Dois grandes mestres russos

Fabio Mechetti, regente
Vadim Gluzman, violino

|    Allegro

|    Vivace

CHABRIER
SHOSTAKOVICH
TCHAIKOVSKY
Suíte Pastoral
Concerto para violino nº 2 em dó sustenido menor, op. 129
Sinfonia nº 2 em dó menor, op. 17, "A Pequena Russa"

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

A maestria artística de Vadim Gluzman dá vida a uma gloriosa tradição violinística dos séculos XIX e XX. O músico israelense já se apresentou com orquestras como as filarmônicas de Berlim, Londres e Israel, a Orquestra de Cleveland e as sinfônicas de Chicago, Boston e Londres. Colabora regularmente com regentes como Christoph von Dohnányi, Tugan Sokhiev, Andrew Davis, Neeme Järvi, Michael Tilson Thomas, Semyon Bychkov e Jukka-Pekka Saraste. Suas apresentações em festivais incluem os de Tanglewood, Verbier, Ravinia e Lockenhaus, além do Festival de Música de Câmara North Shore em Illinois, fundado em conjunto com sua esposa, a pianista Angela Yoffe. Bastante requisitado por compositores contemporâneos, Gluzman estreou recentemente obras de Sofia Gubaidulina e Elena Firsova. Com extensa discografia, já conquistou prêmios e recomendações das principais publicações da área, como a Diapason, a Gramophone e a Classica.

Programa de Concerto

Suíte Pastoral | CHABRIER

Emmanuel Chabrier trabalhou por vinte anos no Ministério do Interior, em Paris, enquanto estudava seriamente piano, harmonia e contraponto com grandes mestres; compunha muito, mas a falta de estudos “oficiais” rendeu-lhe a fama de talentoso compositor diletante. Entre as contradições de sua vida e sua carreira estão o temperamento afável e um mordaz senso de humor; ao mesmo tempo que admirava profundamente Wagner, era um defensor da tradição musical francesa. Chabrier contava com a amizade de pintores e poetas e era reconhecido por Fauré, César Franck, Debussy e, sobretudo, Ravel. Ainda assim, foi um grande esquecido da música francesa. Na estreia de suas dez Pièces pittoresques, em 1881, César Franck declarou: “acabamos de ouvir algo extraordinário; esta música liga nosso tempo ao de Couperin e Rameau”. Sob esse aspecto, Chabrier insere-se na tradição dos grandes tecladistas franceses e confirma seu papel de precursor do pianismo de Debussy e Ravel, ambos seus admiradores declarados. Em 1888, Chabrier regeu as orquestrações de três obras de sua autoria, entres elas a Suíte Pastoral. Para formar essa Suíte, ele escolheu as peças de números 6, 7, 4 e 10 das Peças Pitorescas: Idílio, Dança do vilarejo, Na floresta e Scherzo – Valsa.

O compositor russo Dmitri Shostakovitch dedicou seus dois concertos para violino – op. 77 e op. 129 – ao amigo e compatriota David Oistrakh. Assim como ocorre nas demais obras concertantes de Shostakovich – dois concertos para piano, dois para violino e dois para violoncelo –, a primeira obra é mais brilhante e extrovertida do que a segunda e, consequentemente, mais tocada e conhecida. Nesses casos, o pessimismo e a introspecção das segundas produções refletem um compositor acossado pela política opressora do regime soviético. Sob os olhos da censura, Shostakovich inseria em sua música significados dissidentes e subversivos, e algumas de suas composições sofreram cortes e proibições. A mente liberal de Shostakovich era contrária a qualquer forma de opressão; altruísmo e solidariedade refletiram-se em muitas de suas obras. O singular Concerto para violino nº 2 utiliza material folclórico da cantata Stepan Razin, op. 119, que aborda uma revolta popular do século XVII. Menos um concerto tradicional e mais uma sonata acompanhada, no Concerto nº 2 o solista desfia um contínuo monólogo emoldurado pela orquestra. A voz humana, oprimida, sem poder falar, canta através do instrumento.

Para Tchaikovsky, a sinfonia era, antes de tudo, uma obra confessional, à qual confiava todo o seu mundo interior. Nesse sentido, o universo de suas sinfonias apresenta enorme riqueza e variedade de sentimentos. Nelas, Tchaikovsky brilha principalmente pela intuição do poder expressivo da instrumentação e pela ciência magistral do equilíbrio sonoro de sua orquestra. Suas peculiaridades nesse domínio manifestam-se em detalhes, como o emprego do registro grave das madeiras ou a especial predileção pela trompa solista. Durante o verão de 1872, na casa de sua irmã Alexandra, em Kamenka (Ucrânia, ou Pequena Rússia), Tchaikovsky começou a composição de sua Segunda Sinfonia. Inspirou-se em melodias da região, o que explica o subtítulo da obra. Difere consideravelmente das outras sinfonias do compositor, substituindo-lhes o caráter confessional característico pelas alegres impressões de um músico que passeia por aldeias e participa de festas e danças populares. Concebida em quatro movimentos, a Segunda Sinfonia estreou em triunfo em Moscou. Por seus elementos folclóricos, a obra recebeu o apoio imediato dos compositores ligados ao famoso Grupo dos Cinco, de tendência nacionalista.

baixar programa

5 dez 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

|    mais informações sobre ingressos

6 dez 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

O programa deste concerto foi impresso com papel doado pela Resma Papeis.

|    mais informações sobre ingressos