Contrastes Súbitos – filho

Conrad van Alphen, regente convidado
Philippe Quint, violino

SCHUBERT
KORNGOLD
SIBELIUS
Abertura em mi menor, D. 648
Concerto para violino em Ré maior, op. 35
Sinfonia nº 1 em mi menor, op. 39

Conrad van Alphen, regente convidado

O maestro Conrad van Alphen é conhecido pela combinação de excepcional sensibilidade, visão e frescor. Como artista membro da Sociedade Filarmônica de Moscou, colaborou estreitamente com a Orquestra Nacional Russa, bem como outras orquestras do país. Na virada do milênio, van Alphen fundou a Sinfonia Rotterdam, da qual continua exercendo o papel de Regente Titular e Diretor Artístico. Sob a batuta do maestro, a orquestra atingiu reconhecimento internacional, sendo aclamada em palcos na Rússia, Chile, México, Brasil, Colômbia e China. Já colaborou com as sinfônicas de Montreal, Berlim, Bochum, Budapeste, Jerusalém, do Gran Teatro del Liceu, de Barcelona e as filarmônicas de Stuttgart, Bruxelas e Bogotá. Nasceu em 1963, em Pretoria, capital da África do Sul, e concentrou os estudos em sua cidade natal. Aos 26, se mudou para os Países Baixos, onde se uniu ao naipe de contrabaixos da Orquestra Filarmônica da Rádio de Hilversum e da Beethoven Academie, na Antuérpia. Conrad van Alphen estudou regência com Eri Klas e Roberto Benzi.

O violinista Philippe Quint traça um caminho raro, ao reinventar trabalhos tradicionais, redescobrir repertórios esquecidos e comissionar obras de compositores contemporâneos. Quint recebeu várias indicações ao Grammy por seus dois álbuns com os concertos de Korngold e William Schuman. Requisitado em todo o mundo, ele toca regularmente com orquestras como a Filarmônica de Londres e a Sinfônica de Chicago, e se apresenta nas principais salas, do Gewandhaus de Leipzig ao Carnegie Hall de Nova York. Quint é convidado frequente de prestigiados festivais, como o Verbier, de Aspen, Colmar, Hollywood Bowl e Dresden Festspiele. Sua premiada discografia inclui 17 lançamentos aclamados pela crítica em gravadoras como Warner Classics, Naxos e Avanti Classics. Já se apresentou com as sinfônicas de Seattle, Detroit, Indianapolis, New Jersey, Bournemouth, da China, as filarmônicas de Los Angeles, Royal Liverpool, Minas Gerais, e a Weimar Staatskapelle.

Programa de Concerto

Abertura em mi menor, D. 648 | SCHUBERT

Schubert escreveu a Abertura em mi menor, D. 648 em fevereiro de 1819 e a obra teve sua primeira apresentação em novembro de 1821, em Viena. Orquestrada para quatro trompas, dois trompetes, três trombones, tímpanos e cordas, é um importante marco na escrita de Schubert para orquestra, em relação ao tratamento dramático dado aos instrumentos. Imponente e sem uma lenta introdução — contrariando as Aberturas anteriores —, logo desapareceu, até a publicação das obras compiladas de Schubert em 1886. Alguns estudiosos a consideram uma obra de poder incomum, quebrando a sequência observada em suas duas últimas sinfonias. A tensão crescente e o clímax explosivo mostram a influência de Beethoven sobre o jovem Schubert.

Quando Max Reinhardt – o grande diretor e produtor teatral que revolucionou a cenografia e exerceu forte influência na cinematografia europeia – necessita adaptar Mendelssohn para o filme Sonho de uma noite de verão, chama Erich Korngold para Hollywood. O convite muda a direção da vida do compositor. Ele passa a desenvolver um gênero próprio – a composição sinfônica cinematográfica – que o tornaria reconhecido como um dos fundadores da música para cinema. Concebe cada filme como uma “ópera sem canto”, desejando que a música possa ser executada em salas de concerto, sem o filme. Após a anexação da Áustria pela Alemanha, Korngold exila-se nos Estados Unidos, tornando-se cidadão norte-americano em 1943. Retorna à Áustria ao fim da guerra com a intenção de retomar a música de concerto e afastar-se do cinema. A criação do Concerto para violino marca esse retorno, mas toma de empréstimo música composta para Hollywood. Iniciado em 1937 por incentivo do amigo Bronislaw Huberman (ilustre violinista também emigrado) e dedicado a Alma Mahler, o Concerto para violino em Ré maior foi revisado em 1945. Jascha Heifetz estreou-o com a Saint Louis Symphony Orchestra, sob a batuta de Vladimir Golschmann, em 1947. Composto "mais para um Caruso que para um Paganini" e impregnado de melodias de cinema, o Concerto para violino em Ré maior tipifica a ópera sem canto de Erich Korngold.

A Primeira Sinfonia de Jean Sibelius começou a ser composta em abril de 1898. Em janeiro do ano seguinte, Sibelius mudou-se de Helsinque, capital da Finlândia, para a pequena cidade de Kerava, a fim de ter mais tempo para compor. Enquanto trabalhava na sua Sinfonia, o czar Nicolau II expediu o “Manifesto de fevereiro de 1899”, restringindo a autonomia de todas as nações do Império Russo, incluindo a Finlândia. Indignado com a nova situação de seu país, Sibelius compôs uma canção de protesto, intitulada Canção dos Atenienses. A Sinfonia nº 1 e a Canção dos Atenienses foram estreadas no mesmo concerto, em Helsinque, no dia 26 de abril de 1899, pela Sociedade Filarmônica de Helsinque, sob a regência do compositor. O concerto teve grande sucesso e Sibelius foi alçado à condição de uma das principais figuras da resistência finlandesa. Nascia um herói nacional. Sibelius revisou a Sinfonia no ano seguinte. A versão que hoje conhecemos é de 1900 e foi estreada em Estocolmo no dia 4 de julho do mesmo ano, também pela Sociedade Filarmônica de Helsinque, sob a regência de Robert Kajanus, amigo do compositor. Em turnê pelas principais capitais europeias, Kajanus foi responsável pelo sucesso da Sinfonia fora da Finlândia e pelo consequente reconhecimento internacional do compositor. Na Sinfonia nº 1 já podemos vislumbrar aquelas que se tornariam as marcas registradas de Sibelius: as atmosferas misteriosas que nos remetem às terras geladas da Finlândia, os contrastes súbitos, onde seções calmas são inesperadamente seguidas por momentos de extremo vigor, e uma paleta orquestral extremamente pessoal.

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