De Poulenc a Respighi

José Soares, regente
Cássia Lima, flauta

|    Fora de Série

POULENC
QUANTZ
RACHMANINOV
RESPIGHI
As Corças: Suíte
Concerto para flauta em Sol maior
Vocalise, op. 34, nº 14
Vitrais de igreja

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, tendo sido seu Regente Assistente desde as duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Cássia é Bacharel em Flauta pela Unesp e concluiu seu mestrado e Artist Diploma na Mannes College of Music, Nova York. Foi aluna de João Dias Carrasqueira, Grace Busch, Jean-Nöel Saghaard, Marcos Kiehl e Keith Underwood. Participou dos principais festivais de música do país e venceu concursos importantes, como o II Concurso Nacional Jovens Flautistas, o Jovens Solistas da Orquestra Experimental de Repertório, a Mannes Concerto Competition e o Gregory Award. Tem ampla atuação com música de câmara, integrando atualmente o Quinteto de Sopros da Filarmônica e diversos outros grupos em Belo Horizonte. Bolsista do Tanglewood Music Center, atuou como camerista e Primeira Flauta sob regência de James Levine, Kurt Masur, Seiji Ozawa e Rafael Frühbeck de Burgos. Na Minnesota Orchestra foi regida por Charles Dutoit. Foi Primeira Flauta e solista da Osesp, integrando-se à Filarmônica em 2009 como Flauta Principal. Gravou o CD Memória da Música Brasileira com o pianista Miguel Rosselini. Desde 2019, participa do Festival Artes Vertentes, em Tiradentes (MG).

Programa de Concerto

As Corças: Suíte | POULENC

Mesmo tendo sido descrito pelo crítico Claude Rostand como "meio-monge, meio-maroto", grande parte do trabalho de Francis Poulenc tem o humor em seu cerne. O convite para a criação do balé Les Biches, ou As Corças, veio de encomenda feita por Serge Diaghilev. Além de discutir o assunto com Diaghilev, o compositor, à época com 22 anos, também conversava sobre o assunto com Stravinsky e Marie Laurencin, pintora cujos trabalhos inspiraram o balé e que também ficou responsável pelos cenários e figurinos. As estreias em Monte Carlo em 6 de janeiro de 1924, e, depois, em Paris em 26 de maio, foram consideradas um acontecimento! Dos nove números que compõem o balé, cinco se transformaram na suíte orquestral, que foi ajustada por Poulenc até 1940.

Grande parte do que se sabe sobre Johann Joachim Quantz vem de sua autobiografia, que relata suas atividades em Dresden (entre 1716 e 1741) e em Berlim e Potsdam (a partir de 1741) a serviço da corte de Frederico II da Prússia. Filho de um ferreiro, começou seus estudos com o tio e dedicou-se aos instrumentos de corda, bem como oboé e trompete. Encontrando poucas oportunidades para trabalhar com o oboé, ele migrou para a flauta transversal em 1719. Quantz pertence à geração de compositores alemães que adotou o concerto instrumental como um gênero distinto e fez experimentações em trabalhos para instrumentos solo não pertencentes à família das cordas. Um dos mais inovadores musicistas, compositores e fabricantes de flautas do século XVIII, Quantz criou centenas de peças para seu instrumento. Seu trabalho mais conhecido é o Concerto para flauta em Sol maior.

Uma “canção sem palavras”, com a qual Sergei Rachmaninov fechou em 1912 sua série de quatorze canções para voz e piano pertencentes ao opus 34. Esta é Vocalise, que, graças a sua atmosfera outonal e melancólica, atingiu grande popularidade entre os trabalhos curtos do compositor. Três anos depois, a peça ganhou sua versão orquestral a pedido de Serge Koussevitzky.

A história de Vitrais de igreja começa com Tre preludi sopra melodie gregoriane, conjunto de peças escrito originalmente para piano enquanto o casal Ottorino Respighi e Elsa Olivieri Sangiacomo desfrutava do verão de Capri em 1919. A composição, escreveu Elsa em sua biografia, “reflete o estado de espírito de Respighi naquele momento: o maravilhamento de uma revelação e, ao mesmo tempo, uma exultação mística de profundo sentimento religioso”. Com o subtítulo de Quatro impressões sinfônicas, Vitrais de igreja apresenta a versão orquestrada destas três peças para piano, com a adição de um quarto movimento – o que a torna uma suíte sinfônica. Sua estreia se deu dois anos após a conclusão do trabalho, em fevereiro de 1927, nos Estados Unidos, sob condução de Koussevitzky.

13 ago 2022
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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