Concertos para a Juventude: Mendelssohn

Rossini Parucci, regente convidado

|    Concertos para a Juventude

MENDELSSOHN
MENDELSSOHN
MENDELSSOHN
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Sinfonia para cordas nº 2 em Ré maior: Allegro e Allegro vivace
As Hébridas, op. 26, "A gruta de Fingal"
Sonho de uma noite de verão: Abertura, op. 21 e Marcha Nupcial, op. 61
Sinfonia nº 4 em Lá maior, op. 90, "Italiana": Allegro vivace

Rossini Parucci, regente convidado

Natural de Londrina, Rossini Parucci é graduado em Música pela Arizona State University, Estados Unidos, e integra o naipe de Contrabaixos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2016. Estudou composição e regência, técnica vocal e contrabaixo. Como regente, participou do Laboratório de Regência promovido pela Filarmônica, edição 2018, e já esteve à frente do Madrigal de Londrina, coral Viva Voz, All Saints Chamber Choir, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica da Universidade Mayor, Orquestra Sesiminas Musicoop, Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina e Orquestra de Câmara Solistas de Londrina.

Programa de Concerto

Em julho de 1826, a compositora Fanny Mendelssohn recebeu uma carta em que seu irmão, o jovem Felix Mendelssohn, contava que em breve começaria a “sonhar o Sonho de uma noite de verão”. Sua primeira performance ocorreu em casa, num dueto para piano com a irmã. Com 17 anos à época, Mendelssohn preparou a orquestração da Abertura para sua primeira execução pública, já em fevereiro do ano seguinte. No entanto, o restante da obra só foi composto em 1843. Sonho de uma noite de verão, harmoniosamente construído a partir da peça homônima escrita por William Shakespeare em 1595 e 96, revela seu próprio ideal da composição Romântica. Os acordes foram descritos por Liszt como “pálpebras que se inclinam levemente e levantam, entre as quais a imagem que se apresenta é a do encantador mundo dos sonhos”.

A Sinfonia Italiana é originária da viagem de três anos que Mendelssohn empreendeu pela Europa, aos vinte anos de idade, patrocinado pelo pai, um rico banqueiro de Berlim. Ao visitar a Itália, ele se encantou com as obras de arte, a beleza natural, o clima ensolarado e a contagiante alegria dos italianos, e logo começou a esboçar uma nova sinfonia. Nos primeiros meses do ano de 1831, Mendelssohn faz menção, em várias cartas, à sinfonia que estava compondo e que desejava que fosse uma obra alegre. Mas ele sentia que só conseguiria terminá-la após visitar Nápoles, cidade onde seria capaz de absorver, por completo, o espírito italiano. Ao que tudo indica, ele não conseguiu terminá-la na Itália, porque, em uma carta à irmã, de 21 de janeiro de 1832, de Paris, deixa claro haver abandonado a composição da Sinfonia Italiana para terminar outra partitura. Constantemente insatisfeito com a obra, Mendelssohn fez correções até abril de 1833, quando a levou consigo para a estreia, em Londres, no dia 13 de maio, com a Sociedade Filarmônica de Londres, sob sua direção. Embora a Sinfonia nº 4 em Lá maior tenha sido recebida com grande entusiasmo, Mendelssohn, alguns anos mais tarde, a tirou de circulação para revisões e nunca se viu satisfeito com o resultado. A obra só foi editada após a sua morte.