Entre o individual e o coletivo

Fabio Mechetti, regente
Arnaldo Cohen, piano

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BEETHOVEN
BEETHOVEN
BEETHOVEN
Fidelio: Abertura, op. 72c
Concerto para piano nº 3 em dó menor, op. 37
Concerto para piano nº 4 em Sol maior, op. 58

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde 2008, ano de sua criação. Em 2014, ao ser convidado para ocupar o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornou-se o primeiro brasileiro a dirigir uma orquestra asiática. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Mechetti é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Graduado em piano e violino pela Escola de Música da UFRJ, Arnaldo Cohen conquistou por unanimidade o 1º Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália e, desde então, tem se apresentado como solista das mais importantes orquestras do mundo. Após mais de 20 anos em Londres, onde lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music, transferiu-se para os Estados Unidos em 2004, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. Além de recitalista e concertista, transita também pelos domínios da música de câmara, tendo integrado durante cinco anos o prestigiado Trio Amadeus. Conhecido por sua técnica clara e exemplar, Cohen também gravou discos premiados e muito bem recebidos pela crítica, de compositores como Liszt, Brahms, Rachmaninov e uma abrangente coletânea de música brasileira para o selo sueco BIS.

Programa de Concerto

Fidelio: Abertura, op. 72c | BEETHOVEN

A única ópera criada por Beethoven, Fidelio, gerou três versões diferentes e quatro aberturas independentes. Concluída em setembro de 1805, a primeira versão da ópera, com a abertura hoje conhecida como Leonora nº 2, foi estreada em novembro e teve fria recepção, e foi retirada de cartaz após três récitas. Em dezembro do mesmo ano, Beethoven aceitou, com relutância, a ideia de revisar a ópera. A estreia com uma nova abertura, hoje conhecida como Leonora nº 3, se deu em março de 1806 e teve recepção um pouco melhor. Mas, infelizmente, seria apresentada apenas mais uma vez, em razão de um desentendimento de Beethoven com o diretor do teatro. No ano seguinte ele comporia, ainda, uma terceira abertura, hoje conhecida como Leonora nº 1, para uma apresentação em Praga que acabou por não acontecer. A ópera parecia fadada ao esquecimento. No entanto, em 1814, o diretor do Theater am Kärntnertor procurou o compositor para uma nova apresentação. Beethoven relutou, mas acabou aceitando, com a condição de poder retrabalhar a obra. Contratou um novo libretista, com a missão de dar mais agilidade à trama, e compôs uma nova abertura. Os esforços valeram a pena. A nova versão foi um sucesso e a ópera, reapresentada inúmeras vezes. Ao contrário das três aberturas Leonora, a Abertura Fidelio não apresenta explicitamente o conteúdo musical da ópera. Apenas alude a alguns trechos. É a mais coesa, festiva e brilhante das quatro, e a mais curta. Trata-se da abertura perfeita para introduzir a ópera, pois, ao invés de tirar a surpresa da trama, prepara o que está por vir. Como as outras três, ganhou as salas de concerto e é hoje, dentre elas, a mais conhecida.

Escrito entre 1799 e 1803, o Concerto para piano nº 3 de Beethoven foi estreado em Viena no dia 5 de abril de 1803, tendo o próprio compositor como solista. É uma das poucas obras da primeira fase do gênio de Bonn – os anos de juventude – a ter aceitação ampla por parte tanto dos músicos como do grande público. Provavelmente não apenas pela beleza evidente de seus temas, mas também pelo fato de ser uma peça-chave em seu repertório, que serve como referência para a compreensão de todo seu legado. O Concerto nº 3, único escrito em modo menor, deixa para trás o estilo mozartiano até então adotado por Beethoven, ao mesmo tempo em que aponta para os novos horizontes que seriam ainda conquistados.

No percurso entre o balé Prometeu e o Concerto para piano nº 4, Beethoven deixou de ser um jovem compositor talentoso para se impor como grande mestre inovador. O opus 58, em Sol maior, abre um novo capítulo na história desse gênero. A obra, escrita em 1806, foi a última a ser estreada por ele mesmo como solista, afinal, sua surdez avançava rapidamente. Era também um período de desenvolvimento e extraordinária criatividade do compositor, quando produziu muitos de seus marcos.

6 ago 2020
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais

7 ago 2020
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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