Festas ao som do frevo, jazz e clássico

Fabio Mechetti, regente
Arnaldo Cohen, piano

|    Allegro

|    Vivace

SANTORO
MOZART
GERSHWIN
GERSHWIN/Bennett
Frevo
Concerto para piano nº 17 em Sol maior, K. 453
Rhapsody in Blue
Porgy e Bess: um retrato sinfônico

Fabio Mechetti, regente

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Recentemente, tornou-se o primeiro brasileiro a ser convidado a dirigir uma orquestra asiática, sendo nomeado Regente Principal da Filarmônica da Malásia. Foi Residente da Sinfônica de San Diego, Titular das sinfônicas de Syracuse, Spokane e Jacksonville, sendo agora Regente Emérito das duas últimas. Foi Regente Associado de Mstislav Rostropovich na Sinfônica Nacional de Washington. Além de uma sólida carreira nos Estados Unidos e no Brasil, já conduziu em países como México, Peru, Venezuela, Nova Zelândia, Espanha, Japão, Escócia, Finlândia, Canadá, Suécia e Itália. Venceu o Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko. Mechetti possui títulos de mestrado em Composição e em Regência pela Juilliard School.

Graduado em piano e violino pela Escola de Música da UFRJ, Arnaldo Cohen conquistou por unanimidade o 1º Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália e, desde então, tem se apresentado como solista das mais importantes orquestras do mundo. Após mais de 20 anos em Londres, onde lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music, transferiu-se para os Estados Unidos em 2004, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. Além de recitalista e concertista, transita também pelos domínios da música de câmara, tendo integrado durante cinco anos o prestigiado Trio Amadeus. Conhecido por sua técnica clara e exemplar, Cohen também gravou discos premiados e muito bem recebidos pela crítica, de compositores como Liszt, Brahms, Rachmaninov e uma abrangente coletânea de música brasileira para o selo sueco BIS.

Programa de Concerto

Frevo | SANTORO

O vocábulo frevo nasceu da pronúncia errada do verbo ferver. Assim, na primeira década do século XX, da frevança da folia nascia a principal dança coreográfica de rua do Carnaval recifense. Diversos compositores se encantaram pela energia meló- dica e o poder rítmico dessa dança. Santoro, em 1951, denominou Frevo o movimento final de seu Concerto para piano nº 1. Em agosto de 1953, na capital paulista, compôs o Frevo para piano solo, peça curta e vigorosa, dedicada ao pianista Oriano de Almeida e estreada somente em 1961 por Iris Bianchi. Em 1978, o Frevo foi arranjado para dois pianos e, em novembro de 1982, transcrito para piano, cordas e percussão; no mesmo ano, foi ampliado para grande orquestra. Nessa época, Santoro residia em Brasília, embora demitido da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília — que hoje leva o seu nome. A versão sinfônica do Frevo demonstra suas qualidades como orquestrador, a exuberância da escrita para percussão e metais e a pujança de seu estilo nacionalista.

Dos cerca de quarenta concertos compostos por Mozart para quase todos os instrumentos, vinte e três têm o piano como solista. Os aspectos que mais impressionam no conjunto desses concertos são a diversidade e riqueza de caráter, de inspiração e os meios utilizados que fazem deles uma coleção de obras tanto ou mais importantes que as sinfonias. O ano de 1784 foi particularmente rico para esse acervo e igualmente rico para o conjunto de obras-primas mozartianas em todos os gêneros, nos últimos sete anos de sua vida. De maneira geral, os concertos de piano eram escritos por Mozart para sua própria execução. Porém, dos seis concertos daquele período, dois foram escritos para sua talentosa aluna Babette Ployer, entre eles o Concerto em Sol, único composto por Mozart nessa tonalidade. O Concerto K. 453 traz estados de alma bem diferentes dos anteriores: mais serenidade, caráter às vezes pastoral, menos brilho e um virtuosismo moderado. O tema inicial se apresenta em ritmo de marcha leve pelas cordas, pontuada pelas madeiras. Todo o desenvolvimento do Allegro, como o constante diálogo piano-orquestra, se faz com sabedoria tipicamente mozartiana e prefere a calma, porém com paixão. O Andante não oferece oposição ao primeiro movimento; o tema que se apresenta na orquestra é de uma expressividade das mais profundas. No Allegretto final Mozart utiliza o tema com variações. É curioso como o tema reproduz o canto de um passarinho, fato comentado numa anotação de Mozart que, encantado com um estorninho, comprou o pássaro.

George Gershwin era filho de emigrantes russos, vindos para a jovem nação americana que então despontava como potência expansionista e imperialista. Deveria chamar-se Jacob Gerchovitz, mas os pais, compreensivelmente, americanizaram seu nome. A família passou por diversos bairros de Nova York, entre os quais o Harlem, quando o jazz começava a ser conhecido. Não havendo ainda uma tradição americana de música de concerto, o talento precoce do compositor orientou-se no sentido da canção popular, do ragtime e do jazz. O piano, mais que instrumento de trabalho, era o catalisador fundamental de suas ideias musicais, e a improvisação permaneceu inerente ao seu estilo de composição. A criação de uma música americana original, para além das fronteiras estilísticas, tornou-se um ideal mais concreto para Gershwin depois de seu encontro com o maestro Paul Whiteman, grande incentivador do que se convencionou chamar jazz sinfônico. Whiteman foi quem encomendou a Gershwin a Rhapsody in Blue. A obra foi composta para dois pianos e orquestrada por Ferde Grofé. A Rhapsody abre-se com um célebre glissando de clarinete, revelando a fonte jazzística da obra cujo fascínio associou-se indelevelmente à vida pulsante da Nova York dos anos 1920. Na sequência do sucesso, Gershwin aprofundou sua aprendizagem teórica e passou a orquestrar suas próximas obras importantes: o Concerto para piano em Fá maior, Um americano em Paris e Porgy and Bess, saudada como a primeira ópera verdadeiramente americana.

Por sua fusão de elementos sinfônicos europeus com o jazz americano, Porgy and Bess é uma ópera que sempre transitou entre o erudito e o popular. Em sua grande lista de apresentações, ela já foi montada como ópera, musical, teatro musicado e filme para televisão e cinema. Suas canções foram gravadas pelos grandes nomes da música popular americana, tais como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan, Louis Armstrong, Miles Davis, John Coltrane e Janis Joplin. A cultura dos teatros musicais americanos é baseada em trabalho de equipe. Uma vez que a demanda por novos musicais sempre foi frenética, os compositores precisavam recorrer aos arranjadores, que orquestravam as músicas e as deixavam prontas para o palco. Robert Russell Bennett era um arranjador da Broadway e de Hollywood, tendo trabalhado, entre outros, com Irving Berlin e Cole Porter. Em 1937, último ano de vida de Gershwin, Bennett foi seu assistente na orquestração da música para o musical de Hollywood Vamos dançar (Shall we dance), com Fred Astaire e Ginger Rogers. Em 1942, através de uma encomenda de Fritz Reiner, regente da Orquestra Sinfônica de Pittsburgh, Bennett criou uma versão de concerto da ópera de Gershwin, intitulada Porgy and Bess: um retrato sinfônico. A versão de Bennett inclui a maioria das canções de Gershwin, embora não exatamente na ordem em que aparecem na ópera. Esta versão para concerto, que tem uma orquestração muito próxima do original, foi um dos grandes esforços para tornar a música de Gershwin conhecida do grande público.

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1 ago 2019
quinta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
compre seu ingresso

Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
Os ingressos para o setor Coro (46 reais) serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

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2 ago 2019
sexta-feira, 20h30

Sala Minas Gerais
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Estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos e pessoas com deficiência (e acompanhante) têm direito a meia-entrada.
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