Cinco anos em nossa casa – filho

Fabio Mechetti, regente
Camila Titinger, soprano
Luisa Francesconi, mezzo-soprano
Coro da Osesp, coro
William Coelho, regente do coro
Coral Lírico de Minas Gerais, coro
Hernán Sánchez, regente do coro

MAHLER
Sinfonia nº 2 em dó menor, "Ressurreição"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A soprano ítalo-brasileira Camila Titinger, nos últimos anos, tem tido grande destaque na Europa e tem atuado também nas mais importantes salas de concerto e teatros de ópera do Brasil. Em 2015, Camila foi uma das vencedoras do Concurso Internacional de Canto Neue Stimmen, na Alemanha, e em 2016 cantou no concerto de abertura do Festival Bregenz, na Áustria, com a Orquestra Sinfônica de Viena sob regência de Paolo Carignani. Camila fez sua estreia na França em dezembro de 2016 interpretando a Condessa de Almaviva em produção de As bodas de Fígaro de Mozart na Ópera de Toulon. Foi uma das vencedoras no Concurso Paris Opera no Théatre des Champs-Élysées, em Paris, e foi ainda premiada no Concurso Giusy Devinu em Cagliari, na Itália. Em abril de 2017, cantou as Bachianas Brasileiras nº 5 de Villa-Lobos no Teatro Real de Madrid. Em junho de 2018, se tornou uma das vencedoras do Concurso Internacional Belvedere, na Letônia, onde foi premiada com um contrato para apresentações no Aalto-Theater und Philharmonie de Essen, na Alemanha. Em 2019, a soprano fez sua estreia em Londres, no Garsington Opera Festival, interpretando Donna Anna na ópera Don Giovanni de Mozart.

Luisa Francesconi tem excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano ao interpretar papéis em óperas como O barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Così fan tutte e Don Giovanni. Ela canta com frequência nos principais teatros brasileiros e italianos e tem se apresentado regularmente também em Portugal. Seu repertório de concerto é vasto, com atuações marcantes em obras como a Rapsódia para contralto e a Missa em si Menor de Bach; o Requiem e a Missa da Coroação de Mozart; o Messias de Haendel; a Missa em Dó maior e a Fantasia Coral de Beethoven; as sinfonias números 2, 3 e 8 de Mahler; a Pequena Missa Solene de Rossini; e a Floresta do Amazonas de Villa-Lobos. Luisa gravou como solista a Nona de Beethoven e o Requiem Hebraico de Erich Zeisl, lançados em CD pelo selo Biscoito Fino.

Criado em 1994 como Coro Sinfônico do Estado de São Paulo, o Coro da Osesp reúne cantores de sólida formação e é referência em música vocal no Brasil. Nas apresentações junto à Osesp, na Sala São Paulo e pelo interior do estado, o grupo aborda diferentes períodos musicais, com ênfase nos séculos XX e XXI e nas criações de compositores brasileiros. O grupo teve como regentes Naomi Munakata, hoje sua Regente Honorária, e Valentina Peleggi. Marcos Thadeu foi Preparador Vocal e William Coelho é o atual Maestro Preparador. O primeiro disco do grupo, Canções do Brasil, inclui obras de Camargo Guarnieri, Marlos Nobre e Villa-Lobos. Gravou também obras de Aylton Escobar, de José Maurício Nunes Garcia, nos 250 anos de seu nascimento (Selo Digital Osesp), e de Bernstein, junto à Orquestra Sinfônica de Baltimore (Naxos). Em 2019, gravou CD com transcrições de Villa-Lobos para obras de Bach, Schumann, Mendelssohn e outros compositores, a ser lançado em 2020 pela Naxos como parte do projeto Brasil em Concerto, promovido pelo Ministério das Relações Exteriores.

Maestro Preparador do Coro da Osesp, William Coelho é Doutor em Musicologia e Bacharel em Regência pela Universidade de São Paulo (USP). É professor de Canto Coral e Coro de Câmara da Unesp, de Regência Coral na pós-graduação da Faculdade Paulista de Artes e professor convidado da Academia de Regência da Osesp. Foi diretor do Conservatório de Alfenas, regente do Coro da Universidade Federal de Alfenas, do Coral da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), regente assistente do Coral e da Orquestra de Câmara da ECA-USP e professor de Regência Coral, Harmonia, Percepção Musical e Contraponto da UFJF. É autor do Guia Didático para Cordas do Projeto Guri, regente titular do Madrigal Anhum, regente titular do Conjunto de Música Antiga da USP, regente convidado da Orquestra Sinfônica da USP e da Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Foi finalista do Prêmio Jovem Talento 2019 da revista Concerto.

O Coral Lírico de Minas Gerais é um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau ao Meio-dia e Lírico em Concerto, além de concertos em cidades do interior de Minas e capitais brasileiras, com entrada gratuita ou preços populares. Participa também das temporadas de óperas realizadas pela FCS. Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes, Lincoln Andrade e Lara Tanaka. Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais tornou-se Patrimônio do Estado em 2018 e comemorou quarenta anos em 2019.

Natural de Buenos Aires, Hernán Sánchez iniciou seus estudos de violão, canto e regência coral no Conservatório Alberto Ginastera, em Morón. Aperfeiçoou-se em direção coral com Antonio Russo, Roberto Saccente, Nestor Zadoff e Werner Pfaff. Estudou canto no Instituto Superior de Arte do Teatro Colón e música antiga no Conservatório Superior de Música Manuel de Falla. Foi coordenador de coros para a gestão operacional Música para a Igualdade, do Ministerio de Educación del Gobierno de la Ciudad. Integrou os corais estáveis do Teatro Argentino de La Plata e do Teatro Colón, onde foi solista em diversas óperas. Para a Juventus Lyrica, dirigiu Lucia di Lammermoor, O barbeiro de Sevilha, Die Fledermaus, Norma e Carmen. Também preparou o coro da instituição para La Traviata, Manon Lescaut, A flauta mágica, La Bohème e Cavalleria Rusticana. É diretor do Coro Estável do Teatro Argentino de La Plata. Durante 2019, Sánchez foi convidado a dirigir o Coral Lírico de Minas Gerais para a comemoração de seus quarenta anos no Palácio das Artes.

Programa de Concerto

Sinfonia nº 2 em dó menor, "Ressurreição" | MAHLER

Compositor austríaco, de origem boêmia e ascendência judaica, Mahler nasceu em Kaliste e faleceu em Viena. “... três vezes apátrida. Como natural da Boêmia, na Áustria; como austríaco, na Alemanha; como judeu, no mundo inteiro. Por toda parte um intruso, em nenhum lugar desejado”, declarou. Sua vida foi dedicada, em boa parte, a uma prestigiosa carreira de regente, que o levou a ocupar importantes cargos em capitais europeias, em especial Viena. Como compositor, criou uma obra de marca autobiográfica com uma invenção orquestral que não conhece limites. Mahler explora, com verdadeira atitude investigativa, novas sonoridades, extraindo de cada instrumento ou naipe uma força expressiva que o distingue como o compositor que fez o elo entre a tradição romântica e novas linguagens do século XX. Compôs nove sinfonias e amplos esboços para uma décima. Homem de grande cultura filosófica e literária, ele mesmo autor dos poemas de algumas de suas canções, Mahler usa a voz em suas sinfonias, a partir da Segunda. Nela, o texto do quarto movimento, Urlicht (Luz Primordial), foi extraído de uma coletânea de poemas populares – Des Knaben Wunderhorn (A trompa maravilhosa do menino). O final foi composto a partir de um hino de Klopstock, Auferstehn (Ressurreição). Do universo mahleriano, a Segunda Sinfonia tem ainda a presença da marcha e do contraste entre os tons trágico e sereno. Em sua finalização, texto e música permitem ao ouvinte experienciar, para além das tristezas e alegrias cotidianas, um caminho fé e de esperança, de Vida, Morte e Ressurreição.

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