Biografias: Mozart

José Soares, regente
Alma Maria Liebrecht, trompa

|    Concertos para a Juventude

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Don Giovanni, K. 527: Abertura
Bastien e Bastienne, K. 50 (46b): Abertura
O rapto do serralho, K. 384: Abertura
Concerto para trompa nº 1 em Ré maior, K. 386b
Uma pequena música noturna: Serenata, K. 525: Allegro
Sinfonia nº 40 em sol menor, K. 550: Molto Allegro
A flauta mágica, K. 620: Abertura

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho deste mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

O envolvimento de Alma com a música começou aos seis anos, primeiro com o violino e depois com a trompa, aos 12, sob orientação de Olivia Gutoff. Nascida nos Estados Unidos, estudou também com Jerome Ashby no Curtis Institute of Music e com William Purvis na Universidade de Yale, onde concluiu seu mestrado. Tocando música de câmara, Alma já se apresentou em diversos festivais importantes, como o Artes Vertentes, o Savannah Music Festival e o Wien Modern, na Áustria. Nesse formato, também tocou com músicos da Filarmônica de Viena e grupos de destaque, como o Chamber Music Society do Lincoln Center, o New York Wind Soloists e o Jupiter Chamber Players. Em 2010, Alma ajudou a fundar o grupo de câmara Decoda, dedicado ao engajamento comunitário através da música. Integra a Filarmônica como Trompa Principal desde 2013.

Programa de Concerto

Don Giovanni, K. 527: Abertura | MOZART

Mozart compôs a abertura de uma de suas obras-primas líricas, Don Giovanni, na noite de 27 para 28 de outubro de 1787. Há quem diga que ele a escreveu na madrugada de 28 para 29 – data da estreia da ópera - e que sua mulher Constanza lhe contava estórias só para mantê-lo acordado enquanto rabiscava as notas no papel pautado. Em todo caso, ele transformou estes sete minutos de música sinfônica numa gema arrebatadora. Nela cabem dois movimentos interligados: um Andante e um Molto Allegro. Acordes sombrios repetem o tema que será ouvido numa das cenas mais famosas da ópera, a da entrada do comendador na sala do fatídico jantar. Em seguida, uma fanfarra igual à do começo do festim. Notas sustentadas nos sopros, rufos dos timbales, escalas cromáticas – tudo para recriar no Allegro molto o embate entre a morte e a força vital que anima o herói dissoluto, o Don Giovanni.

A composição de O rapto do serralho (1782) coincidiu com o casamento de Mozart e Constanze (nome da heroína da ópera) Weber e o estabelecimento definitivo do compositor em Viena. Sintomaticamente, ele optou por um Singspiel – gênero dramático-musical tipicamente germânico, alternando o diálogo falado com o canto –, espetáculo de grande apelo popular. Durante toda a vida de Mozart, O rapto do serralho foi seu maior sucesso operístico. Resistiu, inclusive, a inúmeras intrigas de rivais invejosos. Sobre a partitura, o imperador Josef II fez seu famoso comentário: “Bela demais para os nossos ouvidos, meu caro Mozart, e com notas em demasia”. Ao que Mozart retrucou: “Exatamente tantas quantas são necessárias, Majestade”.

Em novembro de 1790, Mozart concordou em colaborar com o amigo Emanuel Schikaneder para a produção de um singspiel, forma dramático-musical tipicamente germânica e que combina, em obras de caráter popular, o diálogo falado e o canto. Nascia assim A flauta mágica, para muitos, a obra máxima do gênero. Schikaneder ficou responsável pelo libreto, cujo enredo, ambientado no Egito exótico, combina elementos de conto de fadas, farsa popular, comédia crítica e alusões finamente disfarçadas à maçonaria. Para essa ópera em que impera a diversidade, Mozart criou obras-primas variadas — números bufos, árias de ópera séria italiana, motivos populares vienenses, corais luteranos — que, miraculosamente, formam um todo preciosamente coeso e lógico. A Abertura constrói-se sobre dois temas principais, que apresentam contrastes de dinâmica, riqueza dos timbres orquestrais e jogos contrapontísticos repletos de erudição e espontaneidade. A flauta mágica estreou em Viena, dois meses antes da morte precoce de Mozart, aos 35 anos.

1 mar 2020
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais
concerto gratuito

Ingressos antecipados esgotados.
No dia do concerto*: 200 ingressos serão distribuídos a partir das 9h, na bilheteria da Sala Minas Gerais.
* Limitada a 4 ingressos por pessoa.

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