Clássicos queridos de Gershwin

Fabio Mechetti, regente
Angela Cheng, piano

|    Allegro

|    Vivace

PROKOFIEV
GERSHWIN
GERSHWIN
Cinderela: Suíte nº 1, op. 107
Concerto em Fá
Um americano em Paris

Fabio Mechetti, regente

Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde a sua fundação, em 2008, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve quatorze anos à frente da Sinfônica de Jacksonville, foi regente titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane e conduz regularmente inúmeras orquestras. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela realizou concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Conduziu as principais orquestras brasileiras e também em países da Europa, Ásia, Oceania e das Américas. Em 2014, tornou-se o primeiro brasileiro a ser Diretor Musical de uma orquestra asiática, com a Filarmônica da Malásia. Mechetti venceu o Concurso de Regência Nicolai Malko e é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Elogiada por sua beleza tonal e técnica brilhante, a pianista Angela Cheng já se apresentou em alguns dos palcos mais importantes do mundo, como o Carnegie Hall, o Musikverein, o Concertgebouw e o Teatro Colón. Conquistou medalha de ouro no Concurso Internacional de Piano Arthur Rubinstein e foi a primeira canadense a vencer o Concurso Internacional de Piano de Montreal. Ganhou também a cobiçada bolsa para desenvolvimento de carreira concedida pelo Canada Council for the Arts e uma medalha de excelência por interpretações de Mozart, outorgada pela Mozarteum, em Salzburgo. Nos últimos anos, Cheng tem realizado masterclasses em diversas universidades e acumula participações em festivais nos Estados Unidos e no Canadá, tanto como júri quanto como artista participante. Atualmente, integra o corpo docente do Conservatório de Música de Oberlin, em Ohio.

Programa de Concerto

Cinderela: Suíte nº 1, op. 107 | PROKOFIEV

O ouvinte certamente se surpreenderia ao saber que Cinderela foi uma obra criada em um contexto de guerra. Prokofiev começou a escrever o balé em 1940, mas, em 1941, quando a Alemanha de Hitler invadiu a União Soviética, sentiu-se obrigado a mudar o foco de sua criatividade para uma ópera baseada no romance Guerra e paz, de Tolstói. Cinderela foi concluída somente em 1944, e sua estreia se deu em 1945, no Teatro Bolshoi, sob a regência de Yuri Fayer. Meses depois, Prokofiev adaptou três suítes orquestrais do balé, retrabalhando alguns trechos da peça original em movimentos mais condensados, sem deixar que as ideias principais fossem perdidas. A Suíte nº 1, op. 107, a mais popular das três, começa com uma apresentação da sonhadora protagonista, para depois acompanhá-la pelo baile no castelo e a valsa com o príncipe, até o momento em que o relógio marca as badaladas da meia-noite e o feitiço de sua fada madrinha se desfaz.

O Concerto em Fá foi composto em 1925, um ano depois de Rhapsody in Blue, obra icônica de Gershwin. Ambas foram motivadas pela mesma pessoa: Paul Whiteman, um importante maestro de bandas, incentivou Gershwin vivamente a trasladar seu trabalho de composição para o contexto sinfônico. Fiel às suas origens, Gershwin optou por um concerto que não sacrificava a linguagem jazzística que lhe era tão cara. Mais que isso, a orquestração inusitada (note-se, por exemplo, o uso expressivo dos tímpanos e da percussão) revela um pensamento sonoro livre de preconceitos e imbuído de certa ironia e leveza. Com o solo de trompete do segundo movimento, Gershwin transporta para o contexto sinfônico sonoridades e aspectos de caráter improvisatório tão típicos do jazz e do blues, enquanto o último movimento recupera, como recurso de unidade, elementos dos movimentos anteriores, incluindo o trabalho com os tímpanos e a percussão. Estreado no ano de sua composição, no Carnegie Hall, o Concerto em Fá gerou opiniões divergentes. A despeito disso, continua sendo uma obra de inquestionável importância, por transitar em uma região limítrofe entre a música dita erudita e a dita popular.

Após o sucesso de Rhapsody in Blue, em 1924, o nova-iorquino George Gershwin viajou diversas vezes à Europa. A ideia para Um americano em Paris surgiu em 1926, quando Gershwin escreveu um esboço da melodia em um postal de agradecimento para seus anfitriões, Robert e Mabel Schirmer. Mas foi só na primavera de 1928, em sua quinta visita ao continente, acompanhado de sua irmã Frances, seu irmão Ira e sua cunhada Leonore, que ele deu seguimento à ideia de relatar as “impressões de um visitante americano em Paris enquanto circula pela cidade, ouve diversos sons nas ruas e absorve um pouco da atmosfera francesa”. Ira conta que Gershwin foi, por um período, o próprio “americano em Paris”, haja vista que boa parte da composição foi feita no Hotel Majestic, lá mesmo, na cidade das luzes. Outras partes, entretanto, foram escritas em Nova York, Viena e numa fazenda em Connecticut. O poema sinfônico teve estreia no dia 13 de dezembro de 1928, no Carnegie Hall, com a então Sinfônica de Nova York sob regência de Walter Damrosch.

30 nov 2023
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

1 dez 2023
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
Quero ser lembrado deste concerto.
adicione à agenda 30/11/2023 8:30 PM America/Sao_Paulo Clássicos queridos de Gershwin false DD/MM/YYYY