De Vaughan Williams a Wagner

José Soares, regente
Simone Leitão, piano

|    Fora de Série 2022

VAUGHAN WILLIAMS
VILLA-LOBOS
WAGNER
As Vespas: Abertura
Momoprecoce
O crepúsculo dos deuses: Viagem de Siegfried pelo Reno, Canção das damas do Reno, Morte e funeral de Siegfried

José Soares, regente

Natural de São Paulo, José Soares é Regente Assistente da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2020. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio, edição 2021 (Tokyo International Music Competition for Conducting). José Soares recebeu também o prêmio do público na mesma competição. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou Regência Orquestral com o maestro Cláudio Cruz, em um programa regular de masterclasses em parceria com a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou como bolsista nas edições de 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, sendo orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich. Recebeu, nesta última, o Prêmio de Regência, tendo sido convidado a atuar como regente assistente da Osesp em parte da temporada 2018, participando de um Concerto Matinal a convite de Marin Alsop. Foi aluno do Laboratório de Regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em julho desse mesmo ano, teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin, como parte do programa de Regência do Festival de Música de Parnü, Estônia. Atualmente, cursa o bacharelado em Composição pela Universidade de São Paulo.

Programa de Concerto

Ao longo da vida, Heitor Villa-Lobos sempre cultivou o curioso hábito de reciclar suas obras antigas, dar-lhes uma roupagem nova e apresentá-las, muitas vezes, sob novos títulos. Em 1929, enquanto ainda vivia em Paris, o compositor recebeu da pianista brasileira Magda Tagliaferro a encomenda de um concerto para piano. Ao invés de escrever uma nova partitura do gênero, Villa-Lobos optou por orquestrar um conjunto de oito peças para piano que compusera em 1919 intituladas O Carnaval das crianças brasileiras. Nascia, assim, Momoprecoce, que seria estreado por Tagliaferro em 1930, sob direção do maestro Enrique Fernández Arbós. A obra, extremamente alegre e festiva, sintetiza bem o estilo de Villa-Lobos da época, fortemente influenciado pelo trabalho de Stravinsky. Como O Carnaval das crianças brasileiras foi composto antes, sua música retrata as atmosferas oníricas francesas, com um certo toque de dança espanhola. Porém, na orquestração que originou o Momoprecoce, o colorido orquestral stravinskiano sobrepujou de tal maneira as características originais da obra que acabou por transformá-la em uma música praticamente diferente: ainda um pouco do Brasil, mas nada da França ou Espanha.

5 nov 2022
sábado, 18h00

Sala Minas Gerais
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