva iniciou seus estudos de oboé com Andrea da Silva Silvério em 2011, e, no ano seguinte, ingressou na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp), sob a orientação de Natan Albuquerque Júnior. Em 2014, foi aprovado na Academia de Música da Osesp, tendo Arcádio Minczuk como professor. Dentre suas participações em orquestra destacam-se a Filarmônica de Goiás como Principal Oboé, a Osesp como academista, a Sinfônica de São José dos Campos e a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. Atuou sob a regência de maestros como Neil Thomson, Giancarlo Guerreiro, Eiji Oue, Marin Alsop, Sian Edwards e Isaac Karabtchevsky. Em 2016, foi premiado com honra no Festival Internacional de Campos do Jordão e finalista do programa “Prelúdio”, da TV Cultura. Nesse mesmo ano, Públio entrou como Oboé Principal Assistente na Filarmônica.

Programa de Concerto

Passacaglia, op. 1 | WEBERN

A Passacaglia marca a conclusão dos estudos musicais de Webern sob a supervisão direta de Schoenberg. Nela, o tema parece evocar os passos de uma caminhada que, ao longo da peça, mostra o compositor tributário da tradição romântica, em especial a que remonta a Mahler e Brahms. No entanto, essa tradição se apresenta sob a forte influência do diálogo já estabelecido por Schoenberg e do expressionismo schoenberguiano. A exemplo do professor, que falava abertamente de sua fecunda relação dialógica com a tradição, Webern assimila e incorpora, mas também responde e transforma. A Passacaglia surpreende o ouvinte, quando confrontada com a evolução da obra weberniana. A ela não são estranhos o arroubo e as passagens eloquentes, de orquestração mahleriana. Mas a filiação pós-romântica da partitura não exclui elementos composicionais caros ao estilo que marcaria a evolução da linguagem composicional de Webern. O próprio tema, anunciado pelas cordas, em pizzicato, valoriza um elemento essencial da poética weberniana: o silêncio, carregado de expressividade e de expectativa, que valoriza cada novo som apresentado em um movimento lento e uniforme. Neste opus 1 já estamos diante do compositor que não cessaria de nos surpreender.

Na série das famosas Bachianas Brasileiras, Heitor Villa-Lobos tenta uma síntese de dois mundos que sempre foram fonte de inspiração, o de Bach e o dos elementos musicais brasileiros. Villa-Lobos iniciou a composição das nove suítes Bachianas Brasileiras em 1930, quando voltou ao Brasil, depois de três anos em Paris. Os movimentos das Bachianas trazem, geralmente, dois títulos: um que remete às formas barrocas e outro, bem nacional, seresteiro, nordestino ou sertanejo. A Sétima, escrita para grande orquestra e um conjunto de instrumentos brasileiros de percussão, traz o Prelúdio (Ponteio), a Giga (Quadrilha caipira), a Toccata (Desafio), a Fuga (Conversa).

3 jun 2023
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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