Concertos para a Juventude: Tchaikovsky

José Soares, regente

|    Concertos para a Juventude

TCHAIKOVSKY
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O Quebra-nozes: Suíte nº 1, op. 71a: Abertura miniatura, Dança árabe, Dança da fada açucarada, Dança dos mirlitons
Serenata em Dó maior, op. 48: Finale (Tema Russo)
Sinfonia n º 6 em si menor, op. 74, "Patética": Allegro con grazia
Sinfonia nº 4 em fá menor, op. 36: Finale: Allegro con fuoco

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2020. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Programa de Concerto

O Quebra-nozes: Suíte nº 1, op. 71a: Abertura miniatura, Dança árabe, Dança da fada açucarada, Dança dos mirlitons | TCHAIKOVSKY

Criado no ano anterior à morte do compositor, O Quebra-nozes se agrupa entre as obras da maturidade plena de Tchaikovsky. Prestando homenagem à Infância e à Fantasia, representa um momento de serenidade, antes do subjetivismo sombrio da derradeira Sinfonia Patética. Tchaikovsky foi um verdadeiro Midas ao compor seu balé <i>O Quebra-nozes</i>. As melodias que criou estão entre as mais memoráveis do mundo da música e podem ser ouvidas por toda parte na cultura popular.

Tchaikovsky escreveu sua Serenata para cordas no mesmo outono de 1880 em que compôs a hoje famosíssima Abertura 1812, praticamente uma em sequência da outra. Na época, seus sentimentos sobre ambas eram diametralmente opostos: “A abertura será muito alta e barulhenta, mas eu a escrevi sem qualquer sentimento caloroso de amor; provavelmente não será de mérito artístico nenhum. Mas a Serenata, ao contrário, foi escrita por um impulso interior. É uma peça do coração, e assim, atrevo-me a ter a esperança de que este trabalho não será sem qualidade artística”. A obra tem como referência imediata as serenatas e divertimentos vienenses do século XVIII e, principalmente, as sinfonias italianas. Feita por um Tchaikovsky apaixonado pela música barroca, mas que não se esqueceu por um segundo sequer de suas origens.

Tchaikovsky terminou a composição de sua sexta e última sinfonia em agosto de 1893 e regeu a estreia no dia 28 de outubro do mesmo ano, em São Petersburgo. Nove dias depois, morria de causas ainda não comprovadas. A história desta obra é cercada de mistérios indecifráveis. A estreia foi um fracasso, aparentemente por se tratar de uma música muito intimista. De acordo com algumas cartas de Tchaikovsky, suas sinfonias eram como “confissões musicais”, capazes de “expressar tudo aquilo para o qual não existem palavras”, principalmente questões como Vida, Morte, Amor e Beleza. O que estaria o compositor, então, tentando nos dizer, nesta sua carta de adeus? Provavelmente, das suas desilusões amorosas e musicais, da sua impotência frente às dificuldades da vida… Possivelmente, da sua angústia com o vazio que se descortinava, um vazio causado pelo fato de que tudo que ele amava e acreditava fosse eterno, estivesse, talvez, se dissolvendo… Após a estreia da Sexta Sinfonia, Tchaikovsky escreveu a seu sobrinho Vladimir Bob Davydov, a quem é dedicada a obra: “considero esta sinfonia a melhor de todas as obras que escrevi. Em todo caso, é a mais sincera. E eu a amo como jamais amei qualquer de minhas partituras”.

A composição da Sinfonia nº 4 está intimamente ligada ao aparecimento de Nadezhda von Meck na vida de Tchaikovsky. Musicista amadora e excelente administradora, mantinha um grupo de artistas à sua disposição. Em 1876 encomendou a Tchaikovsky uma peça para violino e piano. Nascia aí um amor platônico e obsessivo e um caso duradouro de mecenato. Madame von Meck depositava mensalmente uma soma considerável de rublos para o compositor, destinada a liberá-lo de dar aulas para sobreviver, dedicando-se inteiramente à composição e às viagens. Os dois trocaram mais de mil cartas e a única imposição feita por von Meck foi a de que nunca se encontrassem pessoalmente. Os primeiros esboços da Quarta Sinfonia datam de fevereiro de 1877. Na época, além de ocupado com a composição da ópera Eugene Oneguin, Tchaikovsky embarcara em um casamento desastrado com sua antiga aluna Antonina Miliukova. A orquestração dos três primeiros movimentos foi concluída em Veneza, no mesmo ano. A conclusão de seu amado opus 36 viria no dia 7 de janeiro de 1878, em San Remo. Considerada pelo compositor como uma de suas melhores obras, a <i>Sinfonia nº 4</i> foi naturalmente dedicada a Mme. von Meck.

14 nov 2021
domingo, 11h00

Sala Minas Gerais
Gratuito

A retirada de ingressos começará na sexta-feira, dia 12 de novembro, após as 12h, somente online. Limitada a dois ingressos por pessoa.

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